Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
27 OUT 2026

Imagem do dia

Presidente Lula celebra 81 anos nesta terça-feira (27), com trajetória marcada pela luta sindical, defesa da democracia e justiça social O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos nesta terça-feira (27), celebrando uma trajetória marcada pela liderança sindical, participação política e defesa dos trabalhadores. Ao longo de sua história, Lula construiu uma trajetória política ligada às lutas populares, à valorização do trabalho, à democracia e à promoção da justiça social. Além disso, sua atuação como dirigente sindical no ABC paulista marcou o início de uma caminhada que o levou à Presidência da República . Destaque para sua contribuição à defesa dos direitos trabalhistas, à valorização do salário mínimo e ao combate às desigualdades. Feliz aniversário, presidente Lula! Leia também: Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres https://fsindical.org.br/forca/trabalhadores-devem-seguir-mobilizados-defende-miguel-torres/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Saúde e Segurança

Amianto deixa passivo ambiental e de adoecimento

terça-feira, 29 de maio de 2018

Saúde e Segurança

Amianto deixa passivo ambiental e de adoecimento

Questões foram discutidas em Seminário organizado pelo MPT, Abrea e Diesat, com apoio e participação da Fundacentro
amiantoCrédito: Divulgação

No final do ano passado, o Supremo Tribunal Federal – STF decretou a inconstitucionalidade da Lei Federal n° 9055/95, que autorizava o uso controlado do amianto crisotila. Assim o dia 29 de novembro de 2017 ficou marcado pelo banimento da fibra no Brasil, proibindo a extração, industrialização, comercialização e distribuição em todo país.

Mas esse não é o fim desta história. Há todo um passivo ambiental a ser considerado e trabalhadores adoecidos ou que podem adoecer a serem acompanhados. “Nós precisamos tornar visível o quão sério é o problema do amianto. Este silêncio epidemiológico que há no país é uma situação vexatória. Temos que identificar as razões dessa invisibilidade”, afirma a engenheira Fernanda Giannasi.

Neste sentido, o 2° Seminário Internacional Brasil sem Amianto – Uma abordagem da Saúde do Trabalhador, realizado entre 15 e 18 de maio, em São Paulo/SP, trouxe discussões fundamentais sobre diagnósticos, registros, vigilância e epidemiologia, que devem auxiliar neste processo. Também expôs a situação encontrada em outros países como Austrália, Estados Unidos, Itália e Reino Unido.

“Como um dos organizadores do evento, estou saindo extremamente satisfeito. A interdisciplinaridade marcou as discussões. Todos estamos reunidos por acreditar na importância do banimento do amianto”, avalia o médico da Fundacentro, Eduardo Algranti. “É um evento que nos fortalece para enfrentarmos nossa dificuldade. Sem esse trabalho técnico e científico não chegaríamos a lugar nenhum”, completa o presidente da Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto), Eliezer de Souza.

Passivo ambiental e de adoecimento

O procurador Luciano Leivas, do Ministério Público do Trabalho – MPT, ressaltou a importância de consolidar a decisão do STF, o que depende de muitos recursos, além de considerar o passivo deixado pelo amianto. “Nós vamos ter o princípio do poluidor pagador?”, questiona. O MPT organizou o evento em conjunto com Abrea e Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho). A Fundacentro e outras instituições foram apoiadoras.

“Foi essencial a participação do Ministério Público do Trabalho para o banimento do amianto. Sempre éramos barrados pelo poder econômico. Agora temos que construir um caminho de reparação ambiental e à saúde”, avalia o pesquisador da Fiocruz, Hermano Castro. “Quem para de usar amianto tem um passivo grande. A periferia de São Paulo é um emaranhado de telhas de amianto”, alerta o médico do Incor, Ubiratan Santos.

