Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Reforma trabalhista: resistir e avançar!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Artigos

Reforma trabalhista: resistir e avançar!

Por: Clemente Ganz Lúcio

O mundo passa por profundas transformações econômicas e políticas. A produção econômica muda com a globalização do domínio do capital financeiro sobre a propriedade das empresas e das reservas naturais. Aos investidores são oferecidos rápidos e crescentes retornos, que engordam a riqueza já extremamente concentrada.

Uma nova onda de mudanças tecnológicas integra plataformas de produção de bens e serviços em âmbito global e acelera as mudanças. A tecnologia substitui, em quantidades inimagináveis, a força de trabalho humana, desempregando e submetendo os trabalhadores à precarização, insegurança, ansiedade, pobreza, ao desespero e a outros tipos de mazelas ainda desconhecidas.

Na vida política, as democracias cada vez mais são entendidas pelo mercado como um mal necessário, a ser limitado. As instituições são sistematicamente fragilizadas, controladas e induzidas para resultados esperados pelo mercado; os poderes Executivo e Legislativo, submetidos ao controle do dinheiro, enquanto o Judiciário é animado a ser o vigilante garantidor da propriedade, dos valores e direitos do capital. Há liberdade para consentir, há repressão se divergir e, se necessário, eliminam-se oposições. A política se curva ao deus dinheiro.

Os meios de comunicação e as redes sociais espalham ideias, valores e induzem comportamentos. As classes médias, serviçais ideológicas dos ricos, exprimem o ódio aos pobres, negros, imigrantes e a todos os excluídos.

O Brasil se integrou plenamente neste jogo. Simultaneamente, realizam-se no país enormes transferências das riquezas naturais e empresas, estatais e privadas, ao capital internacional. Uma desnacionalização em magnitude desconhecida no mundo capitalista se opera em meses, esquartejando empresas, desprotegendo reservas naturais, abrindo espaço aéreo e marítimo, enfim, vendendo barato, cedendo, tudo feito para o bom e livre funcionamento do mercado. Silenciosa, essa operação de ataque ao país acontece enquanto parte da nação desconhece o que ocorre e a outra olha atônita, sem acreditar no que vê.

Nesse movimento, a mudança constitucional, que colocou limites aos gastos públicos federais, promete deixar o estado reduzido à metade, em 20 anos, definindo por duas décadas o espaço fiscal da democracia e do voto!

O programa de desestatização é financiado com dinheiro público, por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As imensas dividas das empresas com impostos são perdoadas. A grave crise econômica coloca os patrimônios produtivos à venda a preço de banana. Terras, minérios, água potável e florestas oferecidos a estrangeiros. Investidores, empresas privadas e estatais do mundo inteiro adquirem por precinho módico riquezas únicas!

Recentemente, em mais um lance ousado, Legislativo e Executivo transformaram profundamente a legislação trabalhista. A lei deixou de ser um sistema protetor dos trabalhadores para passar a proteger as empresas.

A reforma alterou a hierarquia normativa em que Constituição, legislação, convenções coletivas e acordos eram pisos progressivos de direito. A partir de agora, a Constituição passa a ser um teto, a legislação, uma referência de direitos que poderão ser reduzidos pelas convenções; os acordos poderão diminuir garantias previstas em leis e convenções e; o indivíduo poderá abrir mão de muito do que foi conquistado a duras penas. Os trabalhadores e os sindicatos “ganharam o livre direito” para reduzir salários, garantias, flexibilizar contratos, ampliar ou reduzir jornada, quitar definitivamente, na presença coercitiva do empregador, os direitos. O acesso dos trabalhadores à justiça foi limitado. Já as empresas ganharam inúmeros instrumentos que dão a máxima garantia e proteção jurídica e estão livres e seguras para ajustar o custo do trabalho.

São parte das mudanças vários novos contratos de trabalho (tempo parcial, trabalho temporário, trabalho intermitente, autônomo exclusivo, terceirizado sem limite, teletrabalho) que permitem ajustar o volume de trabalho à produção no dia, na semana, no mês, ao longo do ano. Esses contratos podem ter ampla flexibilização em termos de jornada (duração, intervalos, férias, banco de horas etc.). As definições do que é salário são alteradas e os valores podem ser reduzidos, assim como outras obrigações legais. A demissão é facilitada, inclusive a coletiva, com formas diversas de quitação definitiva de débitos trabalhistas.

O poder de negociação dos sindicatos é fragilizado, com o “novo poder” de reduzir direitos, a interposição de comissões de representação dos trabalhadores, nas quais é proibida a participação sindical, ou com o empoderamento do indivíduo para negociar diretamente, medidas que, enfim, quebram o papel sindical de escudo coletivo e protetor. Como já ocorre em outros países que adotam mecanismos semelhantes, os trabalhadores serão incentivados e estimulados, por meio de inúmeras práticas antissindicais e de submissão patronal, a não apoiar ou financiar os sindicatos. Ficarão submetidos ao poder das empresas, pressionados para aceitar acordos espúrios diante do medo de perder o emprego.

A justiça do trabalho, que agora será paga, terá sua tarefa reduzida à análise formal dos pleitos. A lei criou uma tabela que precifica o ônus da empresa até, no máximo, 50 vezes o salário do trabalhador!

São mais de 300 alterações na legislação trabalhista operando um verdadeiro ataque aos trabalhadores. A reforma trabalhista brasileira é um exemplo extremo, comparada a outras 640 realizadas em 110 países entre 2008 a 2014.

Mas a vida em sociedade tem caráter de um jogo em aberto, que exige fôlego para continuar permanentemente correndo e lutando para mudar o resultado. A história mostra que os oprimidos e derrotados constroem suas respostas, sempre!

