De acordo com a reportagem da CNN Brasil e segundo dados do IBGE, o varejo se encontra agora no mesmo patamar de setembro de 2020
loja - comercio - vendedor - covid19Crédito: Arquivo
As vendas no varejo brasileiro subiram 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior e recuaram 3,8% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (13).
 
Segundo o IBGE, o varejo se encontra agora no mesmo patamar de setembro de 2020 e 0,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).
 
O setor varejista do Brasil enfrenta agora o endurecimento das medidas de combate ao coronavírus no momento em que o país se torna o epicentro mundial da pandemia. Além disso, o desemprego ainda elevado e a inflação alta somam-se aos obstáculos diante do comércio nacional.
 
"Em dezembro, o valor do auxílio diminuiu e, em janeiro, deixou de existir, e isso reduziu o consumo. Temos ainda impactando o varejo negativamente a inflação e outros fatores relacionados à pandemia, como as restrições locais ao desenvolvimento de algumas atividades", explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.
 
Em fevereiro, quatro das oito atividades pesquisadas tiveram alta, com o maior crescimento sendo registrado por livros, jornais, revistas e papelaria, de 15,4%.
 
"Janeiro é um mês de contas extraordinárias, como IPTU e IPVA, então é comum um consumo menor no comércio. Já em fevereiro, temos a volta do orçamento mensal das famílias a uma maior normalidade e o retorno dos alunos às escolas, aquecendo as compras de material escolar", disse Santos.
 
Entretanto, essa atividade teve queda de 41% na comparação com fevereiro de 2020, segundo o IBGE, pelo fato de muitas escolas públicas ainda não terem iniciado o novo ano letivo e porque muitas escolas não retomaram as aulas presenciais.
 
Também apresentaram aumento das vendas em fevereiro e janeiro as atividades de móveis e eletrodomésticos (9,3%), tecidos, vestuário e calçados (7,8%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).
 
As perdas aconteceram em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%), combustíveis e lubrificantes (-0,4%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,2%).
 
No chamado comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, as vendas tiveram aumento em fevereiro de 4,1%, impulsionadas pela alta de 8,8% de veículos, motos, partes e peças.
 
*Com Reuters
loja - comercio - vendedor - covid19Crédito: Arquivo
As vendas no varejo brasileiro subiram 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior e recuaram 3,8% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (13).
 
Segundo o IBGE, o varejo se encontra agora no mesmo patamar de setembro de 2020 e 0,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).
 
O setor varejista do Brasil enfrenta agora o endurecimento das medidas de combate ao coronavírus no momento em que o país se torna o epicentro mundial da pandemia. Além disso, o desemprego ainda elevado e a inflação alta somam-se aos obstáculos diante do comércio nacional.
 
"Em dezembro, o valor do auxílio diminuiu e, em janeiro, deixou de existir, e isso reduziu o consumo. Temos ainda impactando o varejo negativamente a inflação e outros fatores relacionados à pandemia, como as restrições locais ao desenvolvimento de algumas atividades", explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.
 
Em fevereiro, quatro das oito atividades pesquisadas tiveram alta, com o maior crescimento sendo registrado por livros, jornais, revistas e papelaria, de 15,4%.
 
"Janeiro é um mês de contas extraordinárias, como IPTU e IPVA, então é comum um consumo menor no comércio. Já em fevereiro, temos a volta do orçamento mensal das famílias a uma maior normalidade e o retorno dos alunos às escolas, aquecendo as compras de material escolar", disse Santos.
 
Entretanto, essa atividade teve queda de 41% na comparação com fevereiro de 2020, segundo o IBGE, pelo fato de muitas escolas públicas ainda não terem iniciado o novo ano letivo e porque muitas escolas não retomaram as aulas presenciais.
 
Também apresentaram aumento das vendas em fevereiro e janeiro as atividades de móveis e eletrodomésticos (9,3%), tecidos, vestuário e calçados (7,8%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).
 
As perdas aconteceram em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%), combustíveis e lubrificantes (-0,4%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,2%).
 
No chamado comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, as vendas tiveram aumento em fevereiro de 4,1%, impulsionadas pela alta de 8,8% de veículos, motos, partes e peças.
 
*Com Reuters