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Presidente Lula celebra 81 anos nesta terça-feira (27), com trajetória marcada pela luta sindical, defesa da democracia e justiça social O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos nesta terça-feira (27), celebrando uma trajetória marcada pela liderança sindical, participação política e defesa dos trabalhadores. Ao longo de sua história, Lula construiu uma trajetória política ligada às lutas populares, à valorização do trabalho, à democracia e à promoção da justiça social. Além disso, sua atuação como dirigente sindical no ABC paulista marcou o início de uma caminhada que o levou à Presidência da República . Destaque para sua contribuição à defesa dos direitos trabalhistas, à valorização do salário mínimo e ao combate às desigualdades. Feliz aniversário, presidente Lula! Leia também: Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres https://fsindical.org.br/forca/trabalhadores-devem-seguir-mobilizados-defende-miguel-torres/

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Assuntos Raciais

Homens brancos ganham 63% a mais que mulheres negras

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Assuntos Raciais

Homens brancos ganham 63% a mais que mulheres negras

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva mostra diferença entre gêneros com com a mesma idade e grau de escolaridade
Mulherer Negra de Movimento Social Crédito: Divulgação

Um homem branco, paulistano, com 40 anos e com curso superior, ganha 63% a mais de salário do que uma mulher negra com as mesmas condições.

Na prática, isso quer dizer que, se uma mulher negra ganha R$ 2.000 para um cargo, um homem branco ganha R$ 3.260,00 para ocupar a mesma posição, sendo que os dois têm o mesmo nível de instrução e a mesma qualificação.

Em relação a uma mulher branca, nascida em São Paulo, com a mesma idade e grau de escolaridade, a diferença entre os salários é de 24%.

Na média, uma mulher recebe 74% do salário de um brasileiro. A equiparação de salários entre sexos injetaria R$ 461 bilhões na economia do Brasil.

Esta é a conclusão de uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e que foi apresentada no Women 20 Outreach Brazil, em São Paulo. Renato Meirelles comentou o estudo.

— Ele revela que se por um lado a mulher conseguiu avançar no mercado de trabalho, por outro lado há uma diferença gigantesca entre homens e mulheres.

A professora de sociologia da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) Marta Bergamin diz que o abismo entre os salários tem ligação com a estrutura patriarcal da sociedade brasileira.

— As mulheres têm estudado mais, estação mais presentes no mundo universitário há alguns anos e isso não reflete em melhores salários. Pelo menos, não na velocidade que gostaríamos. Tem toda uma estrutura que faz com que as mulheres ainda sejam vistas com um papel social de cuidar da casa.

Ainda de acordo com Bergamin, o panorama é pior para as mulheres negras devido à falta de políticas públicas.

— Para os negros, em geral, temos uma dívida que não conseguimos suprir. Precisaríamos de políticas públicas de fato, políticas de cota. Algumas experiências mostram que a diferença no ambiente de trabalho é benéfica por conta da diversidade de pensamentos. As mulheres negras ainda não se veem nesse lugar de força porque não têm oportunidade.

Vida pessoal e profissional

A desigualdade não para apenas no salário. Entre as mulheres que não estão no mercado de trabalho, 18% apontam como principal motivo não ter com quem deixar os filhos. No entanto, em relação aos homens, o percentual com esta justificativa é nulo.

Segundo o estudo, mulheres dedicam mais tempo a vida familiar do que os homens. Em relação a quem trabalha, mulheres dedicam 53% do tempo para carreira e 47% para a vida familiar. Já os homens gastam 79% do tempo com a vida profissional e apenas 21% para a vida familiar.

Bergamin diz acreditar que o machismo faz com que as mulheres gastam mais tempo com atividades domésticas.

— Os homens participam pouco dos trabalhos domésticos por causa dessa noção de que as mulheres têm de exercer os trabalhos da casa. Isso deixa evidente a questão machista no mercado de trabalho.

De acordo com a professora, as mulheres também reproduzem as práticas que regem o mercado de trabalho.

— A meritocracia perpetua a ausência das mulheres no mercado e nos cargos de chefia, porque tem uma pirâmide. As mulheres têm que provar muito mais do que o homem, têm que ser excelentes e acabam num padrão masculino em que a gente valoriza a força e a coragem como características de bons gestores. Essa cultura está arraigada.

Tarefas diárias

Conforme o estudo, 93% das mulheres realizaram afazeres domésticos e/ou cuidados com pessoas. Destas, em média, gastaram 92 horas semanais com atividades do lar.

Já em relação aos homens, o número é menor tanto em relação a quantidade quanto de horas dedicadas. Entre eles, 64% dos homens declararam que fazem atividades em casa e gastam, em média, 47 horas.

Se as mulheres ganhassem pelo trabalho doméstico o que ganham em média de salário no mercado de trabalho, elas receberiam mais R$ 1,066 trilhão por ano.

Para Meirelles, o machismo vai além da questão social.

— O machismo também interfere na economia. Não são só as mulheres que perdem, todos perdem por causa do machismo.

A professora concorda com Meirelles. Segundo ela, as relações de trabalho que estão sendo perpetuadas afetam no aprendizado.

— O mercado precisa experimentar coisas diferentes. Pessoas de lugares sociais distintos trazem outras experiências. O problema é que isso ainda não é visto como uma qualidade importante para ser remunerada.

Mulheres e economia

As mulheres movimentam aproximadamente R$ 1,727 trilhão por ano. Elas respondem por R$ 41 de cada R$ 100 recebidos por brasileiros.

Nos últimos 20 anos, 8,3 milhões de mulheres ingressaram no mercado de trabalho. Ainda de acordo com o estudo, 29 milhões de lares são chefiados por elas.

Mesmo assim, menos da metade das (47%) das mulheres brasileiras possuem conta corrente e apenas 31% das mulheres brasileiras se dizem seguras financeiramente. Além disso, somente 29% das mulheres brasileiras afirmam saber como aplicar o seu dinheiro.

Sobre representatividade na publicidade, o valor é ínfimo: 7% das mulheres brasileiras se reconhecem em uma propaganda de TV.

Fonte: R7

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