Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Nos EUA, UAW denuncia prática antissindical na Volkswagen

terça-feira, 8 de abril de 2025

Imprensa

Nos EUA, UAW denuncia prática antissindical na Volkswagen

Descubra como trabalhadores da VW se uniram contra a prática antissindical e a denúncia do UAW na luta por direitos

Nos EUA, UAW denuncia prática antissindical na Volkswagen

Nos EUA, UAW denuncia prática antissindical na Volkswagen – Foto: People´s World

O sindicato United Auto Workers (UAW) entrou com uma denúncia federal por prática antissindical (Unfair Labor Practice, ou ULP) contra a Volkswagen, acusando a montadora alemã de minar ilegalmente as negociações com este em sua fábrica de montagem em Chattanooga — apenas um ano após os trabalhadores conquistarem uma vitória histórica ao votarem pela sindicalização.

A denúncia, registrada no Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (NLRB, na sigla em inglês), afirma que a Volkswagen violou a legislação trabalhista dos EUA ao anunciar unilateralmente planos de cortar um turno de produção sem antes negociar com o UAW.

Segundo o sindicato, essa medida ameaça centenas de empregos na única fábrica da Volkswagen nos EUA onde os trabalhadores recentemente se sindicalizaram — um marco no movimento trabalhista que tenta organizar o Sul dos EUA, historicamente antissindical.

Traição após a vitória

Em abril do ano passado, os trabalhadores da Volkswagen em Chattanooga votaram de forma esmagadora — 2.628 votos a favor contra 985 — pela entrada no UAW, marcando a primeira grande vitória de organização sindical em uma fábrica estrangeira no Sul. Essa conquista veio após duas tentativas fracassadas em 2014 e 2019, superando forte oposição de governadores republicanos, lobistas corporativos e consultores antissindicais.

Os trabalhadores celebraram a vitória como uma chance de garantir os mesmos salários e benefícios que os membros do UAW nas “Três Grandes” (Ford, General Motors e Stellantis) conquistaram na greve “Stand Up” de 2023 — incluindo aumentos salariais de 25%, fim das categorias salariais, reajustes com base no custo de vida, melhores aposentadorias e proteções contra fechamento de fábricas.

Mas, em vez de negociar de boa fé, o sindicato afirma agora que a Volkswagen está travando as negociações enquanto se prepara para cortar empregos.

“A Volkswagen é a segunda maior fabricante de automóveis do mundo, mas a grande maioria dos trabalhadores da VW nos EUA relata dificuldades financeiras extremas, devido ao fracasso da empresa em oferecer planos de saúde comparáveis aos oferecidos por fabricantes sindicalizados dos EUA, mesmo sendo menos lucrativos”, afirmou o UAW. “Isso vai acabar agora.”

Lucros acima dos trabalhadores

A denúncia ocorre poucos dias após a Volkswagen divulgar um lucro de US$ 20 bilhões em 2024, tornando-se a segunda montadora mais lucrativa do mundo. No entanto, em vez de reinvestir nos trabalhadores, a empresa está transferindo a produção para o México, onde pode superexplorar os trabalhadores automotivos — pagando-lhes apenas US$ 7 por hora para fabricar veículos vendidos por dezenas de milhares de dólares nos EUA.

“A Volkswagen está explorando mão de obra barata no México”, disse o presidente do UAW, Shawn Fain, em uma declaração contundente. “Agora, querem cortar turnos no Tennessee justamente antes da entrada em vigor de tarifas automotivas esperadas — tentando escapar da responsabilidade e ainda lucrar.”

O UAW notificou o governo Trump sobre o que chamou de conduta “antissindical, antioperária e antiamericana” da Volkswagen. O sindicato argumenta que a decisão repentina da empresa de reduzir turnos é retaliação pela sindicalização dos trabalhadores — uma violação da lei trabalhista federal, que exige negociação coletiva para mudanças significativas no ambiente de trabalho. Resta saber se o governo Trump, notoriamente antissindical, tomará alguma atitude em defesa dos trabalhadores.

