Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Direitos Humanos e Cidadania

Nº de operações contra trabalho escravo cai 23,5% em 1 ano; total de resgatados é o menor desde 1998

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Direitos Humanos e Cidadania

Nº de operações contra trabalho escravo cai 23,5% em 1 ano; total de resgatados é o menor desde 1998

Dados do Ministério do Trabalho apontam que foram feitas 88 fiscalizações em 175 estabelecimentos do país em 2017. Foram resgatados 341 trabalhadores.
trabalho escravoCrédito: Divulgação

O número de operações de fiscalização para a erradicação do trabalho escravo caiu 23,5% em 2017 em comparação com o ano anterior, segundo dados do Ministério do Trabalho. Foram realizadas 88 operações em 175 estabelecimentos no ano passado, contra 115 em 2016. É a menor atuação das equipes de erradicação desde 2004, quando foram feitas 78 fiscalizações.

Já o total de trabalhadores resgatados também apresentou queda em 2017. Foram 341 pessoas encontradas em situação análoga à de escravos e retiradas das frentes de trabalho, número mais baixo desde 1998 (159 resgates). Em relação a 2016, a queda foi de 61,5%.

O Pará foi o estado líder das libertações no país, com 72 resgatados em 17 cidades – o que representa 21% do total de resgates do país. Minas Gerais, que liderou a lista nos últimos quatro anos, aparece em segundo lugar, com 60 resgatados em 13 cidades. Em seguida, estão Mato Grosso (55) e Maranhão (26).

O G1 solicitou os dados ao Ministério do Trabalho por meio da Lei de Acesso à Informação. Os números podem sofrer ligeiras alterações ao longo dos próximos meses, quando devem ser consolidados pela pasta.

No ano auge das operações, em 2013, foram feitas 189 fiscalizações. Além disso, o número de trabalhadores resgatados ultrapassava a marca de mil por ano desde 2001. Em 2007, por exemplo, quase 6 mil foram resgatados. Em 2016 e em 2017, porém, os registros ficaram abaixo de mil.

Considerando que o trabalho escravo é baseado em denúncias e fiscalizações, os números mais baixos não representam necessariamente uma menor incidência do crime no país.

Segundo o Ministério do Trabalho, as unidades regionais da pasta tiveram corte orçamentário nas atividades rotineiras de fiscalização, o que afetou o combate ao trabalho escravo. Quando denúncias de casos graves foram recebidas, o ministério afirma que providenciou recursos orçamentários de outras fontes para atendimento das denúncias.

    “O ideal é o recurso disponível para ações planejadas em atividades em que os auditores das regionais sabem que há grande indício de exploração de trabalho análogo ao de escravo. Dessa forma, o número de ações fiscais nas regionais caiu bastante em 2017”, informa o Ministério do Trabalho.

A pasta também destaca que a dinâmica de exploração do trabalho tem mudado. “Há alguns anos, era comum uma operação encontrar 300 ou 500 trabalhadores em um único estabelecimento. Hoje os maiores resgates giram em torno de 40 trabalhadores. Isso se deve a contratos mais curtos, principalmente no meio rural, que dificultam a constatação da irregularidade conforme denunciado, tendo em vista o tempo de planejamento de uma operação do porte do grupo móvel.”

“Precisa ainda ser considerado os resultados do próprio trabalho da Auditoria-Fiscal do Trabalho e dos órgãos parceiros na prevenção e combate ao trabalho escravo desde 1995. As formas de exploração atuais se tornaram mais complexas, e isso tem demandado dos auditores uma atuação diferenciada.”

Portaria do trabalho escravo

As operações de trabalho escravo foram alvo de alterações e discussões no final de 2017. Em outubro, o governo publicou uma portaria alterando os conceitos usados pelos fiscais para identificar o trabalho escravo, restringindo o crime para casos em que houvesse restrição de liberdade – ou seja, quando o trabalhador é impedido de deixar o trabalho porque tem uma dívida com o empregador, seus documentos estão retidos, não há transporte, entre outros motivos.

Isso impediria os fiscais de realizar resgates em casos de condições degradantes e jornada exaustiva que não tivessem cerceamento de liberdade, por exemplo.

A repercussão negativa da portaria foi imediata. Posteriormente, ela foi suspensa pela ministra Rosa Weber, do STF, e o então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pediu demissão. Uma nova portaria foi publicada no final de dezembro mantendo válidas as regras em vigor há quase 15 anos no país, em um sinal claro de recuo do governo.

Neste mês, um levantamento exclusivo feito pelo G1 mostrou que, de 1.122 trabalhadores resgatados nos últimos dois anos, apenas 153 (ou 14%) foram encontrados com restrição de liberdade. Isso significa que, se a portaria estivesse valendo neste período, 86% dos trabalhadores encontrados em condições degradantes não teriam sido resgatados.

A reportagem também demonstrou que, entre janeiro de 2016 e agosto de 2017, foram aplicadas 3.683 infrações nas fiscalizações. Levando em conta apenas as operações em que houve resgate, foram aplicadas, em média, 19 infrações em cada uma das visitas.

Entre as infrações, há desde aquelas relacionadas a carteira de trabalho e FGTS, quanto as que colaboram diretamente na caracterização do trabalho escravo por condições degradantes. Elas são geralmente ligadas a água, alojamento e alimentação impróprios.

