Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Financiamento da Ação Sindical

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Artigos

Financiamento da Ação Sindical

Por: Ruth Coelho Monteiro
A grande imprensa, porta voz dos interesses da elite brasileira, vem repercutindo intensamente (repetida por bloguistas e influenciadores mal informados) o julgamento do Supremo Tribunal Federal – STF, de uma ação movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, que defende o pagamento da contribuição assistencial por todos os trabalhadores. Provoca, essa imprensa, confusão entre o antigo imposto sindical com a contribuição assistencial (ou negocial como vem sendo chamada), com o intuito de jogar a população contra as organizações sindicais.
 
A contribuição que está sendo discutida é a assistencial e não a contribuição sindical – nova denominação do antigo imposto sindical (criado por Getúlio Vargas para organizar o movimento sindical oficial e acabar com os sindicatos anarquistas e comunistas, que existiam à época).
 
O que a grande imprensa direitista pretende é enfraquecer os sindicatos e com isso a luta política classista, confundindo uma contribuição com a outra. Nem o movimento sindical quer mais o imposto sindical, que era um dia de salário, descontado de todos os trabalhadores no mês de março, que era dividido automaticamente sendo: 60% para o sindicato de base, 15% para a federação do setor, 5% para a confederação do ramo e 20% para o Ministério do Trabalho, que depois do primeiro governo de Lula foram divididos 10% para as centrais sindicais e os outros 10% para o MTE. Esse imposto realmente provocou, em muitos casos, a acomodação de dirigentes e o distanciamento dos trabalhadores da base, com eventual e pontual má utilização dessas verbas por sindicalistas descompromissados com os trabalhadores.
 
Lembrando aqui, em parênteses, que os dirigentes sindicais combativos e comprometidos com a luta dos trabalhadores até abril de 1964, tiveram seus mandatos cassados e foram afastados da direção das suas entidades sindicais pelo golpe civil-militar de 1964, sendo substituídos por interventores, alinhados com o Governo. Essa situação perdurou por quase 20 anos e até estendeu-se em algumas organizações.
 
É preciso esclarecer amplamente os trabalhadores e a sociedade de hoje, que a contribuição assistencial está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT e seu valor é decidido em assembleia, por ocasião da aprovação da negociação de convenção coletiva de trabalho, ou do acordo coletivo de trabalho. Assim como os reajustes salariais, pisos profissionais, condições de trabalho e demais benefícios sociais, de saúde e segurança e assistenciais abrangem 100% dos trabalhadores daquela determinada categoria (independentemente de serem associados ou não ao sindicato), a contribuição assistencial sempre teve essa abrangência universal na forma de cotização, com a finalidade de dar condições aos sindicatos para disponibilizarem serviços, como assistência jurídica, homologação das rescisões de contrato de trabalho, previstos na CLT e obrigatórios até pouco tempo, a qualquer trabalhador, independente de ser filiado.
 
Por atuação de empresários, ávidos em aumentar seus lucros através da precarização dos direitos laborais, começaram a surgir reclamações do desconto dessa contribuição (especialmente pelo pessoal administrativo), junto ao Ministério Público do Trabalho (que passou a exigir termos de ajuste de conduta dos sindicatos) e em ações judiciais, o que levou os juízes ao entendimento majoritário (que consolidou-se em Enunciados do TST e Súmulas do STF) de que os trabalhadores tinham direito a manifestar individualmente oposição ao desconto dessa contribuição e que essa possibilidade deveria constar na cláusula da contribuição assistencial, sob pena de invalidação da mesma.
 
A partir dessas decisões, impulsionadas por advogados patronais, esse direito a não pagar a contribuição assistencial foi amplamente divulgado e incentivado por algumas empresas (numa flagrante conduta antissindical e sem o mesmo tratamento para os outros direitos contidos nos instrumentos coletivos de trabalho), e uma grande parte dos trabalhadores passou a entregar carta de oposição ao desconto nos sindicatos, muitas vezes transportados em massa em veículos das empresas, durante expediente de trabalho.
 
