Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Direitos Humanos e Cidadania

Em São Paulo, 674 mil vivem em áreas de risco; no Brasil, total chega a 8,2 mi

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Direitos Humanos e Cidadania

Em São Paulo, 674 mil vivem em áreas de risco; no Brasil, total chega a 8,2 mi

Metade dos brasileiros que moram em locais com deslizamentos de terra, inundações e enxurradas frequentes está na Região Sudeste, segundo estudo inédito do IBGE. Para especialista, se nada for feito, situação ficará pior com aquecimento global
area de riscoCrédito: Divulgação

Nas fortes chuvas do fim de março, a família da faxineira Carla Renata Lopes do Nascimento, de 30 anos, nem teve tempo de pensar. Ao ver a água subindo debaixo da casa e o chão cedendo na cozinha, ela pegou os filhos e correu. A pontezinha sobre o córrego ao lado do barraco já sumia, e a família conseguiu escapar por um buraco aberto na parede de um vizinho. Moradora da favela do Camarazal, no Rio Pequeno, na zona oeste de São Paulo, Carla Renata é um dos cerca de 674 mil moradores da capital que vivem em áreas de risco, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo coloca São Paulo como o segundo município com mais habitantes vivendo em regiões em que são frequentes deslizamentos de terra, inundações e enxurradas, atrás apenas de Salvador (mais informações nesta pág.). Procurada, a Prefeitura informou que há na cidade 407 áreas de risco, segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de 2010, e que trabalha para atualizar o número de pessoas que moram nesses locais. No País, um total de 8,2 milhões de brasileiros vivem em áreas consideradas de risco para desastres naturais. Os números integram pesquisa inédita do IBGE divulgada nesta quinta-feira, 28, em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Para fazer o levantamento, os dois órgãos cruzaram informações demográficas do último Censo disponível, de 2010, com dados do Cemaden referentes aos 872 municípios com histórico de desastres. O objetivo é prevenir ou mitigar tragédias naturais, identificando e detalhando as regiões de maior risco e suas vulnerabilidades.

A Região Sudeste, que teve 308 municípios analisados, apresentou o maior contingente populacional residindo em áreas de risco: um total de 4,2 milhões de moradores, praticamente a metade do número de pessoas em risco em todo o País.

O fato de as capitais e as áreas mais ricas do Brasil estarem listadas como regiões de maior risco de desastres naturais não é contraditório, de acordo com Cláudio Stenner, da Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais do IBGE. “Isso tem a ver, em primeiro lugar, com o próprio padrão de ocupação do País, pela costa. Salvador, por exemplo, é a cidade mais antiga do Brasil.” Já São Paulo e Minas têm muitas construções em encostas, mais sujeitas a deslizamentos, e em vales, onde é maior o risco de cheia.

Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Paula Freire Santoro destaca a importância de diversificar as políticas de habitação para atacar melhor o problema da falta de moradia, que leva as pessoas a ocuparem áreas de risco. “A situação pode ser contornada como aproveitamento de edifícios habitacionais em área central, urbanização de favelas e regulação do preço do aluguel – se reduzir o preço, menos unidades precisarão ser construídas.”

A professora explica que é preciso analisar os diferentes graus de risco a que essas pessoas estão expostas para encaminhar as soluções. “Há riscos mitigáveis, que dá para consertar sem retirá-las. Em outros casos, há risco imediato à vida ou o custo para uma obra seria inviável.”

Se nada for feito, o problema tende a piorar no futuro, sobretudo na Região Sudeste, por causa do aquecimento global. O alerta é do economista e ecologista Sérgio Besserman Vianna. “No Sudeste, vai chover mais e mais forte e o nível do mar vai subir”, diz.

Em Salvador, 45% moram em locais sob ameaça

Salvador é a capital com a pior situação de moradia em áreas de desastres naturais. Segundo o levantamento do IBGE, 1,2 milhão de pessoas – 45% da população – vivem nesses locais.

