De acordo com a reportagem da jornalista Cleide Silva, para O Estado de S.Paulo, a decisão foi acertada após reunião de conciliação entre representantes da montadora e do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté no TRT da região
fordCrédito: Arquivo
Depois de mais de um mês fora da fábrica, após a Ford anunciar que deixará de produzir carros no Brasil e fechará suas três plantas locais, um grupo de funcionários da unidade de Taubaté (SP) vai retornar à linha de montagem na segunda-feira para produzir peças de motores para o mercado de reposição.
 
A decisão foi acertada após reunião de conciliação nesta tarde de quarta-feira, 17, entre representantes da montadora e do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da região.
 
O número de funcionários a ser convocado e o período de produção serão definidos amanhã, quando também ocorrerá assembleia com trabalhadores para explicar a decisão. Na Bahia será avaliada amanhã medida semelhante em reunião entre dirigentes da Ford e do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari no Tribunal da Justiça do Trabalho, prevista para às 10h.
 
Hoje, grande cerca de 500 parte dos 830 funcionários da unidade de Taubaté entraram na fábrica às 13h e se colocaram à disposição da empresa, mas não houve produção.
 
A medida foi aprovada em assembleia ocorrida pela manhã como resposta à convocação feita pela montadora na semana passada para cerca de 40 trabalhadores e também como forma de caracterizar que os funcionários não estão em greve.
 
Reunião com executivos globais da Ford
No acordo fechado hoje, o presidente do sindicato, Claudio Batista, afirma que ficou acertada uma reunião online entre a entidade e dirigentes globais da montadora até o dia 25. “É um fator inédito pois nunca conseguimos negociar com executivos da Ford objetivando a reversão do fechamento das fábricas”, diz o sindicalista.
 
Segundo ele, também ficou acertado que a empresa vai manter os salários de todos os trabalhadores e não fará demissões durante todo o processo de negociação entre as duas partes.
 
Na Bahia, a Ford também tentou convencer cerca de 400 operários – de um total de 4 mil – a retomarem a produção de peças para reposição, mas sem sucesso. As convocações foram feitas por telegramas ou telefonemas de chefias e ressaltavam que, se não ocorresse o retorno seriam "tomadas medidas”, atitude que o presidente do sindicato, Júlio Bonfim, caracteriza como “assédio moral”.
 
Sem produção local
Em nota, a Ford confirma que boa parte dos empregados da unidade de Taubaté se apresentou para trabalhar nesta quarta-feira e que está se organizando para o retorno das atividades no dia 22, conforme compromisso firmado com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, "que estabelece também a continuidade das negociações diretamente entre a empresa e o sindicato".
 
A Ford anunciou em 11 de janeiro o encerramento da produção de veículos no País e no mesmo dia as atividades das duas fábricas foram paralisadas. Na Bahia eram produzidos os modelos Ka e EcoSport e em Taubaté motores e transmissões. Desde então, a empresa tenta negociar, sem sucesso até o momento, a indenização que pagará aos funcionários.
 
Outra fábrica do grupo em Horizonte (CE), onde são feitos os jipes Troller T4, terá a produção mantida até o fim do ano e depois também será fechada. Segundo o governo do Ceará, que tenta atrair interessados em manter a produção do veículo desenvolvido no Estado, há três interessados negociando com a Ford. A unidade emprega cerca de 500 pessoas.
 
Assim como em relação aos trabalhadores, a Ford enfrenta dificuldades em negociar o fechamento de parte de suas 283 concessionárias no Brasil. A montadora afirma ter reservado US$ 4,1 bilhões para indenizações de trabalhadores, revendedores, fornecedores e encerramento de atividades no País, onde se manterá como importadora de automóveis da marca. A Ford não comenta o tema.
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Depois de mais de um mês fora da fábrica, após a Ford anunciar que deixará de produzir carros no Brasil e fechará suas três plantas locais, um grupo de funcionários da unidade de Taubaté (SP) vai retornar à linha de montagem na segunda-feira para produzir peças de motores para o mercado de reposição.
 
A decisão foi acertada após reunião de conciliação nesta tarde de quarta-feira, 17, entre representantes da montadora e do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da região.
 
O número de funcionários a ser convocado e o período de produção serão definidos amanhã, quando também ocorrerá assembleia com trabalhadores para explicar a decisão. Na Bahia será avaliada amanhã medida semelhante em reunião entre dirigentes da Ford e do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari no Tribunal da Justiça do Trabalho, prevista para às 10h.
 
Hoje, grande cerca de 500 parte dos 830 funcionários da unidade de Taubaté entraram na fábrica às 13h e se colocaram à disposição da empresa, mas não houve produção.
 
A medida foi aprovada em assembleia ocorrida pela manhã como resposta à convocação feita pela montadora na semana passada para cerca de 40 trabalhadores e também como forma de caracterizar que os funcionários não estão em greve.
 
Reunião com executivos globais da Ford
No acordo fechado hoje, o presidente do sindicato, Claudio Batista, afirma que ficou acertada uma reunião online entre a entidade e dirigentes globais da montadora até o dia 25. “É um fator inédito pois nunca conseguimos negociar com executivos da Ford objetivando a reversão do fechamento das fábricas”, diz o sindicalista.
 
Segundo ele, também ficou acertado que a empresa vai manter os salários de todos os trabalhadores e não fará demissões durante todo o processo de negociação entre as duas partes.
 
Na Bahia, a Ford também tentou convencer cerca de 400 operários – de um total de 4 mil – a retomarem a produção de peças para reposição, mas sem sucesso. As convocações foram feitas por telegramas ou telefonemas de chefias e ressaltavam que, se não ocorresse o retorno seriam "tomadas medidas”, atitude que o presidente do sindicato, Júlio Bonfim, caracteriza como “assédio moral”.
 
Sem produção local
Em nota, a Ford confirma que boa parte dos empregados da unidade de Taubaté se apresentou para trabalhar nesta quarta-feira e que está se organizando para o retorno das atividades no dia 22, conforme compromisso firmado com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, "que estabelece também a continuidade das negociações diretamente entre a empresa e o sindicato".
 
A Ford anunciou em 11 de janeiro o encerramento da produção de veículos no País e no mesmo dia as atividades das duas fábricas foram paralisadas. Na Bahia eram produzidos os modelos Ka e EcoSport e em Taubaté motores e transmissões. Desde então, a empresa tenta negociar, sem sucesso até o momento, a indenização que pagará aos funcionários.
 
Outra fábrica do grupo em Horizonte (CE), onde são feitos os jipes Troller T4, terá a produção mantida até o fim do ano e depois também será fechada. Segundo o governo do Ceará, que tenta atrair interessados em manter a produção do veículo desenvolvido no Estado, há três interessados negociando com a Ford. A unidade emprega cerca de 500 pessoas.
 
Assim como em relação aos trabalhadores, a Ford enfrenta dificuldades em negociar o fechamento de parte de suas 283 concessionárias no Brasil. A montadora afirma ter reservado US$ 4,1 bilhões para indenizações de trabalhadores, revendedores, fornecedores e encerramento de atividades no País, onde se manterá como importadora de automóveis da marca. A Ford não comenta o tema.