Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Perda de direitos sociais reduz arrecadação e ameaça a sobrevivência da Previdência

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Artigos

Perda de direitos sociais reduz arrecadação e ameaça a sobrevivência da Previdência

Por: Vandeir Messias

A visão de quem enxerga o custo da mão de obra como um obstáculo ao crescimento econômico está por trás da imposição da idade mínima para a aposentadoria.

Depois de aprovar a terceirização irrestrita, que torna ainda mais precárias as relações de trabalho no Brasil, o governo flexibilizou as negociações coletivas e permitiu o exercício de jornadas diárias de até 14 horas, sem pagamento de horas extras.

Com salários um terço menores do que os pagos para os efetivos, os terceirizados ainda enfrentam jornadas maiores, e ficam mais vulneráveis a acidentes de trabalho, a calotes dos empregadores e a condições degradantes de trabalho. Esse é o motivo da liberação da subcontratação de mão de obra para todas as atividades de uma empresa.

A perda de proteção ao trabalho é o primeiro passo para o comprometimento da arrecadação previdenciária, a partir da reforma do setor, justificada por um déficit que não existe e o discutível critério de envelhecimento da população. O projeto de reforma da Previdência desmotiva os jovens a contribuir e ignora a condição do trabalhador rural, que não tem condições de pagar todo mês o carnê da Previdência, por falta de renda contínua.

A propaganda negativa sobre a situação da previdência pública induz as camadas de renda mais alta a buscar aposentadorias privadas, fato comprovado no crescimento de 20% na captação líquida dos fundos de previdência privada, em 2016, segundo a Fenaprevi, que congrega empresas do setor.

Mesmo que o governo diga que os terceirizados continuarão com os direitos preservados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a massa salarial será rebaixada, com reflexo na queda das contribuições previdenciárias.

A RAIZ DO MAL

Também conviveremos com a demissão de grande contingente de trabalhadores, que darão lugar à recontratados por empresas terceirizadas, recebendo salários e benefícios reduzidos. A reforma da Previdência Social ainda vai incentivar assalariados à condição de microempreendedores individuais, que recolherão alíquotas menores de contribuição, majoritariamente pelo valor mínimo.

Apenas o assalariado com carteira assinada costuma contribuir para a Previdência. A terceirização vai quebrar essa lógica.

Dificilmente o terceirizado vai conseguir se aposentar nos termos apresentados  na proposta do governo, pois só terá direito a algum benefício se contribuir por 25 anos. Considerando os diversos períodos de desemprego, o período de contribuição será, de fato, de 35 a 40 anos de serviço, dentro e fora do sistema formal.

Também não vale alegar que a expectativa de vida do brasileiro (de 75 anos) está muito abaixo dos 81,2 anos, em média, dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nem vale apontar a mortalidade infantil e a morte de jovens devido a violência.

Os países da OCDE, que são desenvolvidos, aplicam o conceito da idade de referência, como na Itália, onde a idade de referência para a aposentadoria dos homens é de 66 anos e, para as mulheres, é de 62 anos. Não significa que os italianos não possam receber benefícios previdenciários antes disso, desde que tenham contribuído por 15 anos e estejam dispostos a receber um valor menor.

Com idade de referência superior a 65 anos, Portugal, Suécia e Estados Unidos permitem a aposentadoria a partir dos 57, 61 e 62 anos de idade, respectivamente. Na verdade, O Brasil está prestes a criar regras mais rígidas do que as de nações com expectativa e qualidade de vida superiores. No Brasil, 20,5% da população trabalha por conta própria e 4,6% atuam na economia familiar, com índices maiores que os de nações desenvolvidas. Junto à elevada informalidade do mercado de trabalho, apenas 31,4% da população brasileira economicamente ativa (15 a 64 anos) contribui para a Previdência Social. Nos países desenvolvidos, o porcentual é quase o dobro.

Caminhando em sentido contrário, aprovamos a terceirização sem limites, que  pode implicar multiplicar o número de microempreendedores e de empregos provisórios. A reforma trabalhista ampliou o período do trabalho temporário de três meses para seis meses.

OS MAUS EXEMPLOS SEGUIDOS PELO BRASIL

Estamos próximos de seguir o mau exemplo do Chile, que, em 1981, decidiu privatizar a previdência. Foi adotado um sistema de capitalização individual, no qual os trabalhadores recebem com base no que contribuíram ao longo da vida. Os fundos são gerenciados por empresas privadas, que usam os recursos para fazer aplicações financeiras. Atualmente, 91% da população chilena recebe uma aposentadoria inferior a 760 reais, segundo recente reportagem do jornal El País. Antes que a população percebesse, já havia caído em uma armadilha e o modelo privatista já estava aprovado.

Também o México sofre os efeitos danosos da opção feita em 1997. Com um elevado grau de informalidade no mercado de trabalho, a maioria da população economicamente ativa não contribui para o sistema, que oferece um benefício médio de 4 mil pesos mexicanos (cerca de 640 reais) aos trabalhadores do setor privado. A 23% dos cidadãos com mais de 65 anos estão cobertos.
O restante depende da caridade ou de programas sociais de alcance limitado.

Resumindo, o trabalho precário compromete a arrecadação previdenciária, o contrário do que prega o Governo Temer para reformar o setor. A dificuldade para se aposentar será tão grande, que a aposentaria será quase impossível.

