O crescimento dos reajustes salariais acima da inflação deve continuar em 2026, superando os resultados registrados no ano passado, segundo levantamento divulgado pelo Dieese.
Além disso, os dados mostram estabilidade nas negociações coletivas, com resultados positivos para trabalhadores de diferentes categorias, fortalecendo o poder de compra dos salários brasileiros.
Segundo o boletim De Olho nas Negociações, do Dieese – Edição nº 73, os reajustes acima da inflação alcançaram 83,1% em julho, 90,1% em agosto e 84,7% em setembro.
O levantamento considera acordos e convenções coletivas registrados no Sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego, além dos aditamentos negociados entre as partes envolvidas.
Luís Ribeiro, técnico do Dieese e coordenador dos levantamentos, destaca a estabilidade econômica e demonstra otimismo quanto à continuidade dos resultados positivos nas próximas negociações salariais.
“Não vejo motivos pra esse quadro mudar nos próximos três meses. Até porque novembro, por exemplo, é a data-base dos metalúrgicos do Estado de São Paulo, categoria que geralmente fecha a campanha com ganho real”.
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Economia aquecida favorece reajustes
De acordo com Ribeiro, aproximadamente 85% das negociações salariais devem garantir aumentos reais em 2026, percentual que poderá superar os resultados registrados durante o ano anterior.
Além disso, o crescimento do Produto Interno Bruto, o aquecimento do mercado interno e o desempenho da construção civil contribuem para sustentar as perspectivas positivas atuais.
Exportações brasileiras apresentam crescimento
Enquanto isso, as exportações brasileiras cresceram 9,3% no terceiro trimestre de 2026, alcançando US$ 100,73 bilhões, conforme os indicadores econômicos apresentados na reportagem da Agência Sindical.
Em outubro, as vendas destinadas à União Europeia registraram crescimento de 34,5%, enquanto as exportações para a Índia avançaram 87,9%, reforçando o desempenho comercial brasileiro.
Bets e consumo interno
Por outro lado, uma entidade ligada ao setor supermercadista identificou crescimento nas vendas e relacionou esse movimento à proibição das apostas esportivas, conhecidas como bets.
Segundo essa avaliação, recursos anteriormente destinados às apostas estariam retornando ao consumo das famílias, embora a relação apresentada ainda dependa de comprovação por estudos econômicos.

Matéria publicada originalmente no site Rádio Peão Brasil
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