Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Memória Sindical

Ditadura Militar: o início da decadência

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Memória Sindical

Ditadura Militar: o início da decadência

Desde o golpe de 1964, o governo militar foi permeado por uma tensão entre duas visões hegemônicas acerca da política nacional. Tanto que, quando o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência, em março de 1974, sinalizando um relativo afrouxamento político, expoentes da chamada “linha dura” do regime ficaram contrariados.

Mas, embora Geisel integrasse um grupo mais liberal entre os militares, a intenção em promover a abertura “lenta e gradual” não foi o que o levou ao Planalto. Pelo contrário, o contexto econômico e político nacional, e, sobretudo, internacional, empurravam a linha dura do regime para o fundo do poço.

Isto porque, em primeiro lugar, o milagre econômico, iniciado em 1969, que apesar de não romper com a desigualdade social, sustentava a ideia de que o Brasil era uma potência em desenvolvimento, chegava ao fim.

Em segundo lugar, nas eleições de 1974 o MDB, partido de oposição ao  governo, ganhou espaço conquistando 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e a prefeitura da maioria das cidades.

Em terceiro lugar, esta distensão se deu pela pressão social contra as arbitrariedades ocorridas, sobretudo após o AI-5, de dezembro de 1968.

E, em quarto lugar, este processo foi cercado de interesses escusos, que já apontavam para um novo sistema econômico, incompatível com a rigidez política empreendida até aqui.

Geisel venceu a parada sem que, no entanto, parassem com os assassinatos. E iniciou a abertura lenta, gradual e segura, que o jornalista Emiliano José, chamou de “transição pactuada, marcada por prisões, torturas e desaparecimentos” (O silêncio dos inocentes – revista Teoria e Debate nº 110).

As mortes sob tortura do estudante Alexandre Vannucchi Leme, em 1973, e do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, nas dependências do II Exército,  mobilizaram milhares de civis, marcando um momento de repúdio social em relação ao regime. As cerimônias em torno do enterro do metalúrgico Manuel Fiel Filho, em 1976, assassinado sob as mesmas circunstâncias, por outro lado, não mobilizaram multidões, mas seus desdobramentos políticos foram decisivos.

O assassinato, injustificável até mesmo entre os agentes da repressão, de Fiel filho, levou Geisel a exonerar o comandante do II Exército, responsável pelo DOI-CODI paulista, Ednardo D’Ávila Mello, lançando-se ao primeiro choque frontal com um chefe militar. Em sua série sobre a ditadura militar, o jornalista Elio Gaspari enfatiza a contrariedade de Geisel, demonstrando como esta decisão marcou uma divergência dentro do governo: foi ao choque sem deixar espaço para negociação, nem mesmo para salvar as aparências. Sumária, a demissão negou a Ednardo o direito de argumentar que passara o fim de semana fora de São Paulo. Imediatamente foi estabelecida uma relação de causa e efeito com a morte do operário. (…) O regime acumulara em torno de trezentos mortos e cerca de seis mil denúncias de tortura. Mas, na noite de 18 de janeiro de 1976, o problema do general Ernesto Geisel relacionara-se com a disciplina militar, não com os direitos humanos (Elio Gaspari –A ditadura encurralada, Companhia das Letras, 2004).

Ednardo trocou de cargo com Dilermando Gomes Monteiro, que era chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa, sem grandes alardes na imprensa. Tal cautela mascarava uma crise de grandes proporções que se abatera sobre
o governo militar. Crise que chegaria ao ápice com a demissão do próprio ministro do Exército, Sylvio Frota, em 12 de outubro de 1977. Expoente da linha dura do regime, Frota, que ambicionava ocupar a cadeira de presidente,
foi substituído pelo general Fernando Belfort Bethlem, então comandante do III Exército. Foi o sinal definitivo de que a linha dura entrara em decadência.

*Carolina Maria Ruy é jornalista, coordenadora de projetos do Centro de Cultura e Memória Sindical

Últimas de Memória Sindical

Todas de Memória Sindical
Líder sindical reforça a importância da luta no Senado
Força 29 MAI 2026

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização
Força 29 MAI 2026

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville
Força 29 MAI 2026

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho
Força 29 MAI 2026

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical
Força 29 MAI 2026

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas
Força 28 MAI 2026

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara
Força 28 MAI 2026

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1
Força 27 MAI 2026

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool
Força 27 MAI 2026

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas
Força 27 MAI 2026

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana
Força 26 MAI 2026

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana

Cartilha reforça direitos da pessoa idosa no RS
Força 26 MAI 2026

Cartilha reforça direitos da pessoa idosa no RS

Jornada menor e fim da escala 6×1 ampliam a dignidade do trabalhador
Palavra do Presidente 26 MAI 2026

Jornada menor e fim da escala 6×1 ampliam a dignidade do trabalhador

Sindnapi amplia cidadania no interior do Amazonas
Força 26 MAI 2026

Sindnapi amplia cidadania no interior do Amazonas

Setor elétrico entra em alerta e ameaça greve geral
Força 26 MAI 2026

Setor elétrico entra em alerta e ameaça greve geral

Sintrabor vê proposta da Prometeon longe das demandas
Força 26 MAI 2026

Sintrabor vê proposta da Prometeon longe das demandas

Sindec-POA amplia mobilização pelo fim da escala 6×1
Força 26 MAI 2026

Sindec-POA amplia mobilização pelo fim da escala 6×1

Centrais Sindicais saúdam entendimento sobre redução da jornada
Força 25 MAI 2026

Centrais Sindicais saúdam entendimento sobre redução da jornada

Transição para jornada de 40 horas terá prazo de um ano
Imprensa 25 MAI 2026

Transição para jornada de 40 horas terá prazo de um ano

Brinquedos: Sindbrinq rejeita primeira proposta patronal
Força 25 MAI 2026

Brinquedos: Sindbrinq rejeita primeira proposta patronal

Eletricitários de SP mantêm mobilização e dia 28 pode começar greve
Força 25 MAI 2026

Eletricitários de SP mantêm mobilização e dia 28 pode começar greve

Minuta do Pacto do Trabalho Decente em grandes eventos é aprovada
Força 25 MAI 2026

Minuta do Pacto do Trabalho Decente em grandes eventos é aprovada

Forte mobilização leva acordo provisório ao TRT
Força 22 MAI 2026

Forte mobilização leva acordo provisório ao TRT

Ministro do MDIC recebe Pauta da Classe Trabalhadora por indústria e empregos
Força 22 MAI 2026

Ministro do MDIC recebe Pauta da Classe Trabalhadora por indústria e empregos

Centrais sindicais reforçam solidariedade a Cuba
Força 22 MAI 2026

Centrais sindicais reforçam solidariedade a Cuba

BRICS e IA pautam encontro Brasil-China
Força 22 MAI 2026

BRICS e IA pautam encontro Brasil-China

Fequimfar participa de reunião da IndustriALL na Argentina
Força 22 MAI 2026

Fequimfar participa de reunião da IndustriALL na Argentina

Mobilização cresce e patronal tenta barrar greve dos trabalhadores do setor elétrico
Força 22 MAI 2026

Mobilização cresce e patronal tenta barrar greve dos trabalhadores do setor elétrico

Aguarde! Carregando mais artigos...