Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Força

Santos (SP): Sindicato da estiva comemora 78 anos

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Força

Santos (SP): Sindicato da estiva comemora 78 anos

Exposição fotográfica, até sexta-feira (5), marca semana de festividade

Foto: Arquivo do Sindicato dos Estivadores de SantosFundado em 1º de dezembro de 1930, poucos dias após o desfecho da chamada Revolução de 30, comandada por Getúlio Vargas, o Sindicato dos Estivadores de Santos comemora 78 anos num difícil momento da categoria, quando a vinculação da mão-de-obra ameaça substituir o trabalho avulso.

"Isso representaria mais de 3 mil famílias estivadoras sem condições de sobrevivência", diz o presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva, reeleito para o terceiro mandato, em 6 de novembro, com 1.399 votos e posse marcada para 2 de janeiro.
O sindicalista acha que "a estiva já passou por momentos muito mais difíceis, como as ditaduras do Estado Novo e do regime militar de 64. Adquirimos experiências que hoje aplicamos na luta contra um inimigo aparentemente mais cordial e, no entanto, muito perigoso para o nosso trabalho: o mercado globalizado e suas grandes corporações".
Rodnei entende que "as grandes empresas, onde se enquadram os grandes terminais portuários, promovem hoje uma nova forma de ditadura, com base na economia e não mais nos canhões. O capitalismo está num estágio mais cruel com os trabalhadores do que naqueles idos da fundação do sindicato".

Fotos da greve de 90 em exposição

Para comemorar o aniversário do sindicato, o estivador Leonel D’Aviz expõe, na sede da Rua dos Estivadores, até sexta-feira (5), 24 fotos, de sua autoria, da greve geral no porto, em fevereiro de 1991, quando o governo Collor, por meio do presidente da Codesp, Paulo Peltier, demitiu 5.400 trabalhadores.
Leonel ficou "impressionado com aquela luta" e fotografou diversos momentos de assembléias, passeatas, repressão policial e "a vitória final dos trabalhadores, apoiados pela cidade inteira, que foram readmitidos". Hoje aposentado, com 62 anos, ele trabalhou 35 anos com fotografia.

Patrono tenentista

Há 78 anos, da luta iniciada por cerca de 500 homens, com adesão de estivadores da companhia docas (CDS) e marítimos estrangeiros, todos fascinados com a experiência do trabalho exclusivamente a bordo, nasceu o Sindicato dos Estivadores de Santos.
Essa organização havia começado 11 anos antes, em 1919, com a criação da Sociedade dos Estivadores de Santos, que sucumbiu, em 1926, após violenta repressão policial ao longo de sete anos. Em 1929, a luta entre a empresa portuária concedida à família Guinlle por 80 anos e os trabalhadores atinge características de combate.
O patrono da categoria é Miguel Costa, tenentista da vencedora Revolução de 30, que chega ao poder, em São Paulo, dividida entre ele, secretário de segurança pública no Estado, e o interventor federal, João Alberto.
Os estivadores, como os demais trabalhadores da época, não tiveram qualquer participação no movimento dos ‘tenentes’, mas apoiaram-se em Miguel Costa com uma finalidade básica: diminuir a repressão sobre as lutas sindicais.

Vargas buscou apoio sindical

Que motivos levaram Miguel Costa, um militar, a apoiar ostensivamente os estivadores na fundação do sindicato? A resposta está na Revolução de 30 e no relacionamento do tenentismo como o movimento operário.
Apesar de ter contribuído em prol das reivindicações trabalhistas, os revolucionários de 1930, que levaram Getúlio Vargas ao poder pela primeira vez, tinham reduzidos vínculos com a classe trabalhadora.
Na verdade, a adesão proletária não interessava aos tenentistas e seus compromissos de elite. Desde sua fase conspiratória, o movimento militar não queria organizar o povo, mas somente obter apoio popular.
É nessa circunstância que o general Miguel Costa entra para a história da estiva de Santos. Sua ala, no racha do recém empossado governo, defendia a canalização de reivindicações operárias e até almejava organizar os trabalhadores sob sua influência.
As divergências entre Miguel Costa e o interventor paulista João Alberto, segundo diversos historiadores, já se pronunciavam na Coluna Prestes, onde ambos militaram.