A importância da anamnese e do histórico ocupacional do trabalhador foi destacada por vários palestrantes, assim como a realização de exames como a tomografia. Outro aspecto a ser considerado é a subnotificação. “Casos de mesotelioma na Argentina e no México são maiores do que no Brasil, apesar de o amianto ter sido usado 20 vezes mais aqui do que nesses países. Também há a questão do câncer de pulmão. Eventualmente podemos introduzir métodos de rastreamento para alguns grupos e pensar o uso de tomografia de baixa dose”, explica Algranti.

O impacto do amianto no adoecimento dos trabalhadores também permeou os debates. Estimativa de 2016 aponta que 8,4% dos cânceres no mundo tem relação com o trabalho. A maior parte é de câncer de pulmão, e o amianto está entre as principais causas. No entanto, foi totalmente banido em apenas 63 países.

“O asbesto é uma causa importante de mortalidade no mundo, mas o longo tempo de latência faz com que seja um problema de várias gerações. Precisamos gerar estimativas confiáveis. A lógica das empresas é colocar dúvidas sobre os nossos dados. Está claro que temos uma subestimativa nos países em que há o uso do amianto. É nossa função compartilharmos nossas experiências para que não haja mais vítimas”, defende a professora do Imperial College, do Reino Unido, Sara de Matteis.

Ações

A elaboração de um protocolo brasileiro de diagnóstico de mesotelioma foi um dos temas discutidos durante o Seminário. Essa doença é um câncer originado nas células mesoteliais das membranas serosas do corpo como pleura (que envolve o pulmão), pericárdio (que envolve o coração), peritônio (que recobre as paredes do abdome) e túnica vaginalis do testículo.

O objetivo desse documento é fornecer conhecimentos atualizados e uma proposta de padronização dos critérios diagnósticos de mesotelioma maligno de pleura. Pretende-se, assim, reduzir o subdiagnóstico, subsidiar profissionais com ferramentas para sistematizar e padronizar os procedimentos, além de fortalecer a vigilância.

A primeira oficina para discussão do protocolo ocorreu na Fundacentro em outubro de 2016. Na ocasião, foi definida a metodologia, com a posterior publicação de consulta pública dos objetivos. Os trabalhos são coordenados por um Comitê Gestor formado pelos médicos pneumologistas Eduardo Algranti, da Fundacentro, Hermano Castro, da Fiocruz, e pela tecnologista do Inca (Instituto Nacional do Câncer), Ubirani Otero.

Uma reunião presencial, em agosto de 2017, ocorreu na mesma instituição para treinar os especialistas e criar três grupos de trabalho nos temas: clínica, imagem e patologia do mesotelioma pleural. Cada grupo realizou avaliação de resumos e seleção de artigos, que servirão de bases para o trabalho. Inicialmente foram selecionados 1148 resumos de artigos, dos quais 294 artigos completos foram selecionados para serem lidos e avaliados. O processo de elaboração das diretrizes deverá ser concluído dentro de 12 a 18 meses.

“Nosso aprendizado tem sido modulado pelas metodologias do Inca, que são excelentes. Temos que aprender uma metodologia durante o processo. Isso é muito importante para nós”, avalia Algranti. “O Inca e Fundacentro tem trabalhado em conjunto”, completa Otero.

Outra ação apresentada durante o evento, que conta com a participação da Fundacentro, é o Projeto Interdisciplinar sobre o Impacto na Saúde da Exposição Ocupacional ao Amianto – Brasil. A professora da Universidade Federal da Bahia – UFBA, Vilma Santana, destacou a realização de uma oficina na instituição em São Paulo como ponto de partida para a elaboração desse projeto, que conta com o financiamento do Ministério Público do Trabalho/MPT, através de recursos oriundos do acordo coletivo do caso Shell-Basf.

O objetivo da pesquisa é “estimar a dimensão e intensidade da exposição ocupacional ao asbesto no Brasil, a magnitude e gravidade das enfermidades relacionadas (DRA), qualidade dos registros, em especial, dos diagnósticos e a distribuição espacial da exposição e casos”. “Esperamos começar de fato um trabalho de monitoramento efetivo”, explica Vilma Santana.

