Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Direitos Humanos e Cidadania

PEC das Domésticas completa cinco anos, mas informalidade ainda é alta

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Direitos Humanos e Cidadania

PEC das Domésticas completa cinco anos, mas informalidade ainda é alta

Atualmente, menos de 30% das domésticas têm carteira assinada. ‘A emenda foi o resgate de uma dívida que o país tinha’, diz ministra sobre PEC das Domésticas.
PEC das Domésticas completa cinco anos, mas informalidade ainda é altaCrédito: Divulgação

Cinco anos atrás, em 3 de abril de 2013, era aprovada a lei que equiparava os direitos dos empregados domésticos aos dos demais trabalhadores. A chamada PEC das Domésticas estabelecia, por exemplo, jornada de trabalho de 44 horas semanais e pagamento de horas extras. Os direitos foram ampliados em 2015, quando tornou-se obrigatório o recolhimento do FGTS e o pagamento de seguro-desemprego. Apesar da legislação, a informalidade continua alta. Segundo especialistas, em grande parte resultado da recessão no país.

Em 2013, o Brasil tinha 1,855 milhão de trabalhadores domésticos formalizados. Em 2017, o número passou para 1,876 milhão, aumento de apenas 21 mil registros. Quando leva-se em conta o total de domésticos, com e sem registro, o Brasil saiu de 5,9 milhões, em 2013, para 6,3 milhões, em 2017: um aumento de 400 mil trabalhadores.

Mesmo com o número ainda pequeno de carteiras assinadas, Hildete Pereira de Melo, economista e professora da UFF, considera a PEC muito importante para garantir segurança trabalhista às mulheres, que representam a maior parte dos domésticos:
— Foi um momento de Justiça para as mulheres. O trabalho doméstico, que foi ignorado por anos, só ganhou regulamentações no século XXI.
Entre 2015 e 2016, o número de trabalhadores domésticos diminuiu. Passou de 6,2 milhões para 6,1 milhões, sendo que o total de profissionais registrados caiu de 2 milhões para 1,9 milhão. João Saboia, professor do Instituto de Economia da UFRJ, destaca os efeitos da crise:
— Até 2014, a economia ainda crescia. Mas, em 2015, a crise chegou com força total. De um modo geral, todos os postos de trabalho com carteira assinada sofreram cortes. Em 2017, o mercado de trabalho deu alguns sinais de melhora, entretanto, o ritmo de recuperação ainda é muito inferior ao volume de perdas.
Quanto à renda, em 2013, a média dos rendimentos era de R$ 826. Em 2017, passou para R$ 852, abaixo do salário mínimo nacional, que na época era de R$ 937. No caso dos formais, houve um ligeiro aumento no período, passando de R$ 1.112, em 2013, para R$ 1.198, em 2017.
Para Mario Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal, o cumprimento das normas precisa melhorar:
— A PEC foi e é muito boa, e não só para o trabalhador. O empregado ganha em direitos, e o empregador fica tranquilo com suas obrigações. Mas ainda é preciso maior conscientização sobre a lei e fiscalização sobre o cumprimento dela.

‘A emenda foi o resgate de uma dívida que o país tinha’, diz ministra sobre PEC das Domésticas
Para Delaíde Arantes, houve melhora na condição social e na autoestima, mas ainda há o que evoluir em equiparação de direitos com demais trabalhadores
Delaíde Arantes, ex-empregada doméstica que virou ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), diz que a PEC permitiu às trabalhadoras uma segunda opção durante a crise no mercado de trabalho. Mas destacou que elas ainda não têm os mesmos direitos dos trabalhadores rurais e urbanos.
Cinco anos após a promulgação da PEC das Domésticas, o que comemorar?
– A emenda veio tarde, mas foi essencial. Foi o resgate de uma dívida que o país tinha com as trabalhadoras domésticas. Digo assim porque as mulheres são maioria. A emenda trouxe melhoria na condição social e na autoestima das trabalhadoras. Durante a crise e a alta do desemprego, muitas procuraram serviço doméstico como segunda opção, e, sem as garantias da emenda, isso não seria possível. A principal vantagem foi a igualdade quase plena dos direitos.

Não foi plena? O que falta?
– Não foi plena porque a Constituição continua classificando os trabalhadores entre domésticos, rurais e urbanos. Isso não foi alterado, e, por isso, a CLT não se aplica automaticamente aos domésticos. O que a emenda fez foi estender uma série de direitos dos demais aos domésticos, como FGTS e Previdência. Em algum momento, precisamos fazer a equiparação total.

Que tipo de direito os domésticos não têm?
– A cobrança de multa por atraso do acerto das verbas rescisórias, por exemplo. Como a CLT não se aplica aos domésticos na sua totalidade, os advogados precisam analisar a emenda, regulamentação que veio depois, para ver se há direito correspondente.

