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Memória Sindical

33 anos preservando a história

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Memória Sindical

33 anos preservando a história

Patrimônio cultural imaterial do sindicalismo brasileiro, o Centro de Memória Sindical tem como objetivo demonstrar que a história é feita pelos trabalhadores.

Quando ocorreram as greves pela reposição salarial em 1978,  partindo de São Bernardo, para todo o ABC, para São Paulo, Osasco, Guarulhos e para outros Estados e categorias, um grupo de jornalistas, entre os quais estava o Sérgio Gomes, criou uma cooperativa de jornalistas para cobrir aquelas greves  e trabalhar para o movimento sindical, a Oboré.

A ideia, segundo Serjão, em conversa que tive com ele sobre a história do Centro de Memória Sindical, era que a Oboré fosse uma imprensa ativa, participativa, que não apenas registrasse as notícias, mas influenciasse nos debates sindicais.

Naquele contexto surgiu a ideia de editar a publicação “A Greve na Voz dos Trabalhadores”, com entrevistas de pessoas que participaram da greve.

Depois do projeto realizado, os jornalistas e pesquisadores envolvidos resolveram continuar a gravar depoimentos de sindicalistas que topassem fazêlo. Como ainda era época da ditadura militar, nem todo mundo queria gravar entrevistas por causa da perseguição política.

A partir do acúmulo deste material se formou um movimento pela fundação do Centro de Memória Sindical, segundo o qual, quando houvesse ao menos 10 sindicatos apoiando, e o mínimo de 200 horas de depoimentos gravados, o objetivo seria atingido.

O movimento entrou pelos anos de 1978 até 1980, e o Centro de Memória Sindical foi fundado no dia 14 de junho de 1980, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, com apoio do presidente Joaquim dos Santos Andrade (Joaquinzão).

Ao longo de sua história o Centro de Memória teve outros quatro presidentes: o eletricitário Hugo Perez, que também era presidente do Dieese, Antonio Toschi, Cláudio Magrão de Camargo Crê, ambos ex-presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, e Milton Cavalo, que é o presidente atual do Centro e é também tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco.

A ideia era de que, como o Dieese e o Diesat, o Centro de Memória Sindical fosse uma instituição intersindical, a serviço dos sindicatos e mantida pelos mesmos. O lema adotado por aquele grupo de jovens idealistas era aquele de Walter Benjamin, que diz que não se trata de preservar a memória, mas sim de realizar suas esperanças.

E assim, por uma década o CMS manteve uma atuação dinâmica, publicando livros, fazendo parcerias, seminários e debates, entre outras coisas.

Até entrar, no início da década de 1990, em um longo período de ostracismo e ser reativado a partir de 2010, em um contexto nacional de valorização da memória.

Pode-se dizer que, não apenas o CMS, mas toda a sociedade brasileira passou muitos anos sem dar a devida atenção aos seus arquivos e a sua memória.

A maioria dos sindicatos não tem a memória gravada e não tem seus documentos históricos organizados. Neste contexto, um dos principais desafios do Centro de Memória Sindical é incentivar os sindicatos e os sindicalistas a organizarem seus arquivos e trabalhar no resgate de suas histórias.

E esta valorização da memória vem ganhando força. Desde 2010, quando foi feita a mudança da sede do CMS, do Sindicato dos Têxteis para o Sindicato Nacional dos Aposentados, já foram realizadas exposições fotográficas sobre a história da Força Sindical, o livro sobre os 20 anos da Força Sindical, exposições fotográficas e um livro sobre os 70 anos do Sindicato dos Telefônicos do Estado de São Paulo (Sintetel), e uma exposição fotográfica sobre a Imigração Italiana em São Paulo, que circulou nas principais estações de metrô da cidade e
foi apresentada na Embaixada do Brasil em Roma, na Itália (e também se tornou um livro com as fotos da exposição).

Registrar e preservar a história dos trabalhadores é fundamental para que eles reforcem suas identidades e se percebam como um grupo organizado e atuante na sociedade. Um grupo que é capaz de mudar os rumos da história, como já aconteceu em 1968, em 1978 e, mais recentemente, entre 2001 e 2009, nas Marchas da Classe Trabalhadora, que pressionaram o governo a mudar o cálculo do salário mínimo.

Além disso, o acervo tem um valor informativo e documental único, que pode ser usado como provas e registros, e pode contribuir para o desenvolvimento da Comissão Nacional da Verdade, para a qual o Centro foi chamado a participar do grupo de trabalho que trata das questões sindicais.

*Carolina Maria Ruy é jornalista, coordenadora de projetos do Centro de Cultura e Memória Sindical

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