Não há outro caminho que não seja o da resistência em todas as frentes. Será preciso unir os que discordam da maldade embutida nas reformas e na opção colonialista de entrega da soberania nacional.

Essa nova legislação ampliará os conflitos trabalhistas e, provavelmente, os sociais. E, depois de deflagrados, será difícil contê-los.
O projeto que sustenta essa reforma trabalhista é social e politicamente medíocre, porque desconsidera que o processo civilizatório, no capitalismo, significou a estruturação de um mercado regulado na produção e distribuição dos resultados por instituições fortes, diálogo social e organizações representativas.

Clemente Ganz Lúcio
diretor técnico do Dieese

PEC 12/2026 não reduz jornada, reduz direitos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

PEC 12/2026 não reduz jornada, reduz direitos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Alerta de confirmação
João Guilherme Vargas Netto

Alerta de confirmação

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora
Eusébio Pinto Neto

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Mulheres da FEQUIMFAR fortalecem agenda sindical por igualdade
Força 18 JUN 2026

Mulheres da FEQUIMFAR fortalecem agenda sindical por igualdade

Metalúrgicos SP intensificam pressão por jornada menor no Senado
Força 18 JUN 2026

Metalúrgicos SP intensificam pressão por jornada menor no Senado

Juros continuam sufocando a produção e o emprego
Força 17 JUN 2026

Juros continuam sufocando a produção e o emprego

Junho Violeta reforça proteção e respeito à pessoa idosa
Força 17 JUN 2026

Junho Violeta reforça proteção e respeito à pessoa idosa

Sindicalistas levam demandas da Phibro ao MDIC
Força 17 JUN 2026

Sindicalistas levam demandas da Phibro ao MDIC

SINDSMUJ convoca servidores para garantir quinquênios
Força 17 JUN 2026

SINDSMUJ convoca servidores para garantir quinquênios

FEQUIMFAR e Sindusfarma avançam em negociação coletiva
Força 17 JUN 2026

FEQUIMFAR e Sindusfarma avançam em negociação coletiva

Sindnapi reforça combate à violência contra idosos
Força 16 JUN 2026

Sindnapi reforça combate à violência contra idosos

PEC 12/2026 amplia trabalho intermitente e ameaça direitos, alerta Dieese
Força 16 JUN 2026

PEC 12/2026 amplia trabalho intermitente e ameaça direitos, alerta Dieese

Frentistas barram projeto que ameaçava 500 mil empregos
Força 16 JUN 2026

Frentistas barram projeto que ameaçava 500 mil empregos

Frentistas do Rio garantem ganho real com novo acordo
Força 16 JUN 2026

Frentistas do Rio garantem ganho real com novo acordo

Bancada dos trabalhadores debate pautas do CODEFAT
Força 16 JUN 2026

Bancada dos trabalhadores debate pautas do CODEFAT

PEC 12/2026 não reduz jornada, reduz direitos
Artigos 16 JUN 2026

PEC 12/2026 não reduz jornada, reduz direitos

Brasil cria Rede de Proteção à Pessoa Idosa
Imprensa 16 JUN 2026

Brasil cria Rede de Proteção à Pessoa Idosa

Convenção da Borracha mantém direitos e garante ganhos
Força 16 JUN 2026

Convenção da Borracha mantém direitos e garante ganhos

Sintepav-BA garante avanços na Campanha Salarial 2026
Força 16 JUN 2026

Sintepav-BA garante avanços na Campanha Salarial 2026

FEQUIMFAR conclui nova etapa do Curso de Formação
Força 12 JUN 2026

FEQUIMFAR conclui nova etapa do Curso de Formação

Sem acordo: eletricitários iniciam greve por tempo indeterminado
Força 12 JUN 2026

Sem acordo: eletricitários iniciam greve por tempo indeterminado

Centrais defendem PIX, empregos e soberania na 25 de Março
Força 12 JUN 2026

Centrais defendem PIX, empregos e soberania na 25 de Março

Metalúrgicos SP ampliam lutas e solidariedade na base
Força 11 JUN 2026

Metalúrgicos SP ampliam lutas e solidariedade na base

OIT declara apoio à luta pelo fim da escala 6X1 no Brasil
Força 11 JUN 2026

OIT declara apoio à luta pelo fim da escala 6X1 no Brasil

Força Sindical intensifica mobilização por jornada menor no Senado
Força 11 JUN 2026

Força Sindical intensifica mobilização por jornada menor no Senado

A verdadeira modernização é a redução da jornada e o fim da escala 6×1
Força 10 JUN 2026

A verdadeira modernização é a redução da jornada e o fim da escala 6×1

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Força 10 JUN 2026

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026

Força Sindical entra no clima da Copa e reforça mobilização
Força 10 JUN 2026

Força Sindical entra no clima da Copa e reforça mobilização

Semana do Cipeiro reforça prevenção nas fábricas, em Guarulhos
Força 10 JUN 2026

Semana do Cipeiro reforça prevenção nas fábricas, em Guarulhos

Frentistas do RJ iniciam campanha por ganho real
Força 10 JUN 2026

Frentistas do RJ iniciam campanha por ganho real

Sindnapi participa de reunião estratégica do SENAI em Manaus
Força 10 JUN 2026

Sindnapi participa de reunião estratégica do SENAI em Manaus

FEQUIMFAR debate desafios do trabalho e da democracia
Força 10 JUN 2026

FEQUIMFAR debate desafios do trabalho e da democracia

Força Sindical SP debate propostas para governo estadual
Força 9 JUN 2026

Força Sindical SP debate propostas para governo estadual

Aguarde! Carregando mais artigos...