Não é preciso esforço para imaginar o quanto isso diminuiu a capacidade de ação sindical e quão injusto ficou para os associados que, além dessa contribuição ainda pagam a mensalidade sindical, receber os mesmos benefícios da convenção coletiva (que via de regra estão acima dos direitos garantidos na CLT), enquanto seus colegas de trabalho não precisavam contribuir com nada para o Sindicato e recebiam os mesmos direitos e tratamento.
 
Então, o que se está tentando corrigir com esse julgamento é um erro anterior que está inviabilizando a atuação sindical, tão necessária para manter o mínimo de equilíbrio entre as relações capital e trabalho. Se o Ministro Barroso mudou o seu entendimento, foi graças a uma reunião que teve com representantes das centrais sindicais, que elucidaram o assunto, tão distante de compreensão para quem não vive no mundo do trabalho. O resultado desse julgamento será estendido a todos os outros processos sobre o mesmo tema e firmará jurisprudência (repercussão geral).
 
Importante notar que a mesma imprensa jamais debruçou-se em investigar as formas de financiamento das entidades sindicais patronais que, além de não terem perdido a obrigatoriedade do desconto da contribuição sindical patronal ainda estipulam outras contribuições obrigatórias para as empresas, sejam suas associadas ou não. Também utilizam-se da verba compulsória paga pelas empresas sobre a folha de pagamento, destinada à formação profissional e que mantém o denominado Sistema “S” (SESC, SENAI, SENAC, SEBRAE, SESI, SENAR, etc…), para a manutenção das suas estruturas confederativas.
 
Devem ser enaltecidos não apenas o Ministro Barroso, mas os ministros Gilmar Mendes e Carmen Lúcia, que também reviram sua posição anterior para entender a importância da contribuição assistencial para manter as entidades sindicais funcionando e prestando serviços, não apenas aos trabalhadores da sua categoria, mas também à coletividade e que, para isso, é necessário o financiamento por todos os trabalhadores beneficiados por aquele sindicato, sejam eles sócios ou não (o que é um direito a ser por eles livremente exercido). O direito de oposição ao pagamento deve permanecer, não de forma individual, pressionada pelo patrão ou por suas necessidades, mas de forma coletiva, como sempre foi, em assembleia da negociação coletiva, onde todos os trabalhadores, sócios e não sócios, tem a oportunidade de expressar livremente a sua opinião e votar de acordo com ela.
 
Os sindicatos são instrumentos de organização dos interesses dos trabalhadores e numa democracia, a opinião e o voto da maioria deve prevalecer e ser respeitado por todos, mesmo aqueles que perderam, ou não vivemos uma real democracia.
 
Ruth Coelho Monteiro, Secretária de Cidadania e Direitos Humanos da Força Sindical
Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

A fortaleza do sindicato
Eusébio Pinto Neto

A fortaleza do sindicato

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Trabalhadores da Aratell rejeitam novamente proposta de PLR
Força 23 JUL 2026

Trabalhadores da Aratell rejeitam novamente proposta de PLR

FEQUIMFAR inicia organização do 11º Congresso
Força 23 JUL 2026

FEQUIMFAR inicia organização do 11º Congresso

Sindbrinq realiza assembleia na Puff Toys em Laranjal Paulista
Força 22 JUL 2026

Sindbrinq realiza assembleia na Puff Toys em Laranjal Paulista

Químicos da Força debate desenvolvimento regional em Cubatão
Força 22 JUL 2026

Químicos da Força debate desenvolvimento regional em Cubatão

Centrais intensificam mobilização pela aprovação da PEC no Senado
Força 22 JUL 2026

Centrais intensificam mobilização pela aprovação da PEC no Senado

Sindicato entrega Cesta Cegonha e apoia famílias eletricitárias
Força 22 JUL 2026

Sindicato entrega Cesta Cegonha e apoia famílias eletricitárias

Varal Solidário entrega agasalhos a famílias em Guarulhos, dia 7
Força 22 JUL 2026

Varal Solidário entrega agasalhos a famílias em Guarulhos, dia 7

Portaria reforça negociação coletiva no comércio
Força 22 JUL 2026

Portaria reforça negociação coletiva no comércio

Nota – Diálogo e democracia sim, imposição arbitrária não!
Força 21 JUL 2026

Nota – Diálogo e democracia sim, imposição arbitrária não!

