Vice-presidente da empresa publicou mensagem em blog, mencionando termos da última proposta para encerrar conflito

A General Motors decidiu apelar diretamente aos funcionários em uma incomum mensagem publicada nesta sexta-feira (11) em um blog, que menciona os termos da última oferta da montadora americana para encerrar uma greve nos Estados Unidos que já dura um mês.

A mensagem, assinada pelo vice-presidente de manufatura global da GM, Gerald Johnson, não é direcionada à liderança da central sindical UAW (United Auto Workers) e cita frustração com falta de progresso para encerrar um conflito que já custou à companhia mais de US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões).

A greve convocada pela UAW começou em 16 de setembro, envolvendo 48 mil funcionários sindicalizados da montadora que querem salários maiores, melhores condições de trabalho, participação maior nos resultados e benefícios de plano de saúde. O Credit Suisse estimou que as perdas da GM podem somar cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 6 bilhões).

Como parte da proposta revisada, a GM se propõe a aumentar investimento em fábricas nos EUA para US$ 8,3 bilhões ante a oferta anterior de US$ 7 bilhões, disse uma fonte a par do assunto.

Do novo total, US$ 7 bilhões serão investidos diretamente em fábricas da GM e o restante será destinado a joint-ventures, incluindo uma potencial fábrica de baterias em Ohio, disse a fonte.

A GM afirmou que sua nova oferta inclui compensação maior por meio de salários e bônus, manutenção de benefícios de plano de saúde sem elevar custos aos funcionários, maior participação nos lucros e bônus maior que os US$ 8.000 oferecidos na proposta anterior.

Para funcionários temporários, a GM informou que sua oferta cria um caminho para efetivação do empregado na folha de pagamento e um bônus.

"A greve tem sido dura sobre você, seus familiares, nossas comunidades, para a companhia, nossos fornecedores e concessionárias", afirma a GM na carta.

"Dissemos ao sindicato que é crítico que podemos voltar a produzir veículos de qualidade para nossos clientes [...] Nossa oferta foi feita sobre uma fórmula vencedora com a qual todos nos beneficiamos nos últimos anos."

Um representante da UAW não comentou o assunto.

Na quinta-feira (10), a GM afirmou à UAW que a central tem que concordar com negociações para um acordo, enquanto a entidade respondeu insistindo sobre cinco questões específicas antes de responder sobre a proposta mais ampla da GM feita na segunda-feira.

A presidente-executiva da GM, Mary Barra, reuniu-se na quarta-feira com o presidente da UAW, Gary Jones, e com o principal negociador da GM, Terry Dittes, para cobrar uma resposta mais rápida da entidade à última oferta da montadora.

Uma das cinco questões é o destino de quatro fábricas norte-americanas que a GM indicou que vai fechar; outra é o futuro de mudanças tecnológicas na produção, segundo mensagem da UAW. Dittes disse que não sabe quando as questões serão resolvidas.

A UAW está preocupada que a mudança de foco maior em veículos elétricos, que exigem menos funcionários para serem montados e que os trabalhadores em fábricas de baterias ganhem menos que os atuais funcionários em unidades de produção de transmissões.

A General Motors decidiu apelar diretamente aos funcionários em uma incomum mensagem publicada nesta sexta-feira (11) em um blog, que menciona os termos da última oferta da montadora americana para encerrar uma greve nos Estados Unidos que já dura um mês.

A mensagem, assinada pelo vice-presidente de manufatura global da GM, Gerald Johnson, não é direcionada à liderança da central sindical UAW (United Auto Workers) e cita frustração com falta de progresso para encerrar um conflito que já custou à companhia mais de US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões).

A greve convocada pela UAW começou em 16 de setembro, envolvendo 48 mil funcionários sindicalizados da montadora que querem salários maiores, melhores condições de trabalho, participação maior nos resultados e benefícios de plano de saúde. O Credit Suisse estimou que as perdas da GM podem somar cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 6 bilhões).

Como parte da proposta revisada, a GM se propõe a aumentar investimento em fábricas nos EUA para US$ 8,3 bilhões ante a oferta anterior de US$ 7 bilhões, disse uma fonte a par do assunto.

Do novo total, US$ 7 bilhões serão investidos diretamente em fábricas da GM e o restante será destinado a joint-ventures, incluindo uma potencial fábrica de baterias em Ohio, disse a fonte.

A GM afirmou que sua nova oferta inclui compensação maior por meio de salários e bônus, manutenção de benefícios de plano de saúde sem elevar custos aos funcionários, maior participação nos lucros e bônus maior que os US$ 8.000 oferecidos na proposta anterior.

Para funcionários temporários, a GM informou que sua oferta cria um caminho para efetivação do empregado na folha de pagamento e um bônus.

"A greve tem sido dura sobre você, seus familiares, nossas comunidades, para a companhia, nossos fornecedores e concessionárias", afirma a GM na carta.

"Dissemos ao sindicato que é crítico que podemos voltar a produzir veículos de qualidade para nossos clientes [...] Nossa oferta foi feita sobre uma fórmula vencedora com a qual todos nos beneficiamos nos últimos anos."

Um representante da UAW não comentou o assunto.

Na quinta-feira (10), a GM afirmou à UAW que a central tem que concordar com negociações para um acordo, enquanto a entidade respondeu insistindo sobre cinco questões específicas antes de responder sobre a proposta mais ampla da GM feita na segunda-feira.

A presidente-executiva da GM, Mary Barra, reuniu-se na quarta-feira com o presidente da UAW, Gary Jones, e com o principal negociador da GM, Terry Dittes, para cobrar uma resposta mais rápida da entidade à última oferta da montadora.

Uma das cinco questões é o destino de quatro fábricas norte-americanas que a GM indicou que vai fechar; outra é o futuro de mudanças tecnológicas na produção, segundo mensagem da UAW. Dittes disse que não sabe quando as questões serão resolvidas.

A UAW está preocupada que a mudança de foco maior em veículos elétricos, que exigem menos funcionários para serem montados e que os trabalhadores em fábricas de baterias ganhem menos que os atuais funcionários em unidades de produção de transmissões.