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Whitechapel
Inglaterra, 2009
S.J. Clarkson, David Evans, John Strickland, Richard Clark, Jon East, Daniel Nettheim
Com Rupert Penry-Jones, Phil Davis, Steve Pemberton

Escondida nos labirintos do Netflix, Whitechapel é uma pérola da cultura de massa para TV.

A série realça o aspecto sombrio do distrito londrino de Whitechapel, onde Joseph Carey Merrick, o Homem Elefante, foi exposto como atração em um circo de horror (mas isso é outra história).

Isso porque casos reais de crimes, envolvendo fetiche, perversão e intermináveis investigações colocaram Whitechapel no imaginário dos britânicos, concederam-lhe o título de lenda urbana angariando, ironicamente, seu lugar na área do turismo e entretenimento.

O principal deles, que conferiu notoriedade ao local, é o do serial killer Jack, o Estripador, ocorrido em 1888 e estranhamente cultuado pelos britânicos.

Na série, dividida em quatro temporadas de três a seis episódios cada, uma equipe de investigadores, com o auxílio de um pesquisador e especialista no famoso serial killer, descobre que crimes ocorridos na atualidade revivem com perfeccionismo os crimes históricos de Whitechapel. Como o de Jack, que abre a série.

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CLIQUE NA IMAGEM E CONFIRA TRAILER DA SÉRIE

Desta forma a investigação sobre o passado se torna essencial para prever as ações de criminosos no presente, mostrando que até em matéria de crimes os ingleses são tradicionalistas.

A série também aborda o caso dos gêmeos Kray, boxeadores na década de 1940, que se tornaram gangsteres e praticaram diversos crimes nas décadas de 1950 e 60. Nas temporadas finais Whitechapel faz referência aos “fantasmas” da guerra fria e insinua que todos os crimes, desde a primeira temporada, estão relacionados e que aquela equipe está também no alvo das maldades.

O humor inteligente e perspicaz dos ingleses humaniza as personagens e dá leveza à série. Mas ele não ameniza seu tom predominantemente de agonia e terror. Suas tramas, temperadas com sons e imagens atordoantes, sustentam que sempre estamos suscetíveis ao terror. E que, pior que isso, o monstro pode ser despertado dentro de nós mesmos.

Em tempos de The walking dead e Stranger Things, Whitechapel oferece um suspense de alta qualidade que mais do que um entretenimento rápido, oferece um passeio pela história e nos confronta com nossos próprios medos.

Carolina Maria Ruy é coordenadora do Centro de Memória Sindical

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Whitechapel
Inglaterra, 2009
S.J. Clarkson, David Evans, John Strickland, Richard Clark, Jon East, Daniel Nettheim
Com Rupert Penry-Jones, Phil Davis, Steve Pemberton

Escondida nos labirintos do Netflix, Whitechapel é uma pérola da cultura de massa para TV.

A série realça o aspecto sombrio do distrito londrino de Whitechapel, onde Joseph Carey Merrick, o Homem Elefante, foi exposto como atração em um circo de horror (mas isso é outra história).

Isso porque casos reais de crimes, envolvendo fetiche, perversão e intermináveis investigações colocaram Whitechapel no imaginário dos britânicos, concederam-lhe o título de lenda urbana angariando, ironicamente, seu lugar na área do turismo e entretenimento.

O principal deles, que conferiu notoriedade ao local, é o do serial killer Jack, o Estripador, ocorrido em 1888 e estranhamente cultuado pelos britânicos.

Na série, dividida em quatro temporadas de três a seis episódios cada, uma equipe de investigadores, com o auxílio de um pesquisador e especialista no famoso serial killer, descobre que crimes ocorridos na atualidade revivem com perfeccionismo os crimes históricos de Whitechapel. Como o de Jack, que abre a série.

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Desta forma a investigação sobre o passado se torna essencial para prever as ações de criminosos no presente, mostrando que até em matéria de crimes os ingleses são tradicionalistas.

A série também aborda o caso dos gêmeos Kray, boxeadores na década de 1940, que se tornaram gangsteres e praticaram diversos crimes nas décadas de 1950 e 60. Nas temporadas finais Whitechapel faz referência aos “fantasmas” da guerra fria e insinua que todos os crimes, desde a primeira temporada, estão relacionados e que aquela equipe está também no alvo das maldades.

O humor inteligente e perspicaz dos ingleses humaniza as personagens e dá leveza à série. Mas ele não ameniza seu tom predominantemente de agonia e terror. Suas tramas, temperadas com sons e imagens atordoantes, sustentam que sempre estamos suscetíveis ao terror. E que, pior que isso, o monstro pode ser despertado dentro de nós mesmos.

Em tempos de The walking dead e Stranger Things, Whitechapel oferece um suspense de alta qualidade que mais do que um entretenimento rápido, oferece um passeio pela história e nos confronta com nossos próprios medos.

Carolina Maria Ruy é coordenadora do Centro de Memória Sindical