Além disso, a variação real média alcançou 1,81% acima da inflação medida pelo INPC. O estudo utilizou dados registrados no sistema Mediador, do MTE.
Nas negociações da data-base abril, cerca de 94% dos reajustes ficaram acima da inflação. Outros 4,3% apenas recompuseram perdas inflacionárias registradas anteriormente.
Por outro lado, somente 2,2% dos acordos analisados ficaram abaixo do índice inflacionário. A variação real média dos reajustes de abril atingiu 1,39% acima do INPC.
O DIEESE informou ainda que categorias com data-base em maio precisam negociar reajuste mínimo de 4,11% para recompor integralmente o poder de compra salarial.
Serviço teve melhor desempenho
Entre os setores econômicos, os serviços apresentaram melhor desempenho. Ganhos reais ocorreram em 91,7% das negociações, enquanto a variação média atingiu 2,01% acima inflação.
Além disso, o setor rural registrou ganhos reais em 90,3% das negociações. Na indústria, o percentual chegou a 89,2%, seguido pelo comércio, com 85,7%.
Regionalmente, o Centro-Oeste liderou os resultados positivos. A região registrou ganhos reais em 93,2% das negociações e variação média salarial de 2,24%.
O levantamento também mostrou que não houve reajustes parcelados nas negociações de abril. Entretanto, reajustes escalonados apareceram em 7,6% dos acordos coletivos registrados.
De acordo com o DIEESE, o valor médio dos pisos salariais negociados entre janeiro e abril ficou em R$ 1.867. Já o piso mediano alcançou R$ 1.736.
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