VANDEIR MESSIAS é presidente da Força Minas e do Sindicato dos Químicos, Plásticos e Farmacêuticos de Belo Horizonte e Região (SindLuta)

 

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo
Eusébio Pinto Neto

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Diretores e dirigentes sindicais
João Guilherme Vargas Netto

Diretores e dirigentes sindicais

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Mulheres por igualdade, democracia e trabalho decente
Maria Auxiliadora

Mulheres por igualdade, democracia e trabalho decente

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!
Cláudio Magrão

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!

PL da Devastação é carta branca para o desmatamento sem limites
Márcio Ferreira

PL da Devastação é carta branca para o desmatamento sem limites

Centrais convocam ato contra juros altos na Avenida Paulista
Força 22 JAN 2026

Centrais convocam ato contra juros altos na Avenida Paulista

A importância do Salário Mínimo
Palavra do Presidente 16 JAN 2026

A importância do Salário Mínimo

Boletim Repórter Sindical
Publicações 15 JAN 2026

Boletim Repórter Sindical

Artigos 15 JAN 2026

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Sintepav-BA realiza lançamento da Campanha Salarial 2026 em Salvador
Trabalho e Emprego 13 JAN 2026

Sintepav-BA realiza lançamento da Campanha Salarial 2026 em Salvador

Frentistas SP debatem pauta, aumento real  e benefícios sociais
Força 9 JAN 2026

Frentistas SP debatem pauta, aumento real  e benefícios sociais

As lições do 8 de Janeiro
Palavra do Presidente 8 JAN 2026

As lições do 8 de Janeiro

Manifestações em Brasília: 8/1 em defesa da democracia
Força 7 JAN 2026

Manifestações em Brasília: 8/1 em defesa da democracia

Projeto regulamenta trabalhadores de refeições coletivas
Força 7 JAN 2026

Projeto regulamenta trabalhadores de refeições coletivas

FEPOSPETRO aprova contas e orçamento em reunião estadual
Força 7 JAN 2026

FEPOSPETRO aprova contas e orçamento em reunião estadual

Contra o golpismo e a ingerência: em defesa da soberania da Venezuela
Força 3 JAN 2026

Contra o golpismo e a ingerência: em defesa da soberania da Venezuela

Abono salarial: veja seu direito no app Carteira de Trabalho Digital
Força 19 DEZ 2025

Abono salarial: veja seu direito no app Carteira de Trabalho Digital

Carta alerta riscos ao FAT e cobra medidas urgentes
Força 18 DEZ 2025

Carta alerta riscos ao FAT e cobra medidas urgentes

Todo apoio a Padre Júlio Lancellotti
Força 18 DEZ 2025

Todo apoio a Padre Júlio Lancellotti

Instituto Meu Futuro encerra ano com festa e certificados
Força 17 DEZ 2025

Instituto Meu Futuro encerra ano com festa e certificados

Guarulhos: Seminário metalúrgico avalia 2025 e planeja 2026
Força 17 DEZ 2025

Guarulhos: Seminário metalúrgico avalia 2025 e planeja 2026

Metalúrgicos da Deca aprovam Convenção Coletiva 2025
Força 17 DEZ 2025

Metalúrgicos da Deca aprovam Convenção Coletiva 2025

Sindicalistas criticam GT de aplicativos composto por Boulos
Imprensa 17 DEZ 2025

Sindicalistas criticam GT de aplicativos composto por Boulos

Confira o calendário de 2026 para pagamento do abono salarial
Imprensa 17 DEZ 2025

Confira o calendário de 2026 para pagamento do abono salarial

Sinpospetro-RJ celebra 40 anos do Cesteh em debate na Fiocruz
Força 16 DEZ 2025

Sinpospetro-RJ celebra 40 anos do Cesteh em debate na Fiocruz

Federação dos Químicos de Goiás filia-se à CNTQ
Força 16 DEZ 2025

Federação dos Químicos de Goiás filia-se à CNTQ

Brasil e Argentina fortalecem unidade no setor pneumático
Força 16 DEZ 2025

Brasil e Argentina fortalecem unidade no setor pneumático

Mobilização em Porto Alegre defende fim da escala 6×1
Força 15 DEZ 2025

Mobilização em Porto Alegre defende fim da escala 6×1

GM Mogi das Cruzes é acusada de coagir e intimidar trabalhadores
Força 15 DEZ 2025

GM Mogi das Cruzes é acusada de coagir e intimidar trabalhadores

Cofen inaugura espaço e celebra avanço pela unificação da Enfermagem
Força 15 DEZ 2025

Cofen inaugura espaço e celebra avanço pela unificação da Enfermagem

Colônias de Férias do Sindnapi reúnem idosos do programa Turismo 60+
Força 15 DEZ 2025

Colônias de Férias do Sindnapi reúnem idosos do programa Turismo 60+

Redução da jornada e fim da escala 6×1 no debate sindical
Imprensa 15 DEZ 2025

Redução da jornada e fim da escala 6×1 no debate sindical

Todo apoio à greve dos petroleiros!
Força 15 DEZ 2025

Todo apoio à greve dos petroleiros!

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
Artigos 15 DEZ 2025

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Força Sindical participa do lançamento do Brasil que Cuida
Força 15 DEZ 2025

Força Sindical participa do lançamento do Brasil que Cuida

Aguarde! Carregando mais artigos...