
A Federação dos Metalúrgicos de São Paulo formalizou, nesta terça-feira (22), a entrega da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026 às bancadas patronais.
Além disso, a entidade realizou assembleia em sua sede, na capital paulista, reunindo representantes dos 54 sindicatos filiados à Federação, Força Sindical e CNTM.
A campanha unificada representa cerca de 700 mil metalúrgicos paulistas, com data-base em 1º de novembro, e abre oficialmente as negociações com os grupos patronais.
Entre as prioridades, os trabalhadores reivindicam reposição integral da inflação, aumento real dos salários, ampliação dos benefícios e manutenção das conquistas previstas nas convenções coletivas.
Principais reivindicações
- Reposição integral da inflação;
- Aumento real dos salários;
- Valorização dos benefícios;
- Manutenção e ampliação das conquistas coletivas;
- Redução da jornada sem redução salarial;
- Fim da escala 6×1;
- Saúde mental nos locais de trabalho;
- Fortalecimento das negociações coletivas.
Segundo dados apresentados durante a assembleia, o INPC entre novembro de 2025 e outubro de 2026 está estimado em 3,41%, índice considerado nas negociações salariais.
Entretanto, a categoria reivindica reajuste acima da inflação, buscando aumento real significativo e ampliação das conquistas econômicas e sociais durante as negociações com os empresários.
O presidente da Federação, Eliseu Silva Costa, destacou a importância da unidade dos sindicatos, da mobilização dos trabalhadores e do fortalecimento das equipes responsáveis pelas negociações.
Além das reivindicações econômicas, a Federação também apresentou material sobre as eleições gerais de outubro e defendeu a participação dos trabalhadores no processo eleitoral deste ano.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, defendeu políticas públicas voltadas aos trabalhadores durante sua participação.
“Precisamos manter as políticas públicas de inclusão social, avançar nas medidas de desenvolvimento industrial do País e evitar os retrocessos que a extrema-direita defende”, afirmou.
Agora, os sindicatos intensificam a mobilização nas fábricas para fortalecer as negociações, defender aumento real, ampliar direitos e assegurar avanços nas convenções coletivas da categoria.

Trabalhadores participaram, nesta segunda-feira (10), de mobilizações em diferentes estados para defender a redução da jornada, sem redução salarial, e acabar com escala 6x1.














