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Força Sindical recebe debate nacional sobre jornada
quinta-feira, 14 de maio de 2026
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A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira (14), em São Paulo, uma audiência pública para debater a redução da jornada semanal de trabalho e o fim da escala 6×1.
O encontro acontece no Palácio do Trabalhador, sede da Força Sindical, reunindo parlamentares, centrais sindicais, ministros, especialistas e representantes de diversas categorias profissionais.
A atividade integra o calendário nacional de debates promovido pela Comissão Especial responsável pela análise das PECs que propõem a redução da jornada sem diminuição salarial.
A mobilização ganhou força nas últimas semanas, ampliando a pressão popular e sindical para aprovação das mudanças ainda neste semestre.
Entre os principais temas discutidos estarão a adoção da jornada de 40 horas semanais, os impactos da escala 6×1 na saúde física e mental dos trabalhadores e os efeitos econômicos da reorganização do tempo laboral no Brasil.
O deputado federal Alencar Santana, é o presidente da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa duas propostas de mudança na Constituição (PECs 221/19 e 8/25).
Vale lembrar que a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada semanal gradualmente das atuais 44 para 36 horas. A transição se daria ao longo de dez anos.
Já a proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.
Alencar destacou que o debate sobre a redução da jornada atende uma reivindicação histórica da classe trabalhadora e acompanha mudanças econômicas e sociais no país.
“Estamos ouvindo trabalhadores, especialistas, empresários e representantes sindicais para construir uma proposta equilibrada, capaz de garantir mais qualidade de vida, geração de empregos e desenvolvimento econômico. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam uma necessidade urgente diante da realidade enfrentada diariamente pelos trabalhadores brasileiros”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, as audiências públicas realizadas nos estados fortalecem o diálogo nacional e ampliam a participação popular na discussão sobre novos modelos de trabalho.

Miguel Torres: Estamos vivendo um momento favorável para essa mudança tão importante. A sociedade abraçou essa luta e vemos mobilização crescente em todos os estados brasileiros
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, anfitrião do evento, defendeu que o momento favorável para essa mudança tão importante.
O sindicalista lembra que o presidente da Câmara, Hugo Motta, comprou essa briga pela redução da jornada. “Precisamos reconhecer essa postura diante da pressão empresarial”, destacou Miguel Torres.
Miguel disse ainda que é inadmissível que representantes da indústria ataquem o presidente da Câmara por defender uma pauta legítima dos trabalhadores. “Quem desconhece a realidade brasileira é a direção da Fiesp”, completou o líder sindical.
Ele alertou que a sociedade não pode vacilar. “A mobilização está acontecendo em todo o país e, no dia 27, estaremos em Brasília acompanhando a votação e pressionando parlamentares”, ressaltou.
“Existe espaço econômico para reduzir a jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, além de acabar com a penosa escala 6×1″, defendeu Miguel Torres.
“Os empresários seguem ampliando lucros, produtividade e investimentos tecnológicos. Enquanto isso, trabalhadores perdem empregos formais, enfrentam informalidade e ficam excluídos da CLT”, concluiu o sindicalista.
O deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), relator da proposta, afirmou que esse debate não nasceu no Congresso Nacional.
“Esse debate surgiu das pessoas e para as pessoas. A sociedade brasileira quer discutir qualidade de vida, saúde e dignidade no trabalho”, afirmou o deputado
Ele reforçou que o projeto Câmara pelo Brasil aproxima o Parlamento da realidade da população. “Precisamos ouvir trabalhadores, juventude, empresários e especialistas para construir consensos democráticos”, destacou Leo Prates.
Ele afirmou ainda que a mobilização sobre a jornada de trabalho ganhou força porque o povo brasileiro abraçou esse debate. “Não é uma pauta isolada do movimento sindical ou político”, ressaltou o parlamentar.
“Esse é um debate mundial. A juventude questiona jornadas excessivas e cobra equilíbrio entre trabalho, saúde mental, convivência familiar e qualidade de vida”, declarou Leo Prates.
Já o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reforçou o país está preparados para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1.
“Todos os setores econômicos brasileiros estão prontos para essa mudança que beneficia trabalhadores e toda a sociedade”, afirmou.
Ele destacou que cerca de 37,8 milhões de trabalhadores serão contemplados pela redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e alertou também que um terço deles enfrenta atualmente a escala 6×1.
“Estudos técnicos comprovam que trabalhadores com jornadas menores entregam resultados melhores, dentro dos prazos, com mais produtividade e qualidade de vida”, ressaltou Reginaldo Lopes.
O deputado afirmou ainda que o país vive a quinta revolução industrial, marcada pela inteligência artificial e pela tecnologia e que agora é preciso transformar ganhos de produtividade em direitos e qualidade de vida.
“Queremos que trabalhadores tenham mais tempo para estudar, se qualificar, acessar universidades, cursos técnicos e ocupar espaços de formação profissional disponíveis no país”, defendeu Reginaldo Lopes. O Brasil precisa revolucionar mobilidade urbana, qualificação profissional, acesso à saúde pública e qualidade de vida. Para isso, o trabalhador precisa ter mais tempo livre”, concluiu o parlamentar.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o debate sobre a redução da jornada representa uma discussão histórica, impulsionada pelas transformações nas relações de trabalho e nas demandas da sociedade.




























