
>>>>>>>>>>>>>O Conselho Nacional de Justiça amplia o diálogo com trabalhadores, empregadores, instituições públicas e outros setores para construir uma Política Nacional de Promoção do Trabalho Decente.
Nesse processo, o Observatório do Trabalho Decente do Poder Judiciário promove reuniões temáticas destinadas a apresentar sua atuação e receber contribuições de diferentes setores sociais.
A iniciativa busca estabelecer um espaço permanente de diálogo social, aproximando instituições públicas, trabalhadores e entidades representativas para construir relações profissionais mais justas e dignas.
Além disso, o Observatório pretende ampliar a articulação institucional, produzir diagnósticos e integrar dados capazes de subsidiar políticas voltadas à promoção do trabalho decente nacionalmente.
Observatório amplia participação social
A ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho, supervisiona o Observatório, enquanto Gabriela Lenz de Lacerda, juíza auxiliar do CNJ, coordena os trabalhos.
Nesse sentido, as reuniões permitem receber contribuições de organizações interessadas em oferecer subsídios técnicos para as atividades desenvolvidas pelo Observatório do Trabalho Decente atualmente.
“O diálogo social com as centrais sindicais e demais entidades representativas é fundamental para que o Poder Judiciário construa uma Política Nacional do Trabalho Decente verdadeiramente efetiva.”
De acordo com Kátia Arruda, a proposta pretende ampliar articulações, produzir diagnósticos precisos e integrar informações para promover trabalho digno e fortalecer mecanismos nacionais de proteção social.
A participação dos trabalhadores integra essa estratégia, juntamente com representantes empresariais, órgãos públicos, movimentos sociais, universidades, organizações civis e instituições dedicadas à pesquisa sobre trabalho.
Centrais sindicais participam das discussões
Em 21 de agosto, o Observatório realizou reunião virtual com representantes de 13 centrais sindicais, ampliando a participação organizada dos trabalhadores na construção dessa política nacional.
Participaram representantes da Força Sindical, CUT, CSB, CTB, UGT e Fórum das Centrais Sindicais, além de outras organizações envolvidas diretamente nas discussões sobre trabalho decente.
Durante o encontro, os participantes conheceram e discutiram eixos da proposta, destacando a necessidade de participação social na formulação das futuras políticas públicas do Judiciário.
Além disso, o diálogo busca incorporar demandas dos trabalhadores às decisões institucionais relacionadas às condições profissionais, direitos sociais e transformações atualmente presentes no mundo do trabalho.
O conceito de Trabalho Decente envolve direitos trabalhistas, empregos de qualidade, segurança, saúde, igualdade de oportunidades, proteção social e diálogo entre diferentes atores das relações profissionais.
Chicão representa trabalhadores no encontro
Entre os representantes sindicais, Eduardo Annunciato, Chicão, presidente do STIEESP, participou da reunião a pedido de Miguel Torres, presidente da Força Sindical, contribuindo para discussões.
A presença do dirigente reforçou a participação dos trabalhadores no debate sobre direitos, valorização profissional, ambientes seguros e políticas públicas relacionadas diretamente às relações de trabalho.
Para o STIEESP, políticas sobre Trabalho Decente precisam garantir participação efetiva dos trabalhadores e entidades representativas durante elaboração, acompanhamento e aplicação das medidas construídas institucionalmente.
Nesse contexto, o diálogo entre CNJ, TST e movimento sindical pode contribuir também para desenvolver protocolos considerados durante análises judiciais relacionadas ao universo das relações trabalhistas.
Observatório acompanha políticas e jurisprudência
Criado pelo CNJ e pelo TST em 2025, o Observatório funciona como espaço de diálogo social, pesquisa e incentivo às políticas judiciárias sobre trabalho decente.
Entre suas atribuições estão monitorar políticas e práticas trabalhistas, acompanhar jurisprudência, consolidar informações sobre relações laborais e propor medidas para aperfeiçoar normas relacionadas ao trabalho.
Além disso, a agenda reúne diferentes instituições e setores para ampliar diagnósticos e buscar respostas conjuntas diante das profundas transformações observadas atualmente nas relações profissionais brasileiras.
Em julho, representantes do Observatório dialogaram com confederações patronais e com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ampliando a articulação para construir essa política.
Posteriormente, um seminário sobre indicadores de Trabalho Decente reuniu representantes do TST, CSJT, Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e outras instituições públicas nacionais.
Agenda mantém debate sobre Trabalho Decente
O Observatório também prepara novas atividades, incluindo discussões sobre enfrentamento ao trabalho escravo, tráfico de pessoas e reconhecimento de direitos diante das transformações econômicas contemporâneas.
Em setembro, outra reunião temática, organizada conjuntamente com a Organização Internacional do Trabalho, discutirá a Convenção 193 da OIT sobre Trabalho Decente na Economia de Plataformas.
Dessa forma, o processo pretende consolidar diálogo permanente entre Judiciário e sociedade para construir políticas capazes de responder aos novos desafios enfrentados pelos trabalhadores brasileiros atualmente.
O STIEESP considera fundamental manter os trabalhadores no centro dessas discussões, principalmente diante das mudanças aceleradas que transformam relações, atividades e ambientes profissionais atualmente no país.
“O STIEESP seguirá participando dos espaços de diálogo e construção coletiva, defendendo que o trabalho seja, acima de tudo, fonte de dignidade, segurança, respeito e cidadania.”
“A classe trabalhadora carece de cuidados, principalmente com as mudanças aceleradas que vem ocorrendo no mundo do trabalho”, destaca Chicão.
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Trabalhadores participaram, nesta segunda-feira (10), de mobilizações em diferentes estados para defender a redução da jornada, sem redução salarial, e acabar com escala 6x1.














