Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
27 OUT 2026

Imagem do dia

Presidente Lula celebra 81 anos nesta terça-feira (27), com trajetória marcada pela luta sindical, defesa da democracia e justiça social O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos nesta terça-feira (27), celebrando uma trajetória marcada pela liderança sindical, participação política e defesa dos trabalhadores. Ao longo de sua história, Lula construiu uma trajetória política ligada às lutas populares, à valorização do trabalho, à democracia e à promoção da justiça social. Além disso, sua atuação como dirigente sindical no ABC paulista marcou o início de uma caminhada que o levou à Presidência da República . Destaque para sua contribuição à defesa dos direitos trabalhistas, à valorização do salário mínimo e ao combate às desigualdades. Feliz aniversário, presidente Lula! Leia também: Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres https://fsindical.org.br/forca/trabalhadores-devem-seguir-mobilizados-defende-miguel-torres/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Negociação coletiva para uma economia forte

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Artigos

Negociação coletiva para uma economia forte

Por: Clemente Ganz Lúcio
Como país e nação temos o desafio de promover um crescimento econômico transformador porque deve ser contínuo, industrializante, ambientalmente sustentável, gerador de bons empregos e salários, capaz de superar a pobreza e as desigualdades. O mundo do trabalho que produzirá esse novo Brasil também passa e passará por profundas transformações. Estas deverão ter impactos positivos para o incremento da produtividade virtuosa e um tipo de regulação das relações de trabalho que considere as diferenças econômicas presentes na extensão territorial do país, a diversidade da estrutura produtiva dos setores, o tamanho e tipos de empresas e as especificidades das múltiplas atividades do setor público. Diante do desafio de um processo contínuo de profundas mudanças, como regular as relações de trabalho em tempo real, aqui e agora, na diversidade situações e contextos?
 
A negociação coletiva é o mais eficaz instrumento para tratar em tempo real das profundas mudanças no mundo do trabalho e seus impactos sobre a vida da classe trabalhadora e o sistema produtivo. Responde rápido, permite revisão, gera aprendizado, acolhe a diversidade e as diferenças e dá segurança para as partes atuarem, isso se a negociação coletiva for bem estruturada, articulada e coordenada de forma adequada, assentada em princípios da boa fé e orientada para as melhores práticas. Por isso colocamos em debate a elaboração de um projeto que materialize no Brasil o fortalecimento e a valorização da negociação coletiva.
 
As transformações já em curso decorrem da inovação promovida pelas novas tecnologias, pela inteligência artificial, pela digitalização, pelos novos materiais, entre outros. Há novas estratégias empresariais e surgem novas atividades econômicas. Países e regiões investem para recompor tecidos produtivos industriais nos seus territórios, buscam criar uma economia verde e de baixo carbono, apostam em fontes de energia renovável, tudo junto e ao mesmo tempo, com impactos disruptivos sobre o mundo do trabalho.
 
O fim dos empregos por tecnologia orientadas para a redução do custo do trabalho, regras distributivas que favorecem uma acumulação e concentração de renda e riqueza, aumento das desigualdades e inseguranças múltiplas são aspectos que fazem parte de processos políticos de alta tensão social, de enfraquecimento das democracias e dos seus instrumentos. É urgente pactuar outros sentidos, promover processos que fortaleçam a democracia e a a tolerância com a diferença.
 
A orientação social dessas mudanças exige um sentido que deve ser o de buscar sempre o bem coletivo, a qualidade de vida para todos, a sustentabilidade ambiental, a superação das mazelas da pobreza e desigualdade, assim como promover a participação de todos com trabalho digno, renda que permita financiar adequadamente o orçamento familiar, o incremento da produtividade do trabalho e a adequada distribuição dos frutos do trabalho de todos. A construção deliberativa desse sentido e sua forma de materialização é a essência da atividade política que tem na negociação seu principal instrumento para operar.
 
Localizada no mundo produtivo e nas relações de trabalho, também é política a construção deliberativa do sentido das transformações e de como enfrentar os seus impactos. Há um instrumento amplamente testado e com ótimos resultados para deliberar: a negociação materializada em acordos e convenções coletivas.
 
O desafio de organizar, articular e coordenar uma dinâmica de desenvolvimento econômico e socioambiental requer instrumentos capazes de promover simultâneas e diversificadas micro e macro concertações econômicas e sociais. É com essa finalidade que a negociação coletiva deve ser estruturada e organizada. Deve ser vista como ativo político de alto impacto econômico, capaz de promover arranjos no mundo do trabalho que deem qualidade às transformações em curso, respondam aos desafios das demandas quantitativas e sejam capazes de atender as expectativas de todas as partes interessadas.
 
Mudanças disruptivas exigirão respostas inéditas, muitas desconhecidas, que serão testadas, corrigidas, incrementadas. É um processo de descoberta, que contêm riscos que devem ser compartilhados, realizados com segurança jurídica assentada na boa fé e na determinação de fazer o melhor para todos. Esse produto de alto valor agregado para a vida em sociedade é resultado de uma construção realizada na interação que a negociação coletiva é capaz de promover.
 
Por isso que propomos respostas inovadoras em termos de sistema de relações de trabalho, organizado e integrado às estratégias de desenvolvimento econômico e socioambiental.
 
O sistema de relações de trabalho deve ser fundado na negociação coletiva valorizada, bem estruturada e coordenada para ser capaz de responder a diferentes âmbitos de negociação, desde o local, no chão da empresa, na região, no setor, na cadeia produtiva, nacional e internacional. Negociação coletiva organizada como prática permanente para tratar dos problemas em diversos âmbitos, contextos e situações. Processo negociais capazes de produzir terapias que tratem das dores que o irromper do novo traz. Compartilhar processos contínuos de aprendizado, a partir de perspectivas diferentes, mas com propósitos que podem ser convergentes.
 
Apostar na negociação coletiva exige responder pela constituição do sujeito, também coletivo, capaz de ampla base de representação dos milhares ou milhões de pessoas presentes no mundo do trabalho e na organização empresarial. Esse sujeito já é constitucionalmente definido e denomina-se sindicato, organizado verticalmente e setorialmente em federações, confederações e, transversalmente, em centrais sindicais, formando o sistema sindical brasileiro, que deve ter condições para ampliar sua representação para todas as formas de ocupação e organização produtiva, buscar sempre alta representatividade, mobilizar interesses e interessados, formatar pautas e propostas para serem aportadas nas mesas de negociação, debatidas e deliberadas em acordos.
 
Negociações coletivas capazes de tratar das diversas questões do mundo do trabalho – salários, jornada, auxílios e benefícios, formação profissional, saúde e segurança, férias, impactos das novas tecnologias, postos de trabalho, teletrabalho, entre inúmeros outros aspectos. Negociações coletivas com capacidade de criar respostas inovadoras para novos problemas, para contextos desconhecidos, para situações inéditas, para os conflitos que fazem parte da vida, com ampla cobertura sindical, protegendo a todos com segurança.
 
As transformações exigirão contínuo aprimoramento das negociações, seja em termos de âmbitos, de cobertura, de inovação, para compartilhar experiências, assim como respostas organizativas capazes de expressar os interesses no mundo novo que emerge. Por isso é fundamental que o sistema de negociação e o sistema sindical sejam capazes de promover investimento contínuos no seu aprimoramento e de inovação em termos de respostas, processos e métodos. O que propomos é organizar o sistema sindical e de negociação coletiva a partir da autorregulação promovida pelas partes interessadas e entre elas. A autorregulação permite que cada parte interessada aprimore de forma autônoma o seu sistema sindical e, as partes em conjunto, invistam na qualidade dos processos negociais.
 
Esse olhar de futuro é para já. Há urgência diante dos desafios e pressa para gerar respostas assertivas. Por isso atuamos na construção de um projeto de modernização do sistema de relações de trabalho, orientado pelas melhores práticas de negociação, pela atualização do nosso sistema sindical a partir da sua cultura e valores, comprometidos com a mudanças, com estrutura organizativa e forma de financiamento adequados, assentado no valor essencial das assembleias como espaço deliberativo aberto à participação de todos.
 
Trata-se de uma oportunidade e de uma exigência: integrar de forma virtuosa o sistema de relações de trabalho à construção do desenvolvimento econômico do Brasil.
 
Clemente Ganz Lúcio, Sociólogo, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, membro do CDESS – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da Presidência da República, membro do Conselho Deliberativo da Oxfam Brasil, consultor e ex-diretor técnico do DIEESE (2004/2020)
Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho
Eduardo Annunciato, Chicão

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas
Nilton Souza da Silva, o Neco

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas

Quando as ditaduras atacam os sindicatos
César Augusto de Mello

Quando as ditaduras atacam os sindicatos

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições
Eusébio Pinto Neto

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições

O assédio eleitoral nas relações de trabalho
José Roberto da Cunha

O assédio eleitoral nas relações de trabalho

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas
Maria Auxiliadora

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Carolina Maria Ruy

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Metalúrgicos aprovam reajuste de 5,85% e ganho real de 1,2%
Força 6 NOV 2026

Metalúrgicos aprovam reajuste de 5,85% e ganho real de 1,2%

DIESAT leva plenárias sobre saúde do trabalhador a quatro capitais
Força 6 NOV 2026

DIESAT leva plenárias sobre saúde do trabalhador a quatro capitais

Portaria do MTE reforça atualização cadastral dos sindicatos
Força 6 NOV 2026

Portaria do MTE reforça atualização cadastral dos sindicatos

Sindcargas do Amazonas filia-se à Força Sindical
Força 6 NOV 2026

Sindcargas do Amazonas filia-se à Força Sindical

Marinho debate regulamentação do fim da escala 6×1
Força 6 NOV 2026

Marinho debate regulamentação do fim da escala 6×1

Seminário debate trabalho decente e transição justa na energia
Força 6 NOV 2026

Seminário debate trabalho decente e transição justa na energia

IndustriALL debate futuro do trabalho e desafios sindicais
Força 6 NOV 2026

IndustriALL debate futuro do trabalho e desafios sindicais

DIESAT lança plenárias nacionais e livro sobre saúde no trabalho
Força 6 NOV 2026

DIESAT lança plenárias nacionais e livro sobre saúde no trabalho

Miguel Torres convoca metalúrgicos para assembleia decisiva
Força 6 NOV 2026

Miguel Torres convoca metalúrgicos para assembleia decisiva

“Redução da jornada não pode esperar”, alerta Miguel Torres
Força 6 NOV 2026

“Redução da jornada não pode esperar”, alerta Miguel Torres

Comerciários de Porto Alegre conquistam escala 5×2 e ganho