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Presidente Lula celebra 81 anos nesta terça-feira (27), com trajetória marcada pela luta sindical, defesa da democracia e justiça social
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos nesta terça-feira (27), celebrando uma trajetória marcada pela liderança sindical, participação política e defesa dos trabalhadores.
Ao longo de sua história, Lula construiu uma trajetória política ligada às lutas populares, à valorização do trabalho, à democracia e à promoção da justiça social.
Além disso, sua atuação como dirigente sindical no ABC paulista marcou o início de uma caminhada que o levou à Presidência da República .
Destaque para sua contribuição à defesa dos direitos trabalhistas, à valorização do salário mínimo e ao combate às desigualdades.
Feliz aniversário, presidente Lula!
Leia também: Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres
https://fsindical.org.br/forca/trabalhadores-devem-seguir-mobilizados-defende-miguel-torres/
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Propaganda e Política
sexta-feira, 18 de março de 2011
Artigos
Companheiros,
Saímos do “Brasil um país para todos” para ingressarmos no “País rico é país sem pobreza”. O primeiro slogan foi adotado pelo Governo Lula, enquanto o segundo slogan foi adotado pela Presidente Dilma. É importante diferenciarmos “propaganda retórica” e “política efetiva”.
“País rico é país sem pobreza” deveria ser a afirmação do óbvio, porém nada é óbvio tratando-se de política no Brasil.
A classe política confunde-se com suas propagandas televisivas, sempre promissoras, com pessoas sorrindo diante de ofertas imperdíveis.
Contudo, são nas letrinhas miúdas – que você não tem tempo para ler – que reside o mundo real da perplexidade que gera revolta e angústia. Diante da propaganda retórica de sua campanha eleitoral, a Presidente Dilma afirmou veementemente que não haveria corte de recursos para o PAC. Porém, no mundo real da perplexidade e da (in)eficácia política, ela cortou recursos do PAC.
Dos 50 bilhões de reais de corte do orçamento de 2011, parte significativa dessa quantia refere-se ao programa “Minha casa minha vida”, que é apêndice do PAC.
O aumento do salário mínimo concedido este ano – que deveria ter seu reajuste retroativo a janeiro – perdeu poder de compra diante do aumento da inflação que se deu nos dois primeiros meses do ano.
Pensávamos que a inflação era coisa do passado, porém, o dragão apenas estava adormecido. A perda de renda prejudicará cerca de 18 milhões de aposentados, beneficiários do salário mínimo no país.
Os primeiros ares são nebulosos e por isso batemos forte, porque entendemos que o que está tentando se estabelecer como política social não nos serve. Estamos numa luta tamanha pelo fim do famigerado “Fator Previdenciário”.
Precisamos tomar muito cuidado, já que o fator previdenciário é apenas o pontapé inicial de um jogo que visa acabar com a previdência pública para fortalecer a previdência privada, consequentemente favorecendo o lucro dos banqueiros. Seria “entregar o ouro ao bandido”.
Diante de nossa luta junto ao Governo, chegamos a instância máxim a legal do país que é o Supremo Tribunal Federal (STF), visando a revisão dos benefícios dos aposentados que foram limitados ao teto, imposto pela previdência. São aproximadamente 200 mil aposentados, com ação transitada e julgada pelo STF a favor dos aposentados. Sobre a ação judicial, a Presidente Dilma fez um breve pronunciamento que causou otimismo nos aposentados.
A bonança foi breve como seu discurso e a tempestade se faz com o Governo fazendo-se de morto.
O cidadão aposentado não tem tempo a perder; alguns dos companheiros que entraram com a ação, já morreram sem ver a causa solucionada.
Quem responderá por isto? Se fosse um homem aposentado negando-se a cumprir uma determinação do STF, estaria preso; mas o Governo é o leviatã, o tal monstro que se apresenta sobre a forma de crocodilo, criatura de grandes proporções.
Companheiros, a reforma tributária terá de ocorrer para garantir um sistema mais justo. Pesquisas indicam que enquanto a camada mais pobre da população paga 46% de sua renda em impostos, este índice cai para 16% para os mais ricos.
Não se muda um país apenas com slogan de impacto; a retórica é campo da idealização e projeção política; a política eficaz se dá no campo da ação prática e realização social. O Brasil precisa de projeto, planejamento e ação. Se não ocorrer uma valorização da renda do trabalhador e efetivamente um aumento da qualidade do ensino no Brasil, novamente veremos o bonde passar.
Carlos Andreu Ortiz
Presidente do SINDINAPI SP
www.sindnapisp.org.br





























