A mobilização dos frentistas garantiu uma importante vitória nesta semana. Lideranças sindicais convenceram um deputado federal a retirar proposta que ameaçava empregos no setor.
Nesta segunda-feira, em Montes Claros, Minas Gerais, representantes da categoria participaram de reunião decisiva. O encontro resultou na retirada do Projeto de Lei nº 2.826/2026.
Participaram da reunião o presidente da Fenepospetro e do Sinpospetro-RJ, Eusébio Luís Pinto Neto, além de Possidônio Valença e Danilo Fredson.
Durante o encontro, os dirigentes apresentaram argumentos técnicos sobre os impactos da proposta. O projeto pretendia liberar o autoabastecimento em finais de semana.
Segundo os representantes sindicais, a medida colocaria em risco milhares de postos de trabalho. Além disso, poderia abrir caminho para novas flexibilizações.
“Permitir o autoabastecimento em finais de semana e feriados é o primeiro passo para a total eliminação do frentista. A conta seria paga por 500 mil famílias brasileiras. Mostramos ao deputado que o custo social é inaceitável”, afirmou Eusébio.
Além da questão trabalhista, os dirigentes destacaram que a substituição dos profissionais não reduziria significativamente o preço dos combustíveis aos consumidores.
Segundo os dados apresentados, o salário do frentista representa menos de dois por cento do valor final do litro comercializado nos postos.
Outro ponto debatido durante a reunião envolveu a segurança. Os dirigentes ressaltaram que os trabalhadores recebem treinamento específico para situações de risco.
“O consumidor despreparado, ao manusear a bomba, corre risco de acidentes graves. A presença do frentista não é um luxo, é uma medida de utilidade pública e prevenção. Não podemos normalizar o perigo”, explicou Eusébio.
Além disso, a Fenepospetro destacou que acompanha permanentemente projetos apresentados no Congresso Nacional para proteger empregos e garantir segurança aos consumidores.
Nos últimos anos, a atuação conjunta dos sindicatos contribuiu para arquivar diversas propostas semelhantes. A estratégia combina diálogo institucional, dados técnicos e mobilização.
Desde 2000, a legislação brasileira proíbe o autoatendimento em postos de combustíveis. A norma protege trabalhadores e reforça medidas preventivas de segurança.
“Agradecemos a sensibilidade do deputado Marcelo Delegado ao ouvir nossa categoria. Mas seguiremos alertas. Qualquer tentativa de retirar o frentista do posto significa colocar vidas e empregos em risco. Nossa luta não para”, concluiu Eusébio.
Leia também: Frentistas do Rio garantem ganho real com novo acordo















