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1º de Maio reúne metalúrgicos por democracia e direitos
sexta-feira, 1 de maio de 2026
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Metalúrgicos de São Paulo e Mogi celebram 1º de Maio com debates sobre democracia, desenvolvimento e direitos, além de sorteios e participação de lideranças

FOTOS: JAÉLCIO SANTANA
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes celebraram o 1º de Maio de 2026 no Palácio do Trabalhador, na Liberdade, em São Paulo.
O encontro promoveu reflexão sobre a história do Dia do Trabalhador, destacando conquistas recentes e desafios para avançar na democracia, soberania nacional e direitos sociais.
Pelo Sindicato, falaram Miguel Torres, Arakém, Juruna, Carlão, Teco e Ester Borges, que ressaltaram a importância da unidade, mobilização permanente e defesa intransigente dos direitos trabalhistas.

Miguel Torres durante discurso no 1º de Maio, defende unidade sindical, pauta da classe trabalhadora e mobilização por direitos e desenvolvimento
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, ressaltou que o atual momento exige diálogo direto com os trabalhadores em cada setor e fábrica.
“Retomamos atos mais próximos da base, de forma descentralizada e definimos que cada sindicato leve a pauta aprovada na CONCLAT, em 15 de abril, já entregue ao presidente da República, ao Congresso e ao Supremo, como um programa de interesse da classe trabalhadora para os próximos anos”, afirmou o sindicalista.
Ele lembro que em 2022, o movimento sindical apresentou propostas que avançaram entres as quais, a valorização do salário mínimo, a igualdade salarial, ampliação de direitos sociais e medidas como a correção do Imposto de Renda.
“Agora, reforçamos a necessidade de mobilização e unidade. Precisamos acompanhar, pressionar e garantir que essas conquistas avancem ainda mais, porque os desafios seguem grandes para trabalhadores e trabalhadoras no Brasil”, alertou.

Sindicato forte garante direitos e amplia a voz dos trabalhadores
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna) reforçou que o sindicato sempre foi e sempre será um instrumento fundamental de organização dos trabalhadores e trabalhadoras. No entanto, a luta não se limita às questões salariais ou do cotidiano.
“Hoje, a luta também passa por outro patamar: a disputa política, a representação no Congresso Nacional e a influência nas decisões que impactam diretamente a vida da classe trabalhadora”, defendeu Juruna que também é vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos SP.
Ele alertou ainda que é essencial fortalecer os sindicatos em todo o país para garantir condições reais de enfrentamento.
“Demonstramos essa força recentemente, no dia 15 de abril, em Brasília, com a mobilização das centrais sindicais”, lembrou.

O trabalhador precisa de tempo para viver, descansar e estar com a família
Também participaram lideranças políticas e sindicais, como Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva, Kiko Celeguim, Jefferson Caproni e Clemente Ganz Lúcio, fortalecendo o debate plural.
Durante o ato, Simone Tebet destacou o papel central da classe trabalhadora no desenvolvimento do país. “São os trabalhadores e trabalhadoras que produzem a riqueza e fazem a economia girar”, afirmou.
Além disso, Tebet enfatizou os resultados sociais recentes do governo Lula, do qual era ministra. “Em pouco tempo, tiramos o Brasil do mapa da fome. Milhões deixaram de dormir com fome, e isso precisa ser reconhecido”, declarou. Na mesma linha, ela relacionou o crescimento econômico à renda.
“A valorização do salário mínimo aumenta a renda, movimenta a economia e impulsiona o desenvolvimento”, acrescentou.
A ex-ministra também abordou mudanças tributárias. “Hoje, quem ganha menos não paga imposto de renda, e a classe média teve redução. Isso melhora a vida real das pessoas”, afirmou.
Ao tratar dos direitos, Tebet destacou avanços na igualdade de gênero. “Garantir salário igual para homens e mulheres na mesma função foi um passo importante, fruto da união e da luta coletiva”, pontuou.
A ex-ministra defendeu mudanças na jornada. “Não é possível o trabalhador continuar na escala 6×1. Precisamos superar esse modelo. O trabalhador precisa de tempo para viver, descansar e estar com a família”, afirmou.

