Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
31 MAR 2025

Imagem do dia

[caption id="attachment_68591" align="aligncenter" width="2560"]Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rodônia Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rodônia[/caption]

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

O que esperar de 2021

segunda-feira, 8 de março de 2021

Artigos

O que esperar de 2021

Por: Clemente Ganz Lúcio
O que foi vivido em 2020 começa a aparecer nas estatísticas consolidadas pelos órgãos de pesquisa. Nos últimos dias o IBGE apontou uma queda do PIB de – 4,1% para 2020, a menor taxa da série histórica iniciada em 1996. Já a PNAD Contínua, também do IBGE, apontou que na média o desemprego foi de 13,5%, a maior taxa da série histórica iniciada em 2012. Em dezembro a taxa chegou a 13,9%, com mais de 14 milhões de desempregados.
 
O quadro no mundo do trabalho é perverso: o número de trabalhadores com carteira assinada diminuiu mais de 11%, o que significa que 3,8 milhões deixaram de ter um emprego protegido; de outro lado, aumentou em 1 milhão o número de trabalhadores sem carteira; cerca de 1,5 milhão se somaram ao contingente de trabalhadores por conta própria, que agora totaliza mais de 23 milhões de pessoas; 40% os ocupados são informais; 32 milhões de trabalhadores estão desocupados ou empregados em condições precárias, subutilizados com jornada de trabalho parcial ou emprego intermitente; mais de 8 milhões de pessoas foram para o home office; cerca de 11 milhões de trabalhadores colocados na inatividade em decorrência da necessidade de isolamento social; mais de 10 milhões tiveram seus contratos de trabalho suspensos ou reduziam a jornada de trabalho; mais de 67 milhões resistiram recebendo auxilio emergencial. Movimentos inéditos em quantidade, intensidade e velocidade.
 
Esse quadro poderia ter sido ainda muito pior. Diversos estudos indicam a relevância do auxílio emergencial de R$ 600,00, da proteção dos salários e dos empregos. Medidas propostas e defendidas pelas Centrais Sindicais, pelos movimentos sociais, partidos políticos, parlamentares, governadores e prefeitos. Estudos estimam que a sustentação da renda para o consumo das famílias foi essencial para que a crise não fosse ainda pior. Sem essas transferências de renda as estimativas indicam que a queda do PIB estaria no intervalo entre -8% a -14% em 2020, duas ou três vezes maior do que o tombo de -4,1%.
 
Porém, o país começa 2021 com fim do abono emergencial, do programa de proteção dos empregos e do apoio às empresas, o que já fez reduzir a renda disponível para o consumo das famílias e ampliou o fechamento de empresas. Mesmo com as recorrentes recomendações internacionais (FMI, Banco Mundial, OCDE, Cepal, entre outros) para se manter as políticas de proteção da renda, ao que se somam as propostas insistentemente apresentadas ao Congresso Nacional, o governo federal simplesmente encerrou esses programas e agora propõe retomá-los com amplitude muitíssimo menor.
 
Para além do desemprego aberto de mais de 14 milhões de pessoas, há o desemprego oculto que pode estar em torno de 10%. Ou seja, caso aqueles que estão obrigados à inatividade (cerca de 8,4 milhões de pessoas) ou desalentados (5,8 milhões) passassem a procurar ocupação laboral, a taxa de desemprego aberto subiria para próximo de 25%!
 
Esse quadro é ainda mais dramático para os jovens, mulheres e negros pois as desigualdades fazem para eles ainda maior o maior número de mortes, o desemprego, o aumento da pobreza e da miséria.
 
Toda essa situação requer uma atuação pública do Estado com urgência sanitária e social e com emergência econômica. Infelizmente o governo federal nega essa realidade e mobiliza o oposto de tudo que precisa ser feito. Há uma tragédia que o governo Bolsonaro contratou e promoveu e, infelizmente, as consequências sociais e econômicas serão cada vez piores.
 
Previsibilidade com boas estimativas é o que a sociedade deseja e espera. O que há, contudo, é a certeza do agravamento da crise sanitária, do aumento do número de infectados e de mortes, do altíssimo risco de o colapso do sistema de saúde se espalhar pelo país, da descoordenação das políticas públicas, tudo convergindo para a insegurança em relação à proteção da vida e da economia. O custo social e econômico do (des)governo federal é cada vez mais alto e talvez incalculável. Há em curso uma regressão social, econômica e civilizatória sem precedentes.
 
Esse contexto aponta para perspectivas muito ruins para 2021 e talvez 2022. As estimativas de crescimento econômico para 2021 estão entre 3% e 4%. Retirando os efeitos estatísticos desses números, o que sobra de crescimento real para 2021 é uma taxa menor do que 1% para o PIB, permanecendo o país na condição de semi-estagnação neste ano. No primeiro semestre está em curso uma nova recessão.
 
O agravamento da crise sanitária obrigará o lockdown (fechamento), gerando o efeito sanfona na economia, tornando desesperadora a situação para milhares de empresas. Os óbitos se multiplicam e o país já é o pior caso em número de mortes diários, superando os EUA. As novas cepas do covid-19 tornam o Brasil o centro da preocupação mundial segundo a OMS.
 
Nesse quando, o governo corta ainda mais os gastos sociais e os investimentos. Propõe novas regras ainda mais restritivas para o orçamento público. Há muita capacidade ociosa no sistema produtivo, o que desmotiva o investimento privado. A renda cai e a massa salarial diminui, o que retira potência do consumo das famílias. A inflação aumenta o custo de vida e arrocha a massa salarial real. Todas as locomotivas para a retomada do crescimento econômico estão travadas, desligadas ou desmobilizadas. Sem planejamento e Estado atuante na proteção social e em iniciativas econômicas anticíclicas, uma tragédia ainda maior será inevitável.
 
A atuação dos Governadores, Prefeitos e do Congresso Nacional é essencial para suprir em parte a criminosa inoperância do governo federal, assim como será fundamental a sociedade ampliar sua mobilização contra essa situação. É nesse contexto de adversidade absoluta que se deve gerar força social para resistir à morte, à recessão e ao desemprego, recuperar o país da destruição em curso e recoloca-lo em uma nova trajetória de desenvolvimento econômico, social e ambiental.
 
Clemente Ganz Lúcio, sociólogo, consultor e professor, assessor das Centrais Sindicais
O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias
Milton Cavalo

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias

A volta da viagem e o 1º de maio
João Guilherme Vargas Netto

A volta da viagem e o 1º de maio

Como ganhar a guerra contra o retrocesso e a exploração
Eusébio Pinto Neto

Como ganhar a guerra contra o retrocesso e a exploração

O avanço da extrema-direita
Lineu Mazano

O avanço da extrema-direita

A realidade e o retrocesso no comércio mundial proposto por Trump
Eliseu Silva Costa

A realidade e o retrocesso no comércio mundial proposto por Trump

O Mercado como Entidade Imaterial e o Papel do Consumidor na Moderação da Ganância
Diógenes Sandim Martins

O Mercado como Entidade Imaterial e o Papel do Consumidor na Moderação da Ganância

O impacto do Bolsa Família na economia brasileira. Desafios e soluções propostas
Antônio de Sousa Ramalho

O impacto do Bolsa Família na economia brasileira. Desafios e soluções propostas

Posicionamento sobre a saída dos EUA da OMS
Jefferson Caproni

Posicionamento sobre a saída dos EUA da OMS

Por que o sindicalismo incomoda o capitalismo?
Eduardo Annunciato, Chicão

Por que o sindicalismo incomoda o capitalismo?

Uma Antiga Luta Sindical que Retorna ao Debate
Nilton Souza da Silva, o Neco

Uma Antiga Luta Sindical que Retorna ao Debate

Mudar a jornada!
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Mudar a jornada!

Ir à Greve e Conquistar Direitos; por Clemente Ganz Lúcio
Clemente Ganz Lúcio

Ir à Greve e Conquistar Direitos; por Clemente Ganz Lúcio

MPT: A contribuição assistencial e o exercício de oposição
César Augusto de Mello

MPT: A contribuição assistencial e o exercício de oposição

Porque o Brasil está crescendo; por Airton dos Santos
Airton dos Santos

Porque o Brasil está crescendo; por Airton dos Santos

A cada 10 entregadores de comida, três enfrentam insegurança alimentar
Imprensa 3 ABR 2025

A cada 10 entregadores de comida, três enfrentam insegurança alimentar

Nota das centrais: Repúdio ao tarifaço e apoio à Lei da Reciprocidade
Força 3 ABR 2025

Nota das centrais: Repúdio ao tarifaço e apoio à Lei da Reciprocidade

Força Sindical aprova propostas para 5ª CNSTT
Força 3 ABR 2025

Força Sindical aprova propostas para 5ª CNSTT

Dirigentes fazem reunião para intensificar divulgação do 1º de Maio
1º de Maio 3 ABR 2025

Dirigentes fazem reunião para intensificar divulgação do 1º de Maio

Vídeos 3 ABR 2025

O maior 1º de Maio está de volta

Futebol dos Metalúrgicos de Guarulhos prossegue domingo
Força 3 ABR 2025

Futebol dos Metalúrgicos de Guarulhos prossegue domingo

Aposentados terão antecipação do 13º salário
Força 3 ABR 2025

Aposentados terão antecipação do 13º salário

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias
Artigos 3 ABR 2025

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias

A volta da viagem e o 1º de maio
Artigos 3 ABR 2025

A volta da viagem e o 1º de maio

Sintrabor divulga Boletim sobre situação da mulher no mercado de trabalho
Força 3 ABR 2025

Sintrabor divulga Boletim sobre situação da mulher no mercado de trabalho

Miguel Torres e Arakém participam de evento com presidente Lula
Força 3 ABR 2025

Miguel Torres e Arakém participam de evento com presidente Lula

Indústria cai 0,1% em fevereiro e soma 5 meses sem crescimento
Imprensa 2 ABR 2025

Indústria cai 0,1% em fevereiro e soma 5 meses sem crescimento

Todo apoio à Mobilização dos professores do Sesi
Força 2 ABR 2025

Todo apoio à Mobilização dos professores do Sesi

Sinttrar conclui atualização estrutural focada em acessibilidade e retoma atendimentos médicos
Força 2 ABR 2025

Sinttrar conclui atualização estrutural focada em acessibilidade e retoma atendimentos médicos

1º de Maio: Jornada de Lutas das Centrais Sindicais
1º de Maio 1 ABR 2025

1º de Maio: Jornada de Lutas das Centrais Sindicais

Centrais sindicais intensificam mobilização para 1º de Maio Unificado
1º de Maio 1 ABR 2025

Centrais sindicais intensificam mobilização para 1º de Maio Unificado

Pedidos de demissão batem recorde em 2024; por Marilene Teixeira
Artigos 1 ABR 2025

Pedidos de demissão batem recorde em 2024; por Marilene Teixeira

Sinttrar se destaca com simulador em parceria com o Sest Senat
Força 1 ABR 2025

Sinttrar se destaca com simulador em parceria com o Sest Senat

1º de Maio Unificado: centrais fazem panfletagem no Brás
1º de Maio 1 ABR 2025

1º de Maio Unificado: centrais fazem panfletagem no Brás

Sindicalistas debatem fortalecimento da luta sindical em Rondônia
Força 1 ABR 2025

Sindicalistas debatem fortalecimento da luta sindical em Rondônia

Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rondônia
Imagem do dia 31 MAR 2025

Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rondônia

Guarujá: Rodoviários esperam ‘transparência’ na intervenção da prefeitura na City
Força 31 MAR 2025

Guarujá: Rodoviários esperam ‘transparência’ na intervenção da prefeitura na City

Prazo para envio de relatório de transparência salarial termina hoje
Imprensa 31 MAR 2025

Prazo para envio de relatório de transparência salarial termina hoje

Confira o cupom e regulamento dos sorteios
1º de Maio 31 MAR 2025

Confira o cupom e regulamento dos sorteios

Diretoria do Sinticalte toma posse em Teutônia/RS e Central reforça apoio ao setor calçadista
Força 31 MAR 2025

Diretoria do Sinticalte toma posse em Teutônia/RS e Central reforça apoio ao setor calçadista

Dieese: maioria dos trabalhadores se preocupa com segurança no local de trabalho
Força 31 MAR 2025

Dieese: maioria dos trabalhadores se preocupa com segurança no local de trabalho

Um documento histórico
Palavra do Presidente 31 MAR 2025

Um documento histórico

Faça download do panfleto do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais
1º de Maio 31 MAR 2025

Faça download do panfleto do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais

Vídeos 31 MAR 2025

Acordos com Japão e Vietnã vão gerar empregos no Brasil

Brasil Cria 432 Mil Empregos Formais em Fevereiro
Imprensa 29 MAR 2025

Brasil Cria 432 Mil Empregos Formais em Fevereiro

Aguarde! Carregando mais artigos...