Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
29 MAI 2024

Imagem do dia

Presidente da Força Sindical, Miguel Torres, participou, nesta terça-feira (28), do evento onde o presidente Lula sancionou a Lei que institui o Programa Depreciação Acelerada para modernização da indústria nacional. Veja fotos do evento com presidente Lula

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Brasileiro perdeu 21% do poder de compra em três anos

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Imprensa

Brasileiro perdeu 21% do poder de compra em três anos

Guilherme Moreira, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, disse à reportagem do Estadão que a inflação elevada vem corroendo os rendimentos dos brasileiros
comercio - economia - covid - populaçãoCrédito: Tomaz Silva

De acordo com a apuração da reportagem do Estadão, a inflação começou o ano em alta, mas numa velocidade menos acelerada do que a do final de 2021. Para 2022, a perspectiva é de que os preços subam num ritmo que é a metade do registrado em 2021. No ano passado, a inflação oficial ficou em 10,06%, a maior marca anual desde 2017.

A reportagem do Estadão destaca ainda que apesar da perda de fôlego registrada em janeiro e também esperada para o fechamento de 2022, o economista Guilherme Moreira, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), frisa que o cenário é preocupante.

Ele observa que, em três anos, incluindo este, a inflação deve acumular uma alta de mais de 20%. Essa é a corrosão do poder de compra dos brasileiros, especialmente das famílias de baixa renda que gastam a maior parte do orçamento com a alimentação, o grupo de preços que mais pesou na inflação deste mês.

"A alimentação ainda é o foco de pressão na inflação e deve continuar porque os fatores de alta de preços continuam vivos", afirma. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Como o sr. avalia a pressão dos alimentos sobre a inflação neste início do ano?
As principais contribuições para a inflação de 2021 vieram da energia, principalmente eletricidade e gás, dos transportes, por conta dos combustíveis e dos preços dos carros, e da alimentação. Esses três itens responderam por 80% da inflação do ano passado. Quando entramos este ano, esses efeitos continuam. Não é porque virou o calendário que eles vão parar. No caso dos alimentos, há três fatores de pressão. Os alimentos industrializados, que subiram mais de 1% ao mês ao longo do ano passado inteiro porque incorporaram aumentos de custos da indústria, como embalagens , frete, energia, continuam nessa trajetória de alta. Tem as questões climáticas que afetaram a produção dos alimentos in natura em janeiro, como verduras e legumes. Houve preços que dispararam, com aumento de mais de 40% no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe. Existem também as pressões das proteínas animais. A carne bovina continua subindo pela baixa oferta aqui e alta demanda lá fora. A alimentação ainda é o foco de pressão na inflação e deve continuar porque os fatores de alta de preços continuam vivos.

Além da alimentação, quais são os outros focos de pressão para a inflação?
Os preços do transporte são uma incógnita. Há tensão na Rússia e os preços do petróleo devem continuar em alta. Existe também a questão do câmbio que ninguém sabe para onde vai, pois depende da eleição e da crise internacional. Tudo isso contribui para que a inflação deste ano fique acima da meta de 5%. Poderá ser 10%? Pouco provável, pois há uma série de coisas que subiram no ano passado e não devem subir no mesmo ritmo neste ano. Não deveremos ter outra desvalorização de 40% no câmbio. Na energia elétrica, estamos no teto das bandeiras (tarifárias). Todo o aumento da energia acabou sendo concentrado no ano passado. Não acho que vamos ter esses aumentos de preços desses itens combinados de novo. É por isso que a maioria dos analistas, não só eu, acha que a inflação deste ano não vai ser 10%, mas 5,5%. A inflação deste ano vai ser menor do que a do ano passado, mas 5,5% é uma baita inflação, acima da meta e com riscos que podem agravar o cenário. Câmbio em época de eleição é sempre um perigo e tem fatores internacionais que estão fora do nosso controle.

Como assim?
Se considerarmos que tivemos em 2020 uma inflação de 5,62%, medida pelo IPC da Fipe, e de 9,73% em 2021, são mais de 16% acumulados em dois anos. Se empilharmos mais 5% deste ano, estamos falando de 21% a 22% de inflação em três anos. É muita coisa. É um quadro muito preocupante. Em três anos perdemos 21% do poder de compra e precisaríamos ganhar entre 20% a 21% a mais para compensar o poder de compra perdido. Se, por um lado, o emprego está voltando, a renda ainda está muito abaixo do nível pré-pandemia. E a renda caiu nas camadas sociais mais baixas, que gastam praticamente tudo com alimentação e habitação. Para essas camadas, o emprego depende de ir para rua e ele foi afetado pela pandemia. É muito grave o cenário. Há uma questão social que deve ser o grande debate nas eleições deste ano.

Qual a saída para esse imbróglio?
A saída é muito simples: o País tem que voltar a crescer. É a única saída. Mas com bases sólidas. Não adianta forçar a barra com soluções milagrosas que podem agravar o problema. Tem que voltar a crescer para recompor a renda das famílias. Cerca de 65% do PIB (Produto Interno Bruto) vêm do consumo das famílias e essas famílias foram excluídas do mercado de trabalho. Esse é o grande desafio num cenário de aumento de juros: retomar a atividade econômica.

