Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Memória Sindical

Ditadura Militar: o início da decadência

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Memória Sindical

Ditadura Militar: o início da decadência

Desde o golpe de 1964, o governo militar foi permeado por uma tensão entre duas visões hegemônicas acerca da política nacional. Tanto que, quando o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência, em março de 1974, sinalizando um relativo afrouxamento político, expoentes da chamada “linha dura” do regime ficaram contrariados.

Mas, embora Geisel integrasse um grupo mais liberal entre os militares, a intenção em promover a abertura “lenta e gradual” não foi o que o levou ao Planalto. Pelo contrário, o contexto econômico e político nacional, e, sobretudo, internacional, empurravam a linha dura do regime para o fundo do poço.

Isto porque, em primeiro lugar, o milagre econômico, iniciado em 1969, que apesar de não romper com a desigualdade social, sustentava a ideia de que o Brasil era uma potência em desenvolvimento, chegava ao fim.

Em segundo lugar, nas eleições de 1974 o MDB, partido de oposição ao  governo, ganhou espaço conquistando 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e a prefeitura da maioria das cidades.

Em terceiro lugar, esta distensão se deu pela pressão social contra as arbitrariedades ocorridas, sobretudo após o AI-5, de dezembro de 1968.

E, em quarto lugar, este processo foi cercado de interesses escusos, que já apontavam para um novo sistema econômico, incompatível com a rigidez política empreendida até aqui.

Geisel venceu a parada sem que, no entanto, parassem com os assassinatos. E iniciou a abertura lenta, gradual e segura, que o jornalista Emiliano José, chamou de “transição pactuada, marcada por prisões, torturas e desaparecimentos” (O silêncio dos inocentes – revista Teoria e Debate nº 110).

As mortes sob tortura do estudante Alexandre Vannucchi Leme, em 1973, e do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, nas dependências do II Exército,  mobilizaram milhares de civis, marcando um momento de repúdio social em relação ao regime. As cerimônias em torno do enterro do metalúrgico Manuel Fiel Filho, em 1976, assassinado sob as mesmas circunstâncias, por outro lado, não mobilizaram multidões, mas seus desdobramentos políticos foram decisivos.

O assassinato, injustificável até mesmo entre os agentes da repressão, de Fiel filho, levou Geisel a exonerar o comandante do II Exército, responsável pelo DOI-CODI paulista, Ednardo D’Ávila Mello, lançando-se ao primeiro choque frontal com um chefe militar. Em sua série sobre a ditadura militar, o jornalista Elio Gaspari enfatiza a contrariedade de Geisel, demonstrando como esta decisão marcou uma divergência dentro do governo: foi ao choque sem deixar espaço para negociação, nem mesmo para salvar as aparências. Sumária, a demissão negou a Ednardo o direito de argumentar que passara o fim de semana fora de São Paulo. Imediatamente foi estabelecida uma relação de causa e efeito com a morte do operário. (…) O regime acumulara em torno de trezentos mortos e cerca de seis mil denúncias de tortura. Mas, na noite de 18 de janeiro de 1976, o problema do general Ernesto Geisel relacionara-se com a disciplina militar, não com os direitos humanos (Elio Gaspari –A ditadura encurralada, Companhia das Letras, 2004).

Ednardo trocou de cargo com Dilermando Gomes Monteiro, que era chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa, sem grandes alardes na imprensa. Tal cautela mascarava uma crise de grandes proporções que se abatera sobre
o governo militar. Crise que chegaria ao ápice com a demissão do próprio ministro do Exército, Sylvio Frota, em 12 de outubro de 1977. Expoente da linha dura do regime, Frota, que ambicionava ocupar a cadeira de presidente,
foi substituído pelo general Fernando Belfort Bethlem, então comandante do III Exército. Foi o sinal definitivo de que a linha dura entrara em decadência.

*Carolina Maria Ruy é jornalista, coordenadora de projetos do Centro de Cultura e Memória Sindical

Últimas de Memória Sindical

Todas de Memória Sindical
Sindicalistas intensificam mobilização pela vitória de Lula
Força 9 OUT 2026

Sindicalistas intensificam mobilização pela vitória de Lula

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1
Força 8 OUT 2026

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas
Força 8 OUT 2026

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel
Força 8 OUT 2026

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel

Encontro internacional debate fortalecimento das redes sindicais
Força 8 OUT 2026

Encontro internacional debate fortalecimento das redes sindicais

Químicos debatem negociações, eleições e fim da escala 6×1
Força 8 OUT 2026

Químicos debatem negociações, eleições e fim da escala 6×1

Resistência à PEC 6×1 acirra disputa por direitos no Senado
Força 7 OUT 2026

Resistência à PEC 6×1 acirra disputa por direitos no Senado

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas
Artigos 7 OUT 2026

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas

Quando as ditaduras atacam os sindicatos
Artigos 7 OUT 2026

Quando as ditaduras atacam os sindicatos

Audiência no SMC reforça inclusão e cumprimento de cotas
Força 7 OUT 2026

Audiência no SMC reforça inclusão e cumprimento de cotas

Serginho participa do CONARTS 2026 em São Paulo
Força 7 OUT 2026

Serginho participa do CONARTS 2026 em São Paulo

Centrais acompanham no Senado debate pelo fim da escala 6×1
Força 7 OUT 2026

Centrais acompanham no Senado debate pelo fim da escala 6×1

No México, Neco defende união sindical além das fronteiras
Força 7 OUT 2026

No México, Neco defende união sindical além das fronteiras

Eletricitários reforçam prevenção diante do calor extremo
Força 7 OUT 2026

Eletricitários reforçam prevenção diante do calor extremo

NOTA – Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do Brasil
Força 6 OUT 2026

NOTA – Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do Brasil

Sindicato amplia presença nas bases dos eletricitários
Força 6 OUT 2026

Sindicato amplia presença nas bases dos eletricitários

Novo Congresso ameaça avanço do fim da escala 6×1
Imprensa 6 OUT 2026

Novo Congresso ameaça avanço do fim da escala 6×1

CONTER-SP debate emprego, inovação e qualificação na Fiesp
Força 6 OUT 2026

CONTER-SP debate emprego, inovação e qualificação na Fiesp

Fundacentro reforça alerta sobre exposição ao benzeno
Força 5 OUT 2026

Fundacentro reforça alerta sobre exposição ao benzeno

5 de outubro reforça luta contra exposição ao benzeno
Força 5 OUT 2026

5 de outubro reforça luta contra exposição ao benzeno

Constituição Cidadã completa 38 anos de direitos e conquistas
Força 5 OUT 2026

Constituição Cidadã completa 38 anos de direitos e conquistas

Sinpospetro-RJ garante apoio à saúde de frentista
Força 5 OUT 2026

Sinpospetro-RJ garante apoio à saúde de frentista

Sintepav-BA amplia visitas e destaca conquista da cesta básica
Força 5 OUT 2026

Sintepav-BA amplia visitas e destaca conquista da cesta básica

Sinmed RN promove campanha solidária no Mês do Médico
Força 5 OUT 2026

Sinmed RN promove campanha solidária no Mês do Médico

Em defesa da democracia e da soberania brasileira: não interfiram em nossas eleições!
Força 2 OUT 2026

Em defesa da democracia e da soberania brasileira: não interfiram em nossas eleições!

STIAM fecha acordos com CandyMaster e Kicaldo
Força 2 OUT 2026

STIAM fecha acordos com CandyMaster e Kicaldo

Sinthoresp promove convivência e lazer para aposentados
Força 2 OUT 2026

Sinthoresp promove convivência e lazer para aposentados

Sinpospetro-RJ reforça campanha salarial na Baixada
Força 2 OUT 2026

Sinpospetro-RJ reforça campanha salarial na Baixada

Seminário da FIP debate direitos e desafios do sindicalismo
Força 1 OUT 2026

Seminário da FIP debate direitos e desafios do sindicalismo

Sinmed RN lança concurso fotográfico sobre “Vida feliz”
Força 1 OUT 2026

Sinmed RN lança concurso fotográfico sobre “Vida feliz”

Aguarde! Carregando mais artigos...