Qual o impacto da PEC na formalização da categoria?
– Houve aumento da formalidade, mas não atingiu o esperado. Isso tem relação com a conscientização do empregador.

Qual o impacto da reforma trabalhista para os trabalhadores domésticos?
– Negativo. A flexibilização de direitos atinge em alto grau os terceirizados, os trabalhadores mais vulneráveis. Considero precários os contratos introduzidos pela reforma, como intermitente e autônomo. A princípio, eles não se aplicam aos domésticos, mas vejo chance de isso acontecer.

 

Fonte: jornal O Globo

Últimas de Direitos Humanos e Cidadania

Todas de Direitos Humanos e Cidadania
Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília
Força 8 ABR 2026

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA
Força 8 ABR 2026

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília
Força 8 ABR 2026

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília

Sinpospetro RJ: 21 anos de história, da fundação à consolidação
Força 8 ABR 2026

Sinpospetro RJ: 21 anos de história, da fundação à consolidação

Mutirão de emprego do Sintracon-SP acontece dia 14
Força 8 ABR 2026

Mutirão de emprego do Sintracon-SP acontece dia 14

Trabalhadores da Indústria debatem reestruturação e ação sindical no Sudeste
Força 8 ABR 2026

Trabalhadores da Indústria debatem reestruturação e ação sindical no Sudeste

Eletricitários enfrentam impasse com empreiteiras
Força 8 ABR 2026

Eletricitários enfrentam impasse com empreiteiras

Centrais intensificam mobilização para 15 de abril
Força 7 ABR 2026

Centrais intensificam mobilização para 15 de abril

Turismo 60+: Sindnapi leva lazer a idosos no litoral paulista
Força 7 ABR 2026

Turismo 60+: Sindnapi leva lazer a idosos no litoral paulista

Sindnapi leva atendimento oftalmológico gratuito a Manaus
Força 7 ABR 2026

Sindnapi leva atendimento oftalmológico gratuito a Manaus

SMC e metalúrgicos reagem a demissões na CNH
Força 7 ABR 2026

SMC e metalúrgicos reagem a demissões na CNH

Força SP participa de debate que reforça defesa de dados oficiais e soberania
Força 7 ABR 2026

Força SP participa de debate que reforça defesa de dados oficiais e soberania

Químicos de Itapetininga fortalecem união em confraternização
Força 7 ABR 2026

Químicos de Itapetininga fortalecem união em confraternização

Primeira PLR na Hulter é aprovada em Guarulhos
Força 6 ABR 2026

Primeira PLR na Hulter é aprovada em Guarulhos

Frentistas mantêm pressão por ganho real no RJ
Força 6 ABR 2026

Frentistas mantêm pressão por ganho real no RJ

Campanha salarial do etanol mobiliza trabalhadores
Força 6 ABR 2026

Campanha salarial do etanol mobiliza trabalhadores

Avanços na licença-paternidade
Palavra do Presidente 2 ABR 2026

Avanços na licença-paternidade

Negociações garantem ganhos reais no início de 2026
Imprensa 2 ABR 2026

Negociações garantem ganhos reais no início de 2026

Setor público debate regulação da IA
Força 2 ABR 2026

Setor público debate regulação da IA

SINTRABOR realiza campanha de saúde visual na Cooper Standard
Força 2 ABR 2026

SINTRABOR realiza campanha de saúde visual na Cooper Standard

Tributação de gorjetas mobiliza Sinthoresp em São Paulo
Força 2 ABR 2026

Tributação de gorjetas mobiliza Sinthoresp em São Paulo

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Artigos 2 ABR 2026

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

CONCLAT em movimento
Artigos 2 ABR 2026

CONCLAT em movimento

Sem memória não há democracia
Artigos 1 ABR 2026

Sem memória não há democracia

Combate ao Feminícidio marca Encontro nos Metalúrgicos de Guarulhos
Força 1 ABR 2026

Combate ao Feminícidio marca Encontro nos Metalúrgicos de Guarulhos

Metalúrgicos da Industair aprovam PLR e reforçam mobilização nacional
Força 1 ABR 2026

Metalúrgicos da Industair aprovam PLR e reforçam mobilização nacional

FEQUIMFAR reúne mulheres e reforça luta por igualdade
Força 1 ABR 2026

FEQUIMFAR reúne mulheres e reforça luta por igualdade

Farmacêuticos aprovam proposta com aumento real
Força 1 ABR 2026

Farmacêuticos aprovam proposta com aumento real

Centrais lançam marca unificada do 1º de Maio
1º de Maio 31 MAR 2026

Centrais lançam marca unificada do 1º de Maio

62 anos do golpe militar. Ditadura nunca mais!
Força 31 MAR 2026

62 anos do golpe militar. Ditadura nunca mais!

Aguarde! Carregando mais artigos...