A aposentada baiana Marli Leão de Jesus, de 67 anos, teme desmoronamentos a cada período de chuvas em Salvador, entre abril e agosto. Moradora há 20 anos de um barranco na Avenida Centenário, no centro, ela conta que há três anos acordou sob o impacto de um deslizamento ocorrido no quintal de uma residência vizinha que, por pouco, não atingiu a sua pequena casa, de quarto e sala. “Botei a mão na cabeça e chamei por Jesus. Não tinha muito o que fazer. Mas, graças a Deus, não fui atingida.”

No local por onde a terra correu, próximo à casa de dona Marli, a encosta está coberta por uma manta plástica, recurso usado pela prefeitura para impedir que o solo fique encharcado.

Salvador é uma cidade de topografia irregular e ocupação desordenada. Possui cerca de 600 áreas de risco, de acordo com registro da Defesa Civil. Em abril, algumas dessas localidades – as comunidades de Bom Juá, Vila Picasso, Calabetão, Coronel Pedro Ferrão, Mamede e Baixa de Santa Rita –, passaram a contar com sirenes de alerta, que avisam a população em caso de risco de deslizamento.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Últimas de Direitos Humanos e Cidadania

Todas de Direitos Humanos e Cidadania
Sincomerciários de São Carlos celebra conquista da escala 5×2
Força 23 OUT 2026

Sincomerciários de São Carlos celebra conquista da escala 5×2

Ganhos reais nos salários avançam e devem superar 2025
Imprensa 23 OUT 2026

Ganhos reais nos salários avançam e devem superar 2025

Força Sindical participa de ato em defesa da democracia em SP
Força 23 OUT 2026

Força Sindical participa de ato em defesa da democracia em SP

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora
Miguel Torres 22 OUT 2026

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS
Força 22 OUT 2026

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições
Força 22 OUT 2026

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas
Força 21 OUT 2026

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29
Força 21 OUT 2026

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos
Força 21 OUT 2026

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos

Entidades sindicais divulgam nota conjunta em defesa dos direitos
Força 21 OUT 2026

Entidades sindicais divulgam nota conjunta em defesa dos direitos

Seminário da IndustriALL debate democracia e direitos
Força 21 OUT 2026

Seminário da IndustriALL debate democracia e direitos

Sinmed-RN celebra Dia do Médico e reforça defesa da categoria
Força 21 OUT 2026

Sinmed-RN celebra Dia do Médico e reforça defesa da categoria

Sintepav Bahia convoca ato em defesa dos empregos em Salvador
Imprensa 20 OUT 2026

Sintepav Bahia convoca ato em defesa dos empregos em Salvador

Nova diretoria dos Químicos de São João da Boa Vista toma posse
Força 20 OUT 2026

Nova diretoria dos Químicos de São João da Boa Vista toma posse

Sindicato dos Eletricitários amplia apoio social aos associados
Força 20 OUT 2026

Sindicato dos Eletricitários amplia apoio social aos associados

OIT: Desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste
Imprensa 20 OUT 2026

OIT: Desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste

Sinmed-RN e OIT debatem valorização do trabalho médico
Força 20 OUT 2026

Sinmed-RN e OIT debatem valorização do trabalho médico

FETIASP rejeita proposta patronal na negociação do setor de óleo
Força 19 OUT 2026

FETIASP rejeita proposta patronal na negociação do setor de óleo

Sindicalistas destacam conquista do fim da escala 6×1
Força 19 OUT 2026

Sindicalistas destacam conquista do fim da escala 6×1

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório
Força 16 OUT 2026

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos
Força 16 OUT 2026

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio
Força 16 OUT 2026

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico
Força 16 OUT 2026

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas
Força 16 OUT 2026

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1
Força 16 OUT 2026

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana
Força 15 OUT 2026

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel
Força 15 OUT 2026

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA
Força 15 OUT 2026

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos
Força 15 OUT 2026

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil
Força 15 OUT 2026

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil

Aguarde! Carregando mais artigos...