Metalúrgicos SP ampliam mobilização e conquistam avanços
Força 21 JUL 2026

Metalúrgicos SP ampliam mobilização e conquistam avanços

A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump; por Clemente Ganz Lúcio
Artigos 21 JUL 2026

A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump; por Clemente Ganz Lúcio

Curso da FEQUIMFAR fortalece novas lideranças sindicais
Força 21 JUL 2026

Curso da FEQUIMFAR fortalece novas lideranças sindicais

Sindnapi rejeita nova reforma que retira direitos
Força 21 JUL 2026

Sindnapi rejeita nova reforma que retira direitos

EPIs salvam vidas e reforçam segurança dos eletricitários
Força 21 JUL 2026

EPIs salvam vidas e reforçam segurança dos eletricitários

FEQUIMFAR celebra o Dia do trabalhador da Indústria Química
Força 21 JUL 2026

FEQUIMFAR celebra o Dia do trabalhador da Indústria Química

Sintepav-BA, 34 anos: mobilização, conquistas e defesa dos trabalhadores
Força 21 JUL 2026

Sintepav-BA, 34 anos: mobilização, conquistas e defesa dos trabalhadores

Adriana Marcolino destaca impacto do salário mínimo na economia
Imprensa 21 JUL 2026

Adriana Marcolino destaca impacto do salário mínimo na economia

Metalúrgicos SP reforçam mobilização por jornada menor
Força 20 JUL 2026

Metalúrgicos SP reforçam mobilização por jornada menor

Sindicato amplia diálogo e mobiliza eletricitários nas bases
Força 20 JUL 2026

Sindicato amplia diálogo e mobiliza eletricitários nas bases

Sintracon-SP conquista reajuste de 5,15% para categoria
Força 20 JUL 2026

Sintracon-SP conquista reajuste de 5,15% para categoria

Sinthoresp garante aumento real, direitos e benefícios
Força 20 JUL 2026

Sinthoresp garante aumento real, direitos e benefícios

Centrais sindicais do RS protestam em frente à Fiergs pelo fim da escala 6×1
Força 20 JUL 2026

Centrais sindicais do RS protestam em frente à Fiergs pelo fim da escala 6×1

Fórum Sindical dos BRICS aprova declaração unânime
Força 17 JUL 2026

Fórum Sindical dos BRICS aprova declaração unânime

Festival celebra o Dia da Rebeldia Cubana em São Paulo
Força 17 JUL 2026

Festival celebra o Dia da Rebeldia Cubana em São Paulo

Sintracon-SP promove palestra sobre segurança pública
Força 17 JUL 2026

Sintracon-SP promove palestra sobre segurança pública

Sinpospetro RJ amplia mobilização por ganho real
Força 17 JUL 2026

Sinpospetro RJ amplia mobilização por ganho real

Metalúrgicos SP intensificam mobilização por direitos e PLR
Força 17 JUL 2026

Metalúrgicos SP intensificam mobilização por direitos e PLR

Sintrabor destaca fortalecimento da organização sindical após atividade da IndustriALL
Força 17 JUL 2026

Sintrabor destaca fortalecimento da organização sindical após atividade da IndustriALL

Novo tarifaço dos EUA ameaça empregos, a indústria nacional e a soberania brasileira
Força 16 JUL 2026

Novo tarifaço dos EUA ameaça empregos, a indústria nacional e a soberania brasileira

Projetos fortalecem reconhecimento dos frentistas no Congresso
Força 16 JUL 2026

Projetos fortalecem reconhecimento dos frentistas no Congresso

Aguarde! Carregando mais artigos...