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Força Sindical intensifica mobilização por jornada menor no Senado

quinta-feira, 11 de junho de 2026

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Força Sindical intensifica mobilização por jornada menor no Senado

Dirigentes da Central definem estratégias para aprovar a redução da jornada e o fim da escala 6×1 no Senado Federal

Força Sindical intensifica mobilização por jornada menor no Senado

A Força Sindical reuniu nesta quinta-feira (11) sua Direção Nacional, Executiva e presidentes das estaduais para definir estratégias voltadas à aprovação da PEC da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 no Senado Federal.

Realizada de forma híbrida, na sede da Central e por meio da plataforma Zoom, a reunião debateu ações para concentrar esforços na articulação política junto aos senadores e ampliar a mobilização nas bases sindicais em todo o país.

Para Miguel Torres, presidente da Força Sindical, a aprovação da proposta vai representar uma conquista histórica para os trabalhadores. Ele alertou ainda que a mobilização pela aprovação da redução da jornada e do fim da escala 6×1 exigirá forte articulação política nos estados.

“O setor empresarial está atuando forte contra as mudanças na legislação trabalhista que beneficiem os trabalhadores, inclusive fazendo campanhas públicas de apoio à PEC apresentada pelo senador Rogério Marinho”, alertou o dirigente sindical.

Mobilização permanente

Diante desse cenário, o sindicalista defendeu que o movimento sindical intensifique o diálogo com os senadores em cada estado para demonstrar os benefícios sociais e econômicos da redução da jornada e do fim da escala 6×1.

O sindicalistas ressaltou que o avanço da proposta dependerá do empenho das lideranças sindicais junto aos senadores, em parceria com as demais centrais sindicais e que o prazo para consolidar apoio à proposta é curto.

Também presente à reunião, o vice-presidente da Força Sindical e presidente da FEQUIMFAR, Sergio Luiz Leite, o Serginho, destacou que a mobilização em defesa da redução da jornada e do fim da escala 6×1 deve permanecer unificada em todo o país.

“A aprovação da PEC no Senado exigirá organização, diálogo e mobilização permanente. Precisamos fortalecer o trabalho junto aos senadores e ampliar o debate com a sociedade sobre os benefícios da redução da jornada para a geração de empregos, a saúde dos trabalhadores e a melhoria da qualidade de vida”, afirmou Serginho.

O dirigente ressaltou que a atuação conjunta das centrais sindicais será fundamental para consolidar apoio à proposta e garantir avanços na tramitação da matéria no Senado Federal.

Luta pela redução da jornada

Em seguida, o senador Paulo Paim relembrou a longa trajetória da luta pela redução da jornada e destacou décadas de mobilização sindical e negociação política.

O parlamentar recordou que o movimento sindical conquistou a jornada de 44 horas semanais na Constituinte, embora trabalhadores defendessem inicialmente a redução para 40 horas.

Segundo Paim, o movimento sindical manteve a luta ativa nas décadas seguintes, apresentando propostas e emendas para reduzir a jornada no Congresso.

Ele destacou ainda que uma dessas iniciativas avançou no Senado após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“A PEC aprovada pela Câmara dos Deputados, impulsionada pela mobilização popular e sindical, deve ser tratada como prioridade no Senado, independentemente da autoria ou da data de apresentação da proposta”, disse Paim.

Paim explicou que a CCJ do Senado analisará a matéria e designará um relator antes de encaminhá-la para votação em plenário. Na avaliação dele, o texto aprovado pela Câmara deve liderar o debate na Casa por já ter recebido o aval de uma das instâncias do Poder Legislativo.

O senador também criticou propostas alternativas que transferem a regulamentação da jornada exclusivamente para a negociação entre patrões e empregados.

Para ele, esse modelo enfraquece a legislação trabalhista e reduz o papel da negociação coletiva e das entidades sindicais na defesa dos trabalhadores.

Além disso, o parlamentar observou que alguns senadores que inicialmente apoiaram propostas consideradas prejudiciais aos trabalhadores passaram a rever suas posições, movimento que, segundo ele, pode favorecer a tramitação da PEC.

Paim defende o diálogo com senadores para aprovar redução da jornada e fim da escala 6×1

Diálogo é o caminho

Ao defender a ampliação da mobilização nos estados, Paim lembrou que cada unidade da Federação conta com apenas três senadores.