O G1 levantou depoimentos de trabalhadores resgatados para mostrar a realidade do trabalho escravo no Brasil. Eles relatam ameaças, moradias insalubres e água dividida com animais.
 

Fonte: G1

Últimas de Direitos Humanos e Cidadania

Todas de Direitos Humanos e Cidadania
Vitória do movimento sindical!
Força 30 JAN 2026

Vitória do movimento sindical!

SinSaúdeSP, Cofen e Conatenf articulam apoio à PEC 19
Força 30 JAN 2026

SinSaúdeSP, Cofen e Conatenf articulam apoio à PEC 19

Boletim dos Metalúrgicos SP destaca isenção do IR até R$ 5 mil
Força 30 JAN 2026

Boletim dos Metalúrgicos SP destaca isenção do IR até R$ 5 mil

Sintepav-BA avança na Campanha Salarial 2026
Força 30 JAN 2026

Sintepav-BA avança na Campanha Salarial 2026

Metalúrgicos de Guarulhos fortalecem papel da Cipa
Força 30 JAN 2026

Metalúrgicos de Guarulhos fortalecem papel da Cipa

Projeto Verão sem AIDS começa sábado em Praia Grande
Força 30 JAN 2026

Projeto Verão sem AIDS começa sábado em Praia Grande

DIEESE: o que você ganha com a Isenção do Imposto de Renda
Força 29 JAN 2026

DIEESE: o que você ganha com a Isenção do Imposto de Renda

Servidores da Força preparam Encontro Nacional para abril
Força 29 JAN 2026

Servidores da Força preparam Encontro Nacional para abril

Isenção do IR até R$ 5 mil já impacta salários em janeiro
Força 29 JAN 2026

Isenção do IR até R$ 5 mil já impacta salários em janeiro

Trabalhadores e indústria defendem indústria química nacional
Força 29 JAN 2026

Trabalhadores e indústria defendem indústria química nacional

Sindnapi celebra o Dia Nacional do Aposentado com Café e Palestra
Força 29 JAN 2026

Sindnapi celebra o Dia Nacional do Aposentado com Café e Palestra

FEQUIMFAR planeja agenda sindical e desafios de 2026
Força 29 JAN 2026

FEQUIMFAR planeja agenda sindical e desafios de 2026

Manter os juros altos é uma irresponsabilidade social
Força 28 JAN 2026

Manter os juros altos é uma irresponsabilidade social

PLR da Lalupe tem aumento de 15% aprovado em assembleia
Força 28 JAN 2026

PLR da Lalupe tem aumento de 15% aprovado em assembleia

Diálogo fortalece campanha dos papeleiros em São Paulo
Força 28 JAN 2026

Diálogo fortalece campanha dos papeleiros em São Paulo

Sindicalistas debatem prioridades industriais para 2026
Força 28 JAN 2026

Sindicalistas debatem prioridades industriais para 2026

Atos destacam conquista da isenção do IR
Força 28 JAN 2026

Atos destacam conquista da isenção do IR

Força Sindical convoca reunião para organizar Março Mulher 2026
Força 28 JAN 2026

Força Sindical convoca reunião para organizar Março Mulher 2026

Nota de pesar: Maria Soler Costa
Força 28 JAN 2026

Nota de pesar: Maria Soler Costa

Basta de feminicídio e violência contra as mulheres!
Palavra do Presidente 27 JAN 2026

Basta de feminicídio e violência contra as mulheres!

Químicos de Botucatu elegem diretoria por unanimidade
Força 27 JAN 2026

Químicos de Botucatu elegem diretoria por unanimidade

Centrais sindicais cobram redução imediata da taxa Selic
Força 27 JAN 2026

Centrais sindicais cobram redução imediata da taxa Selic

Metalúrgicos debatem ações de 2026 em defesa dos direitos
Força 26 JAN 2026

Metalúrgicos debatem ações de 2026 em defesa dos direitos

Sindicalistas da Força debatem ações para 2026 e conjuntura nacional
Força 26 JAN 2026

Sindicalistas da Força debatem ações para 2026 e conjuntura nacional

Centrais sindicais se reúnem com PM para ato contra juros altos
Força 26 JAN 2026

Centrais sindicais se reúnem com PM para ato contra juros altos

Diálogo institucional fortalece o Fisco no Tocantins
Força 26 JAN 2026

Diálogo institucional fortalece o Fisco no Tocantins

Mobilização cobra PLR e reforça unidade em Ribeirão Preto
Força 26 JAN 2026

Mobilização cobra PLR e reforça unidade em Ribeirão Preto

Centrais convocam ato contra juros altos na Avenida Paulista
Força 26 JAN 2026

Centrais convocam ato contra juros altos na Avenida Paulista

Chicão, vice-presidente da Força Sindical, participa de celebração dos 90 anos do Salário Mínimo
Força 16 JAN 2026

Chicão, vice-presidente da Força Sindical, participa de celebração dos 90 anos do Salário Mínimo

Metalúrgicos de Marília reelegem Chapa 1 com ampla maioria
Força 16 JAN 2026

Metalúrgicos de Marília reelegem Chapa 1 com ampla maioria

Aguarde! Carregando mais artigos...