Histórico de repressão sindical

Esta não é a primeira vez que a Volkswagen enfrenta acusações de repressão sindical em Chattanooga. Durante a campanha de sindicalização do ano passado, o UAW entrou com diversas queixas no NLRB, alegando que a empresa:

  • Realizou reuniões obrigatórias para dissuadir os trabalhadores de se sindicalizarem.
  • Espalhou desinformação sobre os “riscos” de aderir ao sindicato.
  • Permitiu que consultores antissindicais assediassem funcionários pró-sindicato.

Agora, com as negociações contratuais estagnadas, os trabalhadores temem que a empresa esteja propositalmente adiando os acordos enquanto planeja demissões.

“Votamos pelo sindicato porque queríamos salários justos, proteção à segurança e estabilidade no emprego”, disse Victor Vaughn, trabalhador da Volkswagen e organizador sindical. “Mas, em vez disso, a empresa está tentando cortar nossos empregos antes mesmo de termos um contrato.”

A luta em Chattanooga faz parte de uma batalha maior entre trabalho organizado e capital organizado, à medida que o UAW continua seus esforços para sindicalizar 150.000 trabalhadores automotivos no Sul — onde montadoras estrangeiras como Mercedes, Hyundai e Toyota operam fábricas não sindicalizadas com salários mais baixos.

“Os trabalhadores da Volkswagen provaram que os trabalhadores do Sul também querem sindicatos”, afirmou Fain. “Agora, vamos lutar com tudo para garantir que a empresa respeite essa escolha.”

“Isso não é só sobre Chattanooga”, disse Doug Snyder, funcionário da oficina de carroceria da Volkswagen. “É sobre se as corporações podem continuar explorando os trabalhadores no Sul — ou se finalmente teremos nossa parte justa.”

Disputa no NLRB

NLRB agora irá investigar as denúncias do UAW. Se a Volkswagen for considerada culpada, poderá ser obrigada a reintegrar os empregos cortados, reverter as mudanças unilaterais e compensar os trabalhadores afetados.

Atualmente, a integrante do NLRB Gwynne Wilcox — que havia sido ilegalmente demitida por Trump no início deste ano — foi reintegrada ao conselho como o terceiro membro essencial dos cinco exigidos para atingir quórum nas decisões sobre disputas trabalhistas. Isso significa que, no momento, há uma maioria pró-trabalhador no conselho.

Trump apelou contra a decisão que reintegrou Wilcox. O recurso pode acabar sendo analisado pela Suprema Corte, conhecida por sua hostilidade aos interesses trabalhistas. Enquanto isso, Wilcox pode participar das decisões das queixas que chegam ao conselho.

Com os ataques do governo Trump às agências federais, incluindo o NLRB, ainda não está claro o quão eficaz será o órgão para garantir um resultado justo aos trabalhadores. Recentemente, a administração Trump nomeou Crystal Carey, advogada do escritório antissindical Morgan Lewis, como próxima procuradora-geral do NLRB — seu principal cargo de fiscalização.

Advogados da Morgan Lewis estiveram envolvidos em algumas das maiores disputas trabalhistas da história recente, desde a greve dos controladores de tráfego aéreo em 1981, até os esforços do McDonald’s para resistir ao movimento “Fight for $15” — sempre ao lado dos patrões. Um dos maiores clientes da Morgan Lewis é a Amazon, que atualmente move uma ação para declarar o NLRB inconstitucional.

Cameron Harrison é ativista sindical e organizador da Comissão Trabalhista do Partido Comunista dos EUA (CPUSA).

Texto traduzido do People´s World por Luciana Cristina Ruy

Leia também: Dia Mundial da Saúde é celebrado no dia 7 no ES

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA
Força 24 MAR 2026

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

Marcha a Brasília mobiliza trabalhadores para 15 de abril
Força 24 MAR 2026

Marcha a Brasília mobiliza trabalhadores para 15 de abril

Frentistas do Rio avançam em negociação salarial 2026
Força 24 MAR 2026

Frentistas do Rio avançam em negociação salarial 2026

Eletricitários pressionam ANEEL contra caducidade
Força 24 MAR 2026

Eletricitários pressionam ANEEL contra caducidade

Metalúrgicos SP debatem agenda do trabalho e mobilizações
Força 24 MAR 2026

Metalúrgicos SP debatem agenda do trabalho e mobilizações

Programa leva especialistas itinerantes a Americana
Força 23 MAR 2026

Programa leva especialistas itinerantes a Americana

Sindnapi fortalece debate sobre soberania nacional
Força 23 MAR 2026

Sindnapi fortalece debate sobre soberania nacional

Justiça a Manoel Fiel Filho é justiça aos trabalhadores e força para a democracia
Palavra do Presidente 23 MAR 2026