A ideia é recuperar a história ocupacional de exposição ao asbesto desses trabalhadores. Uma das questões a ser considerada é a de que não existem bases de dados nacionais sobre exposição ao amianto. Já o registro de doenças ocorre nas bases de dados da Previdência Social e do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), que apesar de universal, tem baixa cobertura. Estima-se, assim, que o sub-registro seja alto e a não identificação por acesso reduzido. Há má distribuição e qualidade dos serviços.

Os pesquisadores têm analisado o número de trabalhadores formais de empresas que utilizavam asbestos a partir da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho. Já foram estimados 50.004 trabalhadores com pelo menos um mês de emprego entre 1992 e 2014. Também estão sendo levantados os casos de doenças relacionadas ao asbestos a partir de bases como Previdência, SIM (Sistema de Informação de Mortalidade), SIH-SUS (Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde), Sinan e registros de câncer.

Debates com participação da Fundacentro

No dia 16, o médico Eduardo Algranti coordenou mesa sobre carga global relacionada ao amianto e foi um dos palestrantes da mesa que abordou diagnóstico, falando sobre asbestose, uma pneumoconiose que se deve à inalação de fibras de asbestos. “É basicamente ocupacional, pois precisa de alta dose, diferentemente do mesotelioma. Sintomas e sinais não são necessários para o diagnóstico de abestose, quando há, é falta de ar”, explica Algranti.

Para se fazer a história ocupacional do paciente, pode-se utilizar questionários estruturados ou matrizes de exposição ocupacional. A tomografia é indicada para detectar esse tipo de adoecimento.

Na manhã de 18 de maio, a pesquisadora da Fundacentro da Bahia, Soraya Wingester, participou da mesa “Amianto: vigilância à saúde – Vigilância epidemiológica dos expostos”. Em sua apresentação, focou na vigilância em saúde do trabalhador, que não deve ficar só em termos de dados epidemiológicos.

Os objetivos da vigilância são “facilitar o reconhecimento das DRA [Doenças Relacionadas ao Asbestos] e o acesso aos dispositivos de reparação existentes; detectar doenças cancerígenas relacionadas ao asbesto, como parte da prevenção secundária; informar os trabalhadores sobre as possíveis consequências dessa exposição sobre sua saúde; oferecer aos trabalhadores o acompanhamento médico apropriado para ajuda-los a conhecer seu estado de saúde; contribuir para a melhoria do conhecimento epidemiológico sobre a exposição ao amianto e suas consequências na saúde”.

Soraya Wingester ainda defendeu a perspectiva pública da vigilância, que não pode estar dissociada de onde as pessoas vivem e de todos os serviços de saúde. “Precisamos efetivar a vigilância do trabalhador no SUS, para isso, precisamos de muito diálogo e de todos os atores integrados.”

Ao se pensar a vigilância dos expostos ao amianto, deve-se, entre outras ações, trabalhar conjuntamente com os gestores locais do SUS, implementar campanhas públicas de conscientização, informar os trabalhadores sobre a exposição, realizar monitoramento, treinamento e pesquisa.

Não se pode desconsiderar também a perspectiva do privado. Os programas de saúde das empresas devem fazer a vigilância em saúde ocupacional, considerando a exposição e os desfechos adversos na saúde.

Já no período da tarde, encerrando o Seminário, os pesquisadores da Fundacentro Cézar Saito, Marco Bussacos e Eduardo Algranti participaram da sessão paralela “Especialistas brasileiros e estrangeiros: cooperação e perspectiva de projetos”. Já Soraya Wingester participou do “Workshop em Vigilância à Saúde dos Expostos ao Amianto”.

O evento também contou com a presença de servidoras aposentadas da instituição como a médica pneumologista Elizabete Mendonça e a química Ana Maria Tibiriçá Bon.
 

