Dias antes, Ramalho havia endurecido o discurso contra o setor patronal diante da ausência de proposta para a campanha salarial deste ano.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o dirigente afirmou que a paralisação seria necessária para pressionar os empresários a avançarem nas negociações e garantirem aumento real para os trabalhadores.
Após meses de negociações, representantes patronais apresentaram proposta considerada insuficiente. Além disso, empresários cogitaram retirar benefícios históricos garantidos anteriormente pela Convenção Coletiva da categoria.
Entre os direitos ameaçados estavam café da manhã, lanche da tarde, vale-alimentação, seguro de vida, atendimento do Seconci e adicional de 60% nas horas extras.
Aumento real
Após a pressão, a Convenção Coletiva foi fechada com reajuste salarial de 5,15%, índice representa mais de 1% de aumento real.
Além disso garantiram a manutenção dos direitos já conquistados pelos trabalhadores da construção civil.
“Eu sei que os trabalhadores esperavam muito mais. Eu também, mas é o que conseguimos e vamos continuar lutando”, afirmou o dirigente sindical.
Ao comentar o desfecho das negociações, Ramalho também ressaltou a importância da mobilização da categoria durante a campanha salarial.
“Quero chamar a atenção para que possamos continuar a luta. Como diz o ditado, “a luta faz a lei. Estamos juntos!”, declarou.

