Justiça a Manoel Fiel Filho é justiça aos trabalhadores e força para a democracia

Químicos participam de caminhada contra violência em Rio Claro
Força 23 MAR 2026

Químicos participam de caminhada contra violência em Rio Claro

“Entre Elas”: Sinthoresp celebra Mês da Mulher durante encontro
Força 23 MAR 2026

“Entre Elas”: Sinthoresp celebra Mês da Mulher durante encontro

Alta do diesel pressiona economia e preocupa trabalhadores
Força 23 MAR 2026

Alta do diesel pressiona economia e preocupa trabalhadores

Força Sindical do Brasil e de Angola fortalecem relações
Força 20 MAR 2026

Força Sindical do Brasil e de Angola fortalecem relações

Dezenas de associados participam de bingo no Sindnapi
Força 20 MAR 2026

Dezenas de associados participam de bingo no Sindnapi

Químicos dialogam com Lula sobre fortalecimento do setor
Força 20 MAR 2026

Químicos dialogam com Lula sobre fortalecimento do setor

Metalúrgicas superaram Lei de Cotas em Osasco
Força 20 MAR 2026

Metalúrgicas superaram Lei de Cotas em Osasco

Novos auditores do trabalho fortalecem fiscalização em SP
Força 20 MAR 2026

Novos auditores do trabalho fortalecem fiscalização em SP

Primeiro baile do ano do Sindnapi promete animar aposentados em Americana
Força 20 MAR 2026

Primeiro baile do ano do Sindnapi promete animar aposentados em Americana

Mobilização nacional em Brasília: centrais sindicais organizam ato
Força 19 MAR 2026

Mobilização nacional em Brasília: centrais sindicais organizam ato

Diretoria da Força SP debateu mobilizações e eleições
Força 19 MAR 2026

Diretoria da Força SP debateu mobilizações e eleições

Seminário dos servidores fortalece formação política sindical; faça sua inscrição
Força 19 MAR 2026

Seminário dos servidores fortalece formação política sindical; faça sua inscrição

Acabar com a Justiça do Trabalho? – por João Guilherme
Artigos 19 MAR 2026

Acabar com a Justiça do Trabalho? – por João Guilherme

Ato contra feminicídio: metalúrgicos convocam para mobilização
Força 19 MAR 2026

Ato contra feminicídio: metalúrgicos convocam para mobilização

Nota Taxa Selic – BC acerta remédio, mas erra dose
Força 18 MAR 2026

Nota Taxa Selic – BC acerta remédio, mas erra dose

Diretora do Sindnapi toma posse no Conselho da Pessoa Idosa
Força 18 MAR 2026

Diretora do Sindnapi toma posse no Conselho da Pessoa Idosa

Articulação de Bebeto Galvão garante avanço da PEC dos agentes de saúde no Senado
Força 18 MAR 2026

Articulação de Bebeto Galvão garante avanço da PEC dos agentes de saúde no Senado

Frentistas denunciam violência e insegurança em audiência na Alerj
Força 18 MAR 2026

Frentistas denunciam violência e insegurança em audiência na Alerj

Diretoria da Força SP se reúne nesta quinta-feira (19)
Força 18 MAR 2026

Diretoria da Força SP se reúne nesta quinta-feira (19)

Bingo do Sindnapi promove integração na terceira idade
Força 18 MAR 2026

Bingo do Sindnapi promove integração na terceira idade

Dirigente da Fequimfar participa de reunião da CISTT em Brasília
Força 18 MAR 2026

Dirigente da Fequimfar participa de reunião da CISTT em Brasília

Sindicalistas debatem desafios sindicais para 2026
Força 18 MAR 2026

Sindicalistas debatem desafios sindicais para 2026

Aguarde! Carregando mais artigos...