Para o parlamentar, o diálogo direto com os senadores é fundamental para demonstrar que os avanços tecnológicos, a automação e a inteligência artificial devem beneficiar trabalhadores.

Segundo Paim, essas transformações precisam resultar em jornadas mais humanas, mais tempo para convivência familiar e melhores condições de vida para a classe trabalhadora.

Tramitação no Senado

Já André Santos, analista político do DIAP, apresentou um panorama da tramitação da proposta no Senado e alertou para a importância da mobilização.

Ele destacou a necessidade de intensificar a pressão organizada sobre os parlamentares indecisos para ampliar o apoio à proposta durante a tramitação.

Ele criticou a PEC 12/2026, que prevê contratação por hora e ampliação da jornada para até 52 horas semanais.

Falsa liberdade de escolha

Segundo André, a proposta utiliza o argumento da liberdade de escolha, mas não apresenta todos os impactos previstos para os trabalhadores.

Ele alertou que o texto não assegura garantias equivalentes às previstas na CLT e pode ampliar a precarização das relações de trabalho.

Além disso, a medida pode permitir remuneração inferior ao salário mínimo mensal e reduzir contribuições previdenciárias e depósitos do FGTS.

“A PEC 12/2026 representa uma forma de precarização das relações de trabalho”, avaliou o analista do DIAP.

O representante do DIAP também alertou para a necessidade de ampliar o debate sobre o conteúdo da proposta e seus efeitos práticos. Segundo ele, o apoio de setores empresariais ao projeto exige atenção das entidades sindicais.

O analista lembrou que a proposta precisa do apoio de 49 dos 81 senadores para ser aprovada e avançar na tramitação legislativa.

Ele ressaltou que, apesar da expressiva votação obtida na Câmara, o cenário no Senado exigirá intensa articulação política e mobilização dos trabalhadores.

Por sua vez, João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, defendeu a ampliação das mobilizações nos locais de trabalho e nas ruas.

Segundo Juruna, a campanha nacional pela redução da jornada precisa combinar articulação parlamentar com ações permanentes de conscientização e participação dos trabalhadores.

Ele destacou que importantes conquistas trabalhistas resultaram não apenas da atuação no Congresso Nacional, mas também da mobilização popular em todo o país.

Juruna citou marchas, atos do 1º de Maio e manifestações regionais como exemplos de iniciativas que fortaleceram as reivindicações históricas da classe trabalhadora.

“A ação sindical precisa combinar a atuação parlamentar com o trabalho permanente nos locais de trabalho e nas comunidades”, disse Juruna.

Ele também defendeu o fortalecimento dessa estratégia de mobilização e ressaltou que a pressão sobre os parlamentares faz parte do processo democrático, independentemente de posicionamentos políticos.

Mobilização nos estados

Durante a reunião, os presidentes das estaduais da Força Sindical também apresentaram um panorama da situação política em seus respectivos estados.

Cada dirigente apresentou uma avaliação preliminar sobre o posicionamento dos senadores diante da PEC da redução da jornada e do fim da escala 6×1.

Os representantes estaduais identificaram parlamentares favoráveis, contrários e indecisos, além de mapear cenários para ampliar o apoio à proposta no Senado.

Os dirigentes também relataram iniciativas para ampliar o diálogo com os senadores e fortalecer a defesa da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados.

Entre as estratégias discutidas estão reuniões presenciais, mobilizações nas bases e participação de sindicatos e federações nas articulações regionais.

Esclarecer impactos positivos

As lideranças também defenderam ações de esclarecimento para destacar os impactos positivos da redução da jornada e do fim da escala 6×1.

Já Geraldino dos Santos Silva, secretário de Relações Sindicais, afirmou que a aprovação da proposta exigirá diálogo permanente e articulação sindical.

Segundo Geraldino, o movimento sindical precisará intensificar o contato com os senadores para construir apoio e garantir a aprovação da PEC.

Ele destacou que conquistas históricas dos trabalhadores, como as obtidas na Constituição de 1988, foram resultado da mobilização e da negociação política.

“A pressão popular já tem levado parlamentares antes resistentes a reconsiderarem suas posições, tornando fundamental o trabalho de convencimento nos estados para garantir mais essa conquista dos trabalhadores”, afirmou Geraldino.

Leia também: A verdadeira modernização é a redução da jornada e o fim da escala 6×1

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