Fonte: Assessoria de imprensa da Fequimfar

Últimas de Saúde e Segurança

Todas de Saúde e Segurança
Denúncias de assédio eleitoral crescem 75% após eleições
Imprensa 30 OUT 2026

Denúncias de assédio eleitoral crescem 75% após eleições

Desemprego cai para 5,2% e atinge menor taxa desde 2012
Imprensa 30 OUT 2026

Desemprego cai para 5,2% e atinge menor taxa desde 2012

Trabalho escravo moderno esconde exploração e viola direitos
Artigos 30 OUT 2026

Trabalho escravo moderno esconde exploração e viola direitos

Miguel Torres denuncia perseguição política a trabalhadores
Força 29 OUT 2026

Miguel Torres denuncia perseguição política a trabalhadores

Sindicalistas orientam sobre fim da escala 6×1 e jornada de 40h
Força 28 OUT 2026

Sindicalistas orientam sobre fim da escala 6×1 e jornada de 40h

Metalúrgicos celebram reeleição de Lula em assembleia
Força 27 OUT 2026

Metalúrgicos celebram reeleição de Lula em assembleia

Sindnapi celebra protagonismo e direitos da pessoa idosa em SP
Força 27 OUT 2026

Sindnapi celebra protagonismo e direitos da pessoa idosa em SP

Fessp-Esp repudia decisão do STF sobre policiais penais
Força 27 OUT 2026

Fessp-Esp repudia decisão do STF sobre policiais penais

Sinthoresp alerta associados sobre golpe de falsos advogados
Força 27 OUT 2026

Sinthoresp alerta associados sobre golpe de falsos advogados

Sinpospetro RJ reforça luta pelos direitos das mulheres
Força 27 OUT 2026

Sinpospetro RJ reforça luta pelos direitos das mulheres

Festa das Crianças do STIAM reúne mais de 650 pessoas
Força 27 OUT 2026

Festa das Crianças do STIAM reúne mais de 650 pessoas

Reunião mundial no Japão debate futuro do setor farmacêutico
Força 27 OUT 2026

Reunião mundial no Japão debate futuro do setor farmacêutico

STIEESP amplia benefícios com duas novas parcerias
Força 27 OUT 2026

STIEESP amplia benefícios com duas novas parcerias

Metalúrgicos SP convocam assembleia decisiva para 6 de novembro
Força 27 OUT 2026

Metalúrgicos SP convocam assembleia decisiva para 6 de novembro

Feliz Aniversário, Presidente Lula!
Força 27 OUT 2026

Feliz Aniversário, Presidente Lula!

Médicos da Atenção Básica de Natal terão incentivo financeiro
Força 27 OUT 2026

Médicos da Atenção Básica de Natal terão incentivo financeiro

A esperança venceu! Agora é hora de avançar nas conquistas
Miguel Torres 26 OUT 2026

A esperança venceu! Agora é hora de avançar nas conquistas

Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres
Força 26 OUT 2026

Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres

A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro. Muito obrigado Presidente Lula!
Força 26 OUT 2026

A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro. Muito obrigado Presidente Lula!

Nota – Brasileiros não podem ser impedidos de exercer a cidadania
Força 26 OUT 2026

Nota – Brasileiros não podem ser impedidos de exercer a cidadania

Nota das centrais sindicais
Força 25 OUT 2026

Nota das centrais sindicais

Sincomerciários de São Carlos celebra conquista da escala 5×2
Força 23 OUT 2026

Sincomerciários de São Carlos celebra conquista da escala 5×2

Ganhos reais nos salários avançam e devem superar 2025
Imprensa 23 OUT 2026

Ganhos reais nos salários avançam e devem superar 2025

Força Sindical participa de ato em defesa da democracia em SP
Força 23 OUT 2026

Força Sindical participa de ato em defesa da democracia em SP

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora
Miguel Torres 22 OUT 2026

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS
Força 22 OUT 2026

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições
Força 22 OUT 2026

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas
Força 21 OUT 2026

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29
Força 21 OUT 2026

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos
Força 21 OUT 2026

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos

Aguarde! Carregando mais artigos...