O Brasil voltou a crescer e a reduzir a desigualdade com políticas públicas consistentes
Já o ex-ministro Fernando Haddad tentou recordar algum avanço concreto para celebrar no 1º de Maio durante os quatro anos do governo anterior, mas, de acordo com ele, não encontrou. Disse ainda que ao contrário, houve prejuízos expressivos para aposentados, por exemplo.
“O salário mínimo ficou congelado em termos reais durante todo o período, sem qualquer ganho acima da inflação, o que comprometeu diretamente o poder de compra” lembrou.
Haddad ressaltou ainda que também houve congelamento dos investimentos em saúde e educação por quatro anos, justamente em um contexto de crise sanitária global que exigia mais recursos, não menos.”
“Milhões de procedimentos ficaram represados na pandemia, e o país herdou uma fila enorme de atendimentos, o que agravou o sofrimento de milhões de brasileiros.”
Ele ressaltou que retirar recursos da saúde, da educação e da renda da população, em meio à alta dos alimentos, aprofundou a desigualdade e levou milhões à insegurança alimentar.
“O Brasil chegou a 33 milhões de pessoas em situação de fome porque a renda não acompanhava o aumento dos preços dos alimentos.”
Após apontar todos esses retroessos, ele destacou que hoje, o cenário é oposto e que o Brasil voltou a crescer, saiu novamente do mapa da fome e retomou políticas públicas essenciais.
“Retomamos desde o primeiro dia a política de valorização do salário mínimo, com ganhos reais acima da inflação, garantindo participação dos trabalhadores no crescimento econômico0. Podemos celebrar muitos avanços ao longo dos últimos três anos e meio”, celebrou.

Em tempos de polarização, o caminho é o diálogo, a união e o compromisso com os trabalhadores
Marina Silva alertou que a sociedade não pode cair na armadilha da divisão e do confronto permanente e, ao invés disso, é necessário construir soluções para o Brasil. “É preciso fazer o debate com serenidade, responsabilidade e compromisso com o povo”, disse Marina.
“Não aceitaremos retrocessos: defender a democracia e os direitos dos trabalhadores é uma tarefa permanente e inegociável”, completou.
Ele ressaltou que o presidente Lula assumiu um compromisso de vida com aqueles que mais precisam. “Isso precisa continuar orientando nossas ações em defesa da democracia e dos direitos.”

A CLT garante o mínimo de dignidade na relação entre capital e trabalho
Kiko Celeguim, deputado federal pelo PT-SP e atual presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em São Paulo criticou ataques a direitos históricos dos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil.
“Vivemos um momento difícil, em que setores tentam deslegitimar a CLT, como se ela fosse um entrave ao desenvolvimento, ignorando conquistas históricas.”
Ele destacou a importância histórica da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“Celebramos uma data que simboliza a luta histórica dos trabalhadores e trabalhadoras por mais direitos e por uma relação mais equilibrada no mercado.”
O parlamentar ressaltou que direitos como o 13º salário, a jornada de 44 horas e o FGTS resultam de décadas de mobilização sindical.
“O 13º salário, a jornada de 44 horas e o FGTS não surgiram por acaso. Eles são resultado da organização e da mobilização da classe trabalhadora.”

Cupons depositados na urna garantiram participação dos metalúrgicos nos sorteios do 1º de Maio
A direção do Sindicato realizou sorteios para os trabalhadores presentes, distribuindo prêmios em dinheiro, além de bicicletas e barris de chopp.
O ato reforçou o compromisso com o desenvolvimento nacional, a valorização do trabalho e a continuidade da luta por avanços sociais, sem retrocessos políticos.
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