A manifestação reuniu milhares de trabalhadores nesta terça-feira, na Avenida Paulista, em São Paulo e integra o Dia Nacional de Mobilização pela Redução da Jornada de Trabalho e pelo fim da escala 6×1.
Além de São Paulo, milhares de pessoas organizaram manifestações em diversas cidades brasileiras.
O movimento ocorre enquanto a PEC nº 221, aprovada pela Câmara dos Deputados há mais de um mês, aguarda votação no Senado e enfrenta resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
De acordo com lideranças sindicais, empresários pressionam pelo adiamento da análise legislativa. Dessa forma, defendem que o Senado vote a proposta somente após as próximas eleições nacionais.
Durante o ato, manifestantes entoaram palavras de ordem. Entre elas: “Não é mole, não. A 6×1 só é boa para o patrão”, reforçando reivindicações históricas.
Representando a Força Sindical São Paulo e o Fórum das Centrais Sindicais, Adriano Lateri participou da manifestação ao lado de Josinaldo José de Barros, Cabeça.
Presidente dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Cabeça representou a Força Sindical Nacional. O ato reuniu ainda lideranças de outras centrais sindicais, movimentos sociais e trabalhadores.

Redução da jornada
Os sindicalistas reafirmaram que a redução gradual da jornada para quarenta horas semanais, sem redução salarial, fortalece empregos, amplia qualidade de vida e justiça social.
Além disso, os dirigentes destacaram que a proposta representa uma reivindicação histórica do movimento sindical e fortalece relações trabalhistas mais equilibradas entre empregados e empregadores brasileiros.

Adriano Lateri representou a Força Sindical SP e o Fórum das Centrais Sindicais
Adriano destaca que a mobilização na Avenida Paulista demonstra que a classe trabalhadora está unida e determinada a conquistar uma jornada mais humana.
“A redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6×1 são medidas que valorizam o trabalhador, geram empregos e impulsionam o desenvolvimento econômico com justiça social. Vamos manter a pressão até que o Senado transforme essa reivindicação em realidade”, afirmou o sindicalista.
Já Josinaldo Cabeça reforçou que a redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam uma luta por dignidade, saúde e qualidade de vida para a classe trabalhadora.
“O Senado precisa ouvir as ruas e aprovar uma proposta que gere mais empregos, fortaleça as famílias e garanta condições mais justas para quem produz a riqueza deste país”, defendeu o líder sindical.
O secretário de Comunicação da CTB, Douglas Melo, e o presidente da CTB-SP, Rene Vicente afirmaram que passou da hora de acabar com as jornadas exaustivas.
“Defendemos a redução da jornada, sem redução salarial, porque essa é uma luta por dignidade, saúde, qualidade de vida, tempo para a família e valorização do trabalho. Só a mobilização conquista direitos. Vamos fortalecer essa luta juntos”, afirmaram os sindicalistas.

Josinado Cabeça representou a direção Nacional da Força Sindical
Durante quase três horas, os manifestantes ocuparam as ruas da capital paulista em defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1.
A mobilização começou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), interditou uma das pistas da Avenida Paulista e seguiu em caminhada pela Rua Augusta, com faixas, cartazes e palavras de ordem.
O ato foi encerrado na Praça Franklin Roosevelt, reforçando a pressão sobre o Senado pela aprovação da PEC do fim da escala 6×1.
Mobilização em Brasília nesta quarta
Diversos representantes dos trabalhadores e de movimentos populares estão em Brasília para participar da reunião convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta quarta-feira (1º).
Durante o encontro, eles irão debater a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Entre os convidados estão a líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), os autores da PEC na Câmara dos Deputados e representantes das centrais sindicais.
“Chegou a hora de o Senado ouvir a voz das trabalhadoras e dos trabalhadores. Reduzir a jornada sem reduzir salários significa mais qualidade de vida, mais empregos e um Brasil mais justo. Vamos continuar mobilizados até que essa conquista se torne realidade”, destacou Miguel Torres, presidente da Força Sindical que vai participar do encontro desta quarta-feira.