Na edição da Folha de São Paulo de hoje (10/7) entrevistou o Paulo Roberto da Silva Lima, 31, que é conhecido nas redes sociais como “Galo de Luta”. Com 30 mil seguidores no Twitter, Galo está a frente do movimento Entregadores Antifascistas do Brasil e é um dos líderes da greve realizada pelos entregadores em 1º de julho e já marcaram a próxima para o dia 25 deste mês.
entregadores
O movimentou surgiu quando Galo teve um pneu furado e ele pediu para a Uber enviar outro entregador, mas a empresa pediu para ele cancelar e disse que não seria bloqueado, mas bloquearam ele do app mesmo assim. “Ali comecei a dar sequência na luta”, afirmou.
 
Mas Paulo fez um trabalho árduo para convencer os trabalhadores sobre a importância da manifestação e de derrubar o mito de que são empreendedores.
 
"Qual foi a mentira que contaram para eles? Vocês são empreendedores, são quase igual a gente, são ricos, podem ficar ricos se trabalharem muito para a gente", falou e ele complementa: “Chegava para abordar e eles diziam: “Ô, Galo, o aplicativo não tá bom pra você? Então desliga e vai pra Cuba”. Eu dizia: “pô, companheiro, tô numa luta por alimentação”, e eles respondiam: “Alimentação? Você tá nos tirando para mendigo? A gente quer ganhar melhor e não é só para comprar comida”. Aí fui aos companheiros de bicicleta, e eles aceitaram muito mais a ideia.”
 
Além das reivindicações de aumento do quilometro pago e taxa mínima igual para todos os aplicativos, Galo fala que uma reivindicação importante é que os entregadores tenham um vínculo empregatício.
 
“A gente quer que os aplicativos garantam café da manhã, almoço, jantar, lanche da tarde e da madrugada, para quem trabalha nesse período. A partir disso, vamos conseguir fazer os aplicativos garantirem vínculo empregatício”, falou Galo.
 
Outra reivindicação que ficou evidente durante a greve foi sobre os bloqueios que eles dizem não ter uma justificativa e quem sempre perde é o entregador. “Quando você recusa pedido, entra no chamado bloqueio por 30 minutos. Por exemplo, quando fazemos paralisação, os aplicativos bloqueiam por um tempo. Você fica online, não aparece bloqueado, mas não recebe pedido. É temporário. Não estou ligando mais o aplicativo”, explicou Galo.
 
Além disso, se o entregador cancelar o pedido, ele fica com a dívida. O motoboy até consegue recorrer, mas precisará ter o máximo de provas possível para não ficar no prejuízo. “Se o cliente cancelar comida, você tem que perder dia inteiro na central de um aplicativo para entregar, aí chega lá e tem um monte de entregador com fome para poder tirar a dívida”, disse.
 
Nova paralisação
 
Uma nova paralisação tinha sido agendada para o próximo domingo, dia 12, depois mudou para 14 e agora 25 de julho. Isso aconteceu pelos diferentes grupos que estão na luta por melhores condições de trabalho.
 
Confira a entrevista na íntegra no site da Folha de São Paulo
entregadores
O movimentou surgiu quando Galo teve um pneu furado e ele pediu para a Uber enviar outro entregador, mas a empresa pediu para ele cancelar e disse que não seria bloqueado, mas bloquearam ele do app mesmo assim. “Ali comecei a dar sequência na luta”, afirmou.
 
Mas Paulo fez um trabalho árduo para convencer os trabalhadores sobre a importância da manifestação e de derrubar o mito de que são empreendedores.
 
"Qual foi a mentira que contaram para eles? Vocês são empreendedores, são quase igual a gente, são ricos, podem ficar ricos se trabalharem muito para a gente", falou e ele complementa: “Chegava para abordar e eles diziam: “Ô, Galo, o aplicativo não tá bom pra você? Então desliga e vai pra Cuba”. Eu dizia: “pô, companheiro, tô numa luta por alimentação”, e eles respondiam: “Alimentação? Você tá nos tirando para mendigo? A gente quer ganhar melhor e não é só para comprar comida”. Aí fui aos companheiros de bicicleta, e eles aceitaram muito mais a ideia.”
 
Além das reivindicações de aumento do quilometro pago e taxa mínima igual para todos os aplicativos, Galo fala que uma reivindicação importante é que os entregadores tenham um vínculo empregatício.
 
“A gente quer que os aplicativos garantam café da manhã, almoço, jantar, lanche da tarde e da madrugada, para quem trabalha nesse período. A partir disso, vamos conseguir fazer os aplicativos garantirem vínculo empregatício”, falou Galo.
 
Outra reivindicação que ficou evidente durante a greve foi sobre os bloqueios que eles dizem não ter uma justificativa e quem sempre perde é o entregador. “Quando você recusa pedido, entra no chamado bloqueio por 30 minutos. Por exemplo, quando fazemos paralisação, os aplicativos bloqueiam por um tempo. Você fica online, não aparece bloqueado, mas não recebe pedido. É temporário. Não estou ligando mais o aplicativo”, explicou Galo.
 
Além disso, se o entregador cancelar o pedido, ele fica com a dívida. O motoboy até consegue recorrer, mas precisará ter o máximo de provas possível para não ficar no prejuízo. “Se o cliente cancelar comida, você tem que perder dia inteiro na central de um aplicativo para entregar, aí chega lá e tem um monte de entregador com fome para poder tirar a dívida”, disse.
 
Nova paralisação
 
Uma nova paralisação tinha sido agendada para o próximo domingo, dia 12, depois mudou para 14 e agora 25 de julho. Isso aconteceu pelos diferentes grupos que estão na luta por melhores condições de trabalho.
 
Confira a entrevista na íntegra no site da Folha de São Paulo