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Presidente Lula celebra 81 anos nesta terça-feira (27), com trajetória marcada pela luta sindical, defesa da democracia e justiça social
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos nesta terça-feira (27), celebrando uma trajetória marcada pela liderança sindical, participação política e defesa dos trabalhadores.
Ao longo de sua história, Lula construiu uma trajetória política ligada às lutas populares, à valorização do trabalho, à democracia e à promoção da justiça social.
Além disso, sua atuação como dirigente sindical no ABC paulista marcou o início de uma caminhada que o levou à Presidência da República .
Destaque para sua contribuição à defesa dos direitos trabalhistas, à valorização do salário mínimo e ao combate às desigualdades.
Feliz aniversário, presidente Lula!
Leia também: Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres
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Filmes
Dica de filme: Mad Men
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Filmes
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Betty Draper não é uma mulher à frente de seu tempo
Mad Men
Matthew Weiner
EUA, 2007
Com January Jones, Jon Hamm, Elisabeth Moss, Vincent Kartheiser, Christina Hendricks
Glamourosa e impecável Betty Draper (January Jones) é o espírito conservador dos anos de 1960. Aquela que deixou tudo para cuidar da casa, do marido, Don, e dos filhos.
A personagem, coadjuvante, da série Mad Men é bela e fria. Ao contrário das outras mulheres da série, Peggy Olson, arrojada e intelectualizada, Joan Holloway, empreendedora e independente, Megan Draper, libertária e moderna, Betty representa o padrão social de sua época.
Ela é a imagem da família de propaganda de margarina (não por acaso, a série trata dos publicitários da Madison Avenue). Uma imagem superficial que esconde seus rancores, suas mágoas e frustrações.
Betty parece criada a partir dos versos de Chico Buarque, em seu Casamento Dos Pequenos Burgueses: faz que quase desmaia; engoma o seu colarinho; faz crianças de monte; aprende a fazer suspiros; diz que não sai dos trilhos.
Em nome da tradição e da família ela aceita calada as traições do marido. Apoia a guerra do Vietnã. Foi modelo em sua juventude, e quase ganhou o papel de garota propaganda da Coca-Cola.
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Não ganhou porque, afastada da profissão há tempos, por causa do casamento, apresentou-se com um vestidão rodado que já não se usava mais.
Ao longo da série Betty vive seus dramas, separa-se de Don Draper, casa-se com um político que sustenta a ela e aos três filhos. Torna-se Betty Francis. Deprimida e angustiada engorda aos trinta e poucos anos, abatendo-se por um envelhecimento precoce. Mas volta à sua boa forma de top model antes de seu fim, na série.
Como que condenada a uma vida sem perspectivas, que não os filhos e o marido, ela passa os dias imersa em um largo e solitário vazio. Não é feliz, mas corresponde às expectativas da moralidade burguesa.
Betty é a rigidez contra a qual se rebelou a juventude de seu tempo.
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Carolina Maria Ruy é jornalista, coordenadora de projetos do Centro de Memória Sindical





