O sr. aponta o caminho do crescimento, mas o Banco Central sinaliza novos aumentos para os juros básicos e não há um plano do governo para estimular o crescimento. Como fica este ano?
Este ano esquece. A pesquisa Focus (Boletim Focus do Banco Central) aponta crescimento próximo de zero. 2022 será um ano de inflação em alta e crescimento praticamente zero.

Fonte: Estadão

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Químicos de Rio Claro fazem Curso de Fortalecimento da CIPA
Força 12 JUN 2024

Químicos de Rio Claro fazem Curso de Fortalecimento da CIPA

Centrais debatem prioridades dos trabalhadores com Alckmin
Força 12 JUN 2024

Centrais debatem prioridades dos trabalhadores com Alckmin

Vídeos 12 JUN 2024

Miguel Torres e Nilton Neco dão o recado direto da 112ª Conferência da OIT

Santos: Sindest quer aumentar efetivo de servidores com reforma administrativa
Força 11 JUN 2024

Santos: Sindest quer aumentar efetivo de servidores com reforma administrativa

Defendemos a criação de um programa emergencial robusto
Artigos 11 JUN 2024

Defendemos a criação de um programa emergencial robusto

Cerca de 78% das greves foram para manter direitos em 2023
Força 11 JUN 2024

Cerca de 78% das greves foram para manter direitos em 2023

Postos de combustíveis devem fornecer PPP aos funcionários
Força 11 JUN 2024

Postos de combustíveis devem fornecer PPP aos funcionários

Salário mínimo atual é 5 vezes menor que o necessário
Imprensa 11 JUN 2024

Salário mínimo atual é 5 vezes menor que o necessário

MTE inclui 19 novas profissões na Classificação Brasileira de Ocupações
Imprensa 10 JUN 2024

MTE inclui 19 novas profissões na Classificação Brasileira de Ocupações

Presidente da Força, Miguel Torres, defende fortalecimento das negociações coletivas na OIT
Força 10 JUN 2024

Presidente da Força, Miguel Torres, defende fortalecimento das negociações coletivas na OIT

Fórum Estadual da Liberdade Sindical realiza audiência coletiva
Imprensa 10 JUN 2024

Fórum Estadual da Liberdade Sindical realiza audiência coletiva

112ª Conferência Internacional da OIT – agenda de 10 de junho
Força 10 JUN 2024

112ª Conferência Internacional da OIT – agenda de 10 de junho

Dívidas de famílias atingem maior nível desde novembro de 2022: 78,8%
Imprensa 10 JUN 2024

Dívidas de famílias atingem maior nível desde novembro de 2022: 78,8%

O alimento indigesto da semeadura
Artigos 10 JUN 2024

O alimento indigesto da semeadura

Trabalhadores intensificam mobilização durante Conferência da OIT
Força 10 JUN 2024

Trabalhadores intensificam mobilização durante Conferência da OIT

Miguel Torres defenderá luta dos trabalhadores na OIT
Força 8 JUN 2024

Miguel Torres defenderá luta dos trabalhadores na OIT

Sindicalistas debatem reindustrialização do Brasil
Força 7 JUN 2024

Sindicalistas debatem reindustrialização do Brasil

SINPOSPETRO-RJ luta por aumento real para frentistas do RJ
Força 7 JUN 2024

SINPOSPETRO-RJ luta por aumento real para frentistas do RJ

Aposentados: SINDNAPI é a entidade com menor índice de reclamação, diz TCU
Força 7 JUN 2024

Aposentados: SINDNAPI é a entidade com menor índice de reclamação, diz TCU

Químicos da Força debatem desafios do movimento sindical
Força 7 JUN 2024

Químicos da Força debatem desafios do movimento sindical

OIT alerta: crises podem afetar avanços no mundo do trabalho
Imprensa 7 JUN 2024

OIT alerta: crises podem afetar avanços no mundo do trabalho

MTE atualiza multas trabalhistas para 2024; saiba novos valores
Imprensa 6 JUN 2024

MTE atualiza multas trabalhistas para 2024; saiba novos valores

Lei para motoristas de app pode mudar futuro do trabalho
Imprensa 6 JUN 2024

Lei para motoristas de app pode mudar futuro do trabalho

Segurança e medicina do trabalho em debate na Força Sindical
Força 6 JUN 2024

Segurança e medicina do trabalho em debate na Força Sindical

Trabalhadores da Construção Pesada podem deflagrar greve em toda Bahia
Força 6 JUN 2024

Trabalhadores da Construção Pesada podem deflagrar greve em toda Bahia

Sindnapi deverá ser protagonista no debate sobre a Previdência Social
Artigos 6 JUN 2024

Sindnapi deverá ser protagonista no debate sobre a Previdência Social

Secretário-geral da Força participa de debate sobre reindustrialização do Brasil
Força 6 JUN 2024

Secretário-geral da Força participa de debate sobre reindustrialização do Brasil

Mobilização em solidariedade ao RS continua
Força 6 JUN 2024

Mobilização em solidariedade ao RS continua

Todo apoio à Conalis
Artigos 6 JUN 2024

Todo apoio à Conalis

SINPOSPETRO-RJ oferece serviço e garante economia ao trabalhador
Força 6 JUN 2024

SINPOSPETRO-RJ oferece serviço e garante economia ao trabalhador

Aguarde! Carregando mais artigos...