CDS, a ‘tirana’

Os estivadores não tinham a quem recorrer naquele conturbado momento, onde não havia qualquer legislação protegendo trabalhadores de qualquer setor, especialmente do porto, onde se abrigava a mão-de-obra marginalizada por péssimas condições de trabalho e baixa remuneração.
A Companhia Docas de Santos (CDS), concedida por 80 anos à família Guinlle, era a grande tirana dos estivadores. A empresa privada queria a todo custo fazer os serviços portuários em terra e a bordo, mas enfrentava pesada resistência da estiva, que mantém até hoje a condição de mão-de-obra avulsa.
"Os Guinlle faziam marcação cerrada na categoria", lembra Rodnei Silva, "em confrontos nada amistosos, que resultaram em algumas baixas de ambas as partes". Para isso, segundo ele, a rica família contava com apoio das elites, principalmente exportadores, e de poderosos como o desafeto de Miguel Costa, o interventor João Alberto.

Violência marca 1919

O ano de 1919, quando o sindicalismo portuário ainda não era reconhecido institucionalmente, foi marcado por fatos históricos importantes. Sob orientação anarquista, os estivadores e doqueiros da CDS fizeram uma greve que provocou violenta repressão policial e o assassinato de um administrador da empresa, Ascelino Dantas.
A paralisação foi vitoriosa para os estivadores, que conseguiram jornada de oito horas, e derrota para 2.100 portuários da CDS, substituídos por fura-greves. Nesse mesmo ano de 1919, nasce a Sociedade dos Estivadores de Santos, fechada, em 1926, com forte ação policial.

Osvaldo Pacheco está na história

Osvaldo Pacheco da Silva, ex-presidente do sindicato, foi deputado federal constituinte eleito em 1945, pelo PCB, junto com próceres como o escritor Jorge Amado, todos cassados pelo presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra, eleito no mesmo ano.
Pacheco foi presidente da Federação Nacional dos Estivadores e sempre militou no PCB. Foi um dos últimos presos políticos libertos, no presídio do Barro Branco, onde foi visitado, pouco antes da anistia de 1979, pelo então senador Teotônio Vilela (Arena e depois MDB). Patrícia Galvão, jornalista, escritora, poetisa, intelectual, Pagu, no PCB, também tinha ligação grande com o sindicato.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Estivadores de Santos

Últimas de Força

Todas de Força
Nota de pesar: Renato Rabelo
Força 16 FEV 2026

Nota de pesar: Renato Rabelo

90 anos do salário mínimo: conquista sindical e redistribuição
Artigos 13 FEV 2026

90 anos do salário mínimo: conquista sindical e redistribuição

Clube de Campo dos Metalúrgicos é ótima opção neste Carnaval
Força 13 FEV 2026

Clube de Campo dos Metalúrgicos é ótima opção neste Carnaval

Miguel Torres alerta para manobras contra o fim da escala 6×1
Força 13 FEV 2026

Miguel Torres alerta para manobras contra o fim da escala 6×1

Espaço da Cidadania celebra 25 anos de inclusão
Força 13 FEV 2026

Espaço da Cidadania celebra 25 anos de inclusão

SINPOSPETRO RJ garante reajustes atrasados na rede Metta
Força 12 FEV 2026

SINPOSPETRO RJ garante reajustes atrasados na rede Metta

Força SP articula regulamentação das merendeiras
Força 11 FEV 2026

Força SP articula regulamentação das merendeiras

Sindicalistas e movimentos sociais debatem eleições 2026
Força 11 FEV 2026

Sindicalistas e movimentos sociais debatem eleições 2026

Metalúrgicos SP ampliam mobilização sobre isenção do IR
Força 11 FEV 2026

Metalúrgicos SP ampliam mobilização sobre isenção do IR

Pejotização ameaça direitos, alerta Miguel Torres
Força 11 FEV 2026

Pejotização ameaça direitos, alerta Miguel Torres

Centrais debatem jornada e pauta no Congresso
Força 10 FEV 2026

Centrais debatem jornada e pauta no Congresso

Seminário farmacêutico abre negociações coletivas de 2026
Força 10 FEV 2026

Seminário farmacêutico abre negociações coletivas de 2026

Nota Centrais Sindicais – Pela redução da jornada com escala 5×2
Força 10 FEV 2026

Nota Centrais Sindicais – Pela redução da jornada com escala 5×2

Projeto Verão amplia conscientização e prevenção ao HIV/AIDS
Força 10 FEV 2026

Projeto Verão amplia conscientização e prevenção ao HIV/AIDS

Miguel Torres alerta: fim do 6×1 exige redução da jornada
Força 10 FEV 2026

Miguel Torres alerta: fim do 6×1 exige redução da jornada

CONTER/SP avança em diálogo, CBO e qualificação profissional
Força 9 FEV 2026

CONTER/SP avança em diálogo, CBO e qualificação profissional

Sindicalistas da Força Sindical e da CTB debatem conjuntura política e econômica
Força 9 FEV 2026

Sindicalistas da Força Sindical e da CTB debatem conjuntura política e econômica

Presidente da Força alerta para semana decisiva em Brasília
Força 9 FEV 2026

Presidente da Força alerta para semana decisiva em Brasília

Miguel Torres se reúne com Murilo Pinheiro na Força Sindical
Força 9 FEV 2026

Miguel Torres se reúne com Murilo Pinheiro na Força Sindical

Sindicato doa 300 mochilas ao CEJA em São Carlos
Força 9 FEV 2026

Sindicato doa 300 mochilas ao CEJA em São Carlos

Jefferson Caproni representa a Força Sindical em Conferência da BMS, na Índia
Força 9 FEV 2026

Jefferson Caproni representa a Força Sindical em Conferência da BMS, na Índia

Campanha da Boa Visão do Sintrabor na empresa Roma foi um sucesso
Força 9 FEV 2026

Campanha da Boa Visão do Sintrabor na empresa Roma foi um sucesso

Justiça por Orelha: Eletricitários de SP abraçam campanha contra maus tratos a animais
Força 9 FEV 2026

Justiça por Orelha: Eletricitários de SP abraçam campanha contra maus tratos a animais

Sinthoresp intensifica trabalho de base e amplia ações de acolhimento à categoria
Força 9 FEV 2026

Sinthoresp intensifica trabalho de base e amplia ações de acolhimento à categoria

Sintracon-SP recebe Alckmin em debate sobre saúde mental
Força 6 FEV 2026

Sintracon-SP recebe Alckmin em debate sobre saúde mental

Sindec vai à Esquina Democrática para divulgar a conquista da isenção do IR
Força 6 FEV 2026

Sindec vai à Esquina Democrática para divulgar a conquista da isenção do IR

Repudio à truculência da Policia Militar do Paraná
Força 6 FEV 2026

Repudio à truculência da Policia Militar do Paraná

Metalúrgicos de SP levam às fábricas a vitória da isenção do IR
Força 6 FEV 2026

Metalúrgicos de SP levam às fábricas a vitória da isenção do IR

Justiça garante insalubridade máxima à saúde de Valinhos
Força 6 FEV 2026

Justiça garante insalubridade máxima à saúde de Valinhos

NOTA: A agressão aos sindicalistas do Paraná é um brutal ataque aos direitos humanos
Força 5 FEV 2026

NOTA: A agressão aos sindicalistas do Paraná é um brutal ataque aos direitos humanos

Aguarde! Carregando mais artigos...