Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Assuntos Raciais

Rio de Janeiro (RJ): País se vê menos branco e mais pardo

domingo, 23 de novembro de 2008

Assuntos Raciais

Rio de Janeiro (RJ): País se vê menos branco e mais pardo

Demografia e valorização crescente da identidade de cor ajudam a explicar crescimento de pretos e pardos entre 1995 e 2008

A imagem do Brasil como um país de maioria branca não se sustenta mais nas estatísticas.

Há 13 anos, quando o Datafolha fez a sua primeira grande pesquisa sobre o tema, metade dos entrevistados se definiram como brancos. Hoje, são 37%, percentual próximo ao dos autodeclarados pardos (36%). Os que se classificam como pretos representam 14% da população com 16 anos ou mais, de acordo com o levantamento.

Este movimento é coerente com o detectado pelas pesquisas do IBGE: em 2007, pela primeira vez na história, a soma de pretos e pardos superou a de brancos no total da população.

Duas razões principais explicam o crescimento dos autodeclarados pretos e pardos.

A primeira é demográfica. O Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, organizado pelos pesquisadores Marcelo Paixão e Luiz Carvano, mostra que, em 1995, o número médio de filhos de mulheres pretas e pardas era 3,0. Entre brancas, a taxa era de 2,2.

Dez anos depois, a diferença caiu, mas as mulheres pretas e pardas seguem tendo, em média, mais filhos (2,3 ante 1,9).

No entanto, como a definição de cor ou raça pelo IBGE é autodeclaratória (é o entrevistado quem escolhe entre cinco opções fornecidas), outra razão apontada por especialistas para esse aumento é que pessoas que antes se identificavam como brancas deixaram de se classificar assim.

No relatório de Paixão e Carvano, comparou-se a geração que, em 1995, tinha de 10 a 29 anos, e, em 2005, tinha de 20 a 39 anos. Mesmo nesse grupo -em tese, a mesma população dez anos depois- foi verificado aumento de pretos e pardos.

Para o sociólogo José Luiz Petrucelli, do IBGE, contribuiu para esse aumento o que ele chama de processo de revalorização identitária. "O que antes não entrava nos padrões de beleza ou prestígio e era desvalorizado hoje mudou para se constituir em referência, até para poder usufruir de vantagens relativas", diz, referindo-se, por exemplo, a ações afirmativas que passaram a dar benefícios a pretos e pardos no acesso ao ensino superior.

Além de investigar como a população se classifica pelo critério do IBGE (branco, preto, pardo, amarelo ou indígena), o Datafolha perguntou como os brasileiros definiriam sua cor de forma espontânea, ou seja, sem restringir a resposta a essas cinco opções.

O resultado foi que, apesar do crescimento na proporção dos brasileiros que se autodeclaram pretos ou pardos, outros termos, como moreno e negro, são mais utilizados de forma espontânea. A soma das respostas moreno, moreno claro e moreno escuro, por exemplo, chega a 33%, quase o dobro dos 17% que se definiram como pardos espontaneamente.

O termo negro, não utilizado pelo IBGE, representou 7% das respostas espontâneas, percentual superior aos 4% que se declararam pretos dessa maneira.

É essa a resposta que é dada pela operadora de telemarketing Érika Nascimento de Paula, 29, que aparece na capa deste caderno. Questionada sobre a sua cor pela reportagem, disse: "Sou negra". Quando apresentada às opções do IBGE, disse ser "preta".

"Há negros que têm preconceito com a própria cor e dão outras respostas", diz, justificando as afirmações taxativas.

Até mesmo quando o Datafolha fez a pergunta sobre cor limitando as respostas às cinco definições utilizadas pelo IBGE, houve quem não aceitasse ter que escolher apenas entre elas. Mesmo a opção não constando desta pergunta do questionário, 4% insistiram e se declararam morenos.

 

Mudanças

A dificuldade de classificar a população segundo as definições do IBGE vem sendo discutida internamente no instituto, que, neste ano, está elaborando mais um estudo para subsidiar propostas. Um dos desafios é substituir o termo pardo, que, tradicionalmente, representaria tanto descendentes de pretos com brancos quanto de brancos com índios.

Petrucelli, do IBGE, defende mudanças, mas diz que o tema precisa ser tratado com cuidado. Ele afirma que qualquer alteração, se acontecer, será discutida com a sociedade e feita de forma a permitir comparações com pesquisas anteriores.

"Minha posição pessoal é que precisamos aprimorar esse critério, pois é muito rígido e não dá conta da diversidade de identidades dos brasileiros."

Não é a primeira vez que o IBGE tenta mudar. Antes do Censo de 2000, foi feito um teste com opções de respostas espontâneas. O sociólogo Simon Schwartzman, presidente do instituto na época, afirma que as definições foram tantas que inviabilizaram a mudança.

"A conclusão foi que era melhor ficar com o que tínhamos. Quando você abre a questão, as pessoas dizem ser moreninhas ou cor de jambo, entre tantas outras respostas. A maioria da população não quer ser etiquetada racialmente", diz.

Fonte: Folha S. Paulo

Fonte: Antônio Gois

Últimas de Assuntos Raciais

Todas de Assuntos Raciais
No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora
Miguel Torres 22 OUT 2026

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS
Força 22 OUT 2026

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições
Força 22 OUT 2026

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas
Força 21 OUT 2026

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29
Força 21 OUT 2026

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos
Força 21 OUT 2026

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos

Entidades sindicais divulgam nota conjunta em defesa dos direitos
Força 21 OUT 2026

Entidades sindicais divulgam nota conjunta em defesa dos direitos

Seminário da IndustriALL debate democracia e direitos
Força 21 OUT 2026

Seminário da IndustriALL debate democracia e direitos

Sinmed-RN celebra Dia do Médico e reforça defesa da categoria
Força 21 OUT 2026

Sinmed-RN celebra Dia do Médico e reforça defesa da categoria

Sintepav Bahia convoca ato em defesa dos empregos em Salvador
Imprensa 20 OUT 2026

Sintepav Bahia convoca ato em defesa dos empregos em Salvador

Nova diretoria dos Químicos de São João da Boa Vista toma posse
Força 20 OUT 2026

Nova diretoria dos Químicos de São João da Boa Vista toma posse

Sindicato dos Eletricitários amplia apoio social aos associados
Força 20 OUT 2026

Sindicato dos Eletricitários amplia apoio social aos associados

OIT: Desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste
Imprensa 20 OUT 2026

OIT: Desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste

Sinmed-RN e OIT debatem valorização do trabalho médico
Força 20 OUT 2026

Sinmed-RN e OIT debatem valorização do trabalho médico

FETIASP rejeita proposta patronal na negociação do setor de óleo
Força 19 OUT 2026

FETIASP rejeita proposta patronal na negociação do setor de óleo

Sindicalistas destacam conquista do fim da escala 6×1
Força 19 OUT 2026

Sindicalistas destacam conquista do fim da escala 6×1

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório
Força 16 OUT 2026

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos
Força 16 OUT 2026

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio
Força 16 OUT 2026

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico
Força 16 OUT 2026

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas
Força 16 OUT 2026

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1
Força 16 OUT 2026

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana
Força 15 OUT 2026

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel
Força 15 OUT 2026

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA
Força 15 OUT 2026

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos
Força 15 OUT 2026

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil
Força 15 OUT 2026

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores
Força 15 OUT 2026

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!
Força 14 OUT 2026

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto
Força 14 OUT 2026

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto

Aguarde! Carregando mais artigos...