Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Memória Sindical

Golpe militar: repressão, miséria e violência

terça-feira, 22 de abril de 2014

Memória Sindical

Golpe militar: repressão, miséria e violência

por: Carolina Maria Ruy*

Na madrugada de 31 de março para 1º de abril de 1964 iniciava-se, no Brasil, um período de atraso político e desigualdade social que perdurou por 21 anos, submetendo o País ao mais longo período de exceção de sua história republicana.

Desde que assumiu a Presidência da República, em setembro de 1961, João Goulart exerceu uma gestão marcada pela sombra de um golpe. Em seu governo, Jango se aproximou dos movimentos sociais criando condições para o crescimento do movimento sindical. Tanto que, durante sua Presidência, foi criado o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), formado, sobretudo, pelos comunistas ligados ao PCB e pelos trabalhistas ligados ao antigo PTB.
Mas, apesar dessa sua postura, Jango não era socialista. Delineado nas chamadas Reformas de Base, o projeto de Jango incluía apoiar pequenos capitalistas, o que geraria uma relativa quebra de monopólios.
A ameaça ao poder do grande capital, entretanto, não apenas incomodou a elite brasileira, que viu a possibilidade de perder seu sistema de privilégio, como também, e principalmente, dado o contexto dual da Guerra Fria (capitalismo versus comunismo), fez com que os Estados Unidos da América encarassem a condução do governo brasileiro como uma afronta aos seus interesses políticos, sociais e econômicos.
Revolta dos marinheiros
Em março de 1964 a situação caminhava para decisões extremas. O famoso Comício da Central do Brasil, na capital fluminense, no dia 13 de março, a revolta dos marinheiros da Marinha do Brasil, em 25 de março, e a palestra que Jango realizou, em 30 de março de 1964, no automóvel Clube do Rio de Janeiro, foram tentativas do presidente em estabelecer uma rede de apoio.
Mas a manipulação estadunidense o deixou de mãos atadas. Além de ter bancado campanhas eleitorais de políticos simpáticos a sua economia, e uma intensa campanha anticomunista na grande imprensa, os EUA orientaram deliberadamente militares brasileiros a promover o golpe, posicionando uma divisão da Marinha dos Estados Unidos, a Quarta Frota, em direção ao Brasil, caso Jango resistisse e houvesse a necessidade de intervir militarmente.
A data estabelecida para o golpe foi 4 abril de 1964. Poucos dias antes, contudo, em 31 de março, o general Olímpio Mourão Filho, comandante do IV Exército, resolveu se antecipar, partindo com suas tropas de Juiz de Fora (MG) para o Rio de Janeiro às três horas da manhã. Desta forma, em 1º de abril de 1964, uma reunião entre Armando de Moraes Ancora, comandante do I Exército, e Amauri Kruel, comandante do II Exército, com a presença do general Emílio Garrastazu Médici, decidiu pela união das tropasna deflagração do golpe.
Apesar da pressão do Exército, foi no Congresso Nacional que o golpe se efetivou. Auro Soares de Moura Andrade, presidente do Senado, declarou vaga a Presidência do Brasil, apesar de João Goulart estar no País em plena vigência do mandato. O presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, foi empossado como presidente provisório. Atraso político Naquela madrugada de 31 de março para 1º de abril de 1964 iniciava-se, no Brasil, um período de atraso político e desigualdade social que perdurou por 21 anos, submetendo o País ao mais longo período de exceção de sua história republicana.
A ditadura militar suprimiu, com base na violência institucionalizada, os direitos democráticos e civis, perseguindo, ameaçando, prendendo, torturando, ou mesmo assassinando, milhares de cidadãos. Tal prática do terror serviu à implantação de uma política econômica de austeridade e arrocho salarial que aprofundou a miséria e a violência.
Por isso, hoje, 50 anos depois do golpe, a sociedade brasileira se esforça para explicitar as atrocidades que a ditadura cometeu contra o povo e, especialmente, contra os trabalhadores.
As Centrais Sindicais brasileiras, por meio de sua participação na Comissão Nacional da Verdade, vêm à público exigir, do Estado,Verdade, Memória, Justiça e Reparação.

*Carolina Maria Ruy  que é jornalista, coordenadora de projetos do Centro de Cultura e Memória Sindical

Últimas de Memória Sindical

Todas de Memória Sindical
Sintraf-Petrolina empossa diretoria e reforça agricultura familiar
Força 10 MAR 2026

Sintraf-Petrolina empossa diretoria e reforça agricultura familiar

Miguel Torres alerta para riscos da pejotização
Força 10 MAR 2026

Miguel Torres alerta para riscos da pejotização

Semana da Mulher oferece saúde e qualificação em SP
Força 10 MAR 2026

Semana da Mulher oferece saúde e qualificação em SP

Miguel Torres cobra combate à violência contra mulheres
Força 9 MAR 2026

Miguel Torres cobra combate à violência contra mulheres

Força Sindical celebra 35 anos de lutas e conquistas
Força 6 MAR 2026

Força Sindical celebra 35 anos de lutas e conquistas

Eunice Luz é reeleita para Conselho da Pessoa Idosa em Porto Alegre
Força 6 MAR 2026

Eunice Luz é reeleita para Conselho da Pessoa Idosa em Porto Alegre

Metalúrgicos de Osasco divulgam 20ª pesquisa sobre Lei de Cotas
Força 6 MAR 2026

Metalúrgicos de Osasco divulgam 20ª pesquisa sobre Lei de Cotas

Mais tempo para viver. Mais força para transformar
Artigos 6 MAR 2026

Mais tempo para viver. Mais força para transformar

Frentistas debatem representação sindical no Ministério do Trabalho
Força 6 MAR 2026

Frentistas debatem representação sindical no Ministério do Trabalho

Miguel Torres alerta para foco na redução da jornada de trabalho
Força 6 MAR 2026

Miguel Torres alerta para foco na redução da jornada de trabalho

II CNT encerra com propostas para o mercado de trabalho
Imprensa 6 MAR 2026

II CNT encerra com propostas para o mercado de trabalho

Força Sindical organiza mobilizações para o 28 de Abril
Força 6 MAR 2026

Força Sindical organiza mobilizações para o 28 de Abril

Força Sindical participa da II Conferência Nacional do Trabalho
Força 5 MAR 2026

Força Sindical participa da II Conferência Nacional do Trabalho

Assembleia na Thyssen reforça sindicalização e PLR 2026
Força 5 MAR 2026

Assembleia na Thyssen reforça sindicalização e PLR 2026

Força Sindical: 35 anos de compromisso com os trabalhadores(as)
Palavra do Presidente 5 MAR 2026

Força Sindical: 35 anos de compromisso com os trabalhadores(as)

Senado aprova licença-paternidade progressiva até 20 dias
Força 5 MAR 2026

Senado aprova licença-paternidade progressiva até 20 dias

II CNT debate futuro do trabalho, com presença do Sindnapi
Força 5 MAR 2026

II CNT debate futuro do trabalho, com presença do Sindnapi

Eletricitários SP convocam ato contra caducidade da Enel
Força 4 MAR 2026

Eletricitários SP convocam ato contra caducidade da Enel

Força Sindical debate valorização dos hoteleiros
Força 4 MAR 2026

Força Sindical debate valorização dos hoteleiros

Lula propõe negociação tripartite para fim da escala 6×1
Força 4 MAR 2026

Lula propõe negociação tripartite para fim da escala 6×1

Planejamento do 28 de Abril reúne dirigentes na Fundacentro
Força 4 MAR 2026

Planejamento do 28 de Abril reúne dirigentes na Fundacentro

Miguel Torres alerta para ataques a direitos no Congresso
Força 4 MAR 2026

Miguel Torres alerta para ataques a direitos no Congresso

Joinville recebe prêmio nacional por segurança alimentar
Força 4 MAR 2026

Joinville recebe prêmio nacional por segurança alimentar

Marinho defende diálogo na abertura da II Conferência do Trabalho
Imprensa 4 MAR 2026

Marinho defende diálogo na abertura da II Conferência do Trabalho

Centrais e OIT alinham agenda antes da II CNT
Força 3 MAR 2026

Centrais e OIT alinham agenda antes da II CNT

CNJ instala Observatório do Trabalho Decente
Força 3 MAR 2026

CNJ instala Observatório do Trabalho Decente

Químicos divulgam isenção do IR em Itapetininga
Força 3 MAR 2026

Químicos divulgam isenção do IR em Itapetininga

Centrais alinham agenda e direitos no Congresso
Força 3 MAR 2026

Centrais alinham agenda e direitos no Congresso

Panfletagem marca abertura do Março Mulher em São Paulo
Força 2 MAR 2026

Panfletagem marca abertura do Março Mulher em São Paulo

Solenidade empossa Federação dos Metalúrgicos SP em Jundiaí
Força 2 MAR 2026

Solenidade empossa Federação dos Metalúrgicos SP em Jundiaí

Aguarde! Carregando mais artigos...