Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

O que esperar de 2021

segunda-feira, 8 de março de 2021

Artigos

O que esperar de 2021

Por: Clemente Ganz Lúcio
O que foi vivido em 2020 começa a aparecer nas estatísticas consolidadas pelos órgãos de pesquisa. Nos últimos dias o IBGE apontou uma queda do PIB de – 4,1% para 2020, a menor taxa da série histórica iniciada em 1996. Já a PNAD Contínua, também do IBGE, apontou que na média o desemprego foi de 13,5%, a maior taxa da série histórica iniciada em 2012. Em dezembro a taxa chegou a 13,9%, com mais de 14 milhões de desempregados.
 
O quadro no mundo do trabalho é perverso: o número de trabalhadores com carteira assinada diminuiu mais de 11%, o que significa que 3,8 milhões deixaram de ter um emprego protegido; de outro lado, aumentou em 1 milhão o número de trabalhadores sem carteira; cerca de 1,5 milhão se somaram ao contingente de trabalhadores por conta própria, que agora totaliza mais de 23 milhões de pessoas; 40% os ocupados são informais; 32 milhões de trabalhadores estão desocupados ou empregados em condições precárias, subutilizados com jornada de trabalho parcial ou emprego intermitente; mais de 8 milhões de pessoas foram para o home office; cerca de 11 milhões de trabalhadores colocados na inatividade em decorrência da necessidade de isolamento social; mais de 10 milhões tiveram seus contratos de trabalho suspensos ou reduziam a jornada de trabalho; mais de 67 milhões resistiram recebendo auxilio emergencial. Movimentos inéditos em quantidade, intensidade e velocidade.
 
Esse quadro poderia ter sido ainda muito pior. Diversos estudos indicam a relevância do auxílio emergencial de R$ 600,00, da proteção dos salários e dos empregos. Medidas propostas e defendidas pelas Centrais Sindicais, pelos movimentos sociais, partidos políticos, parlamentares, governadores e prefeitos. Estudos estimam que a sustentação da renda para o consumo das famílias foi essencial para que a crise não fosse ainda pior. Sem essas transferências de renda as estimativas indicam que a queda do PIB estaria no intervalo entre -8% a -14% em 2020, duas ou três vezes maior do que o tombo de -4,1%.
 
Porém, o país começa 2021 com fim do abono emergencial, do programa de proteção dos empregos e do apoio às empresas, o que já fez reduzir a renda disponível para o consumo das famílias e ampliou o fechamento de empresas. Mesmo com as recorrentes recomendações internacionais (FMI, Banco Mundial, OCDE, Cepal, entre outros) para se manter as políticas de proteção da renda, ao que se somam as propostas insistentemente apresentadas ao Congresso Nacional, o governo federal simplesmente encerrou esses programas e agora propõe retomá-los com amplitude muitíssimo menor.
 
Para além do desemprego aberto de mais de 14 milhões de pessoas, há o desemprego oculto que pode estar em torno de 10%. Ou seja, caso aqueles que estão obrigados à inatividade (cerca de 8,4 milhões de pessoas) ou desalentados (5,8 milhões) passassem a procurar ocupação laboral, a taxa de desemprego aberto subiria para próximo de 25%!
 
Esse quadro é ainda mais dramático para os jovens, mulheres e negros pois as desigualdades fazem para eles ainda maior o maior número de mortes, o desemprego, o aumento da pobreza e da miséria.
 
Toda essa situação requer uma atuação pública do Estado com urgência sanitária e social e com emergência econômica. Infelizmente o governo federal nega essa realidade e mobiliza o oposto de tudo que precisa ser feito. Há uma tragédia que o governo Bolsonaro contratou e promoveu e, infelizmente, as consequências sociais e econômicas serão cada vez piores.
 
Previsibilidade com boas estimativas é o que a sociedade deseja e espera. O que há, contudo, é a certeza do agravamento da crise sanitária, do aumento do número de infectados e de mortes, do altíssimo risco de o colapso do sistema de saúde se espalhar pelo país, da descoordenação das políticas públicas, tudo convergindo para a insegurança em relação à proteção da vida e da economia. O custo social e econômico do (des)governo federal é cada vez mais alto e talvez incalculável. Há em curso uma regressão social, econômica e civilizatória sem precedentes.
 
Esse contexto aponta para perspectivas muito ruins para 2021 e talvez 2022. As estimativas de crescimento econômico para 2021 estão entre 3% e 4%. Retirando os efeitos estatísticos desses números, o que sobra de crescimento real para 2021 é uma taxa menor do que 1% para o PIB, permanecendo o país na condição de semi-estagnação neste ano. No primeiro semestre está em curso uma nova recessão.
 
O agravamento da crise sanitária obrigará o lockdown (fechamento), gerando o efeito sanfona na economia, tornando desesperadora a situação para milhares de empresas. Os óbitos se multiplicam e o país já é o pior caso em número de mortes diários, superando os EUA. As novas cepas do covid-19 tornam o Brasil o centro da preocupação mundial segundo a OMS.
 
Nesse quando, o governo corta ainda mais os gastos sociais e os investimentos. Propõe novas regras ainda mais restritivas para o orçamento público. Há muita capacidade ociosa no sistema produtivo, o que desmotiva o investimento privado. A renda cai e a massa salarial diminui, o que retira potência do consumo das famílias. A inflação aumenta o custo de vida e arrocha a massa salarial real. Todas as locomotivas para a retomada do crescimento econômico estão travadas, desligadas ou desmobilizadas. Sem planejamento e Estado atuante na proteção social e em iniciativas econômicas anticíclicas, uma tragédia ainda maior será inevitável.
 
A atuação dos Governadores, Prefeitos e do Congresso Nacional é essencial para suprir em parte a criminosa inoperância do governo federal, assim como será fundamental a sociedade ampliar sua mobilização contra essa situação. É nesse contexto de adversidade absoluta que se deve gerar força social para resistir à morte, à recessão e ao desemprego, recuperar o país da destruição em curso e recoloca-lo em uma nova trajetória de desenvolvimento econômico, social e ambiental.
 
Clemente Ganz Lúcio, sociólogo, consultor e professor, assessor das Centrais Sindicais
A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo
Eusébio Pinto Neto

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Diretores e dirigentes sindicais
João Guilherme Vargas Netto

Diretores e dirigentes sindicais

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Mulheres por igualdade, democracia e trabalho decente
Maria Auxiliadora

Mulheres por igualdade, democracia e trabalho decente

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!
Cláudio Magrão

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!

PL da Devastação é carta branca para o desmatamento sem limites
Márcio Ferreira

PL da Devastação é carta branca para o desmatamento sem limites

Sintracon-SP recebe Alckmin em debate sobre saúde mental
Força 6 FEV 2026

Sintracon-SP recebe Alckmin em debate sobre saúde mental

Sindec vai à Esquina Democrática para divulgar a conquista da isenção do IR
Força 6 FEV 2026

Sindec vai à Esquina Democrática para divulgar a conquista da isenção do IR

Repudio à truculência da Policia Militar do Paraná
Força 6 FEV 2026

Repudio à truculência da Policia Militar do Paraná

Metalúrgicos de SP levam às fábricas a vitória da isenção do IR
Força 6 FEV 2026

Metalúrgicos de SP levam às fábricas a vitória da isenção do IR

Justiça garante insalubridade máxima à saúde de Valinhos
Força 6 FEV 2026

Justiça garante insalubridade máxima à saúde de Valinhos

NOTA: A agressão aos sindicalistas do Paraná é um brutal ataque aos direitos humanos
Força 5 FEV 2026

NOTA: A agressão aos sindicalistas do Paraná é um brutal ataque aos direitos humanos

Isenção do IR alivia orçamento de aposentados e pensionistas
Força 5 FEV 2026

Isenção do IR alivia orçamento de aposentados e pensionistas

Centrais destacam isenção do IR em informe no Estadão
Força 5 FEV 2026

Centrais destacam isenção do IR em informe no Estadão

Assembleia unitária na MWM celebra avanço no Imposto de Renda
Força 5 FEV 2026

Assembleia unitária na MWM celebra avanço no Imposto de Renda

Pensão por morte: Sindnapi alerta para erros comuns nos pedidos
Força 4 FEV 2026

Pensão por morte: Sindnapi alerta para erros comuns nos pedidos

Químicos da Força celebram isenção do IR e novas conquistas
Força 4 FEV 2026

Químicos da Força celebram isenção do IR e novas conquistas

Panfletagem ressalta conquista da isenção do IR
Força 4 FEV 2026

Panfletagem ressalta conquista da isenção do IR

Crise no setor químico pauta encontro de sindicalistas com Alckmin
Força 4 FEV 2026

Crise no setor químico pauta encontro de sindicalistas com Alckmin

Sindifícios lamenta falecimento de Áurea Boarin Ferrari
Força 4 FEV 2026

Sindifícios lamenta falecimento de Áurea Boarin Ferrari

Isenção do IR: vitória da luta sindical no bolso do trabalhador
Força 3 FEV 2026

Isenção do IR: vitória da luta sindical no bolso do trabalhador

Mulheres da Força defendem fim da violência e da escala 6×1
Força 3 FEV 2026

Mulheres da Força defendem fim da violência e da escala 6×1

Sindnapi firma parceria para ampliar proteção aos associados
Força 3 FEV 2026

Sindnapi firma parceria para ampliar proteção aos associados

Sindec fiscaliza o comércio no feriado de Navegantes em Porto Alegre
Força 3 FEV 2026

Sindec fiscaliza o comércio no feriado de Navegantes em Porto Alegre

Metalúrgicos SP destacam isenção do IR na Fritomaq
Força 3 FEV 2026

Metalúrgicos SP destacam isenção do IR na Fritomaq

Centrais celebram conquista da Isenção do IR em ato nesta quinta (5)
Força 3 FEV 2026

Centrais celebram conquista da Isenção do IR em ato nesta quinta (5)

FEQUIMFAR visita nova área de lazer dos Químicos de Sorocaba
Força 2 FEV 2026

FEQUIMFAR visita nova área de lazer dos Químicos de Sorocaba

Projeto Verão sem AIDS amplia prevenção e conscientização na Praia Grande
Força 2 FEV 2026

Projeto Verão sem AIDS amplia prevenção e conscientização na Praia Grande

Assembleia na JG explica isenção do IR e impacto salarial
Força 2 FEV 2026

Assembleia na JG explica isenção do IR e impacto salarial

Crise no polo de Cubatão leva indústria a negociar com Alckmin
Imprensa 2 FEV 2026

Crise no polo de Cubatão leva indústria a negociar com Alckmin

Isenção do IR: faça download do panfleto
Força 2 FEV 2026

Isenção do IR: faça download do panfleto

Vitória do movimento sindical!
Força 30 JAN 2026

Vitória do movimento sindical!

SinSaúdeSP, Cofen e Conatenf articulam apoio à PEC 19
Força 30 JAN 2026

SinSaúdeSP, Cofen e Conatenf articulam apoio à PEC 19

Boletim dos Metalúrgicos SP destaca isenção do IR até R$ 5 mil
Força 30 JAN 2026

Boletim dos Metalúrgicos SP destaca isenção do IR até R$ 5 mil

Sintepav-BA avança na Campanha Salarial 2026
Força 30 JAN 2026

Sintepav-BA avança na Campanha Salarial 2026

Metalúrgicos de Guarulhos fortalecem papel da Cipa
Força 30 JAN 2026

Metalúrgicos de Guarulhos fortalecem papel da Cipa

Aguarde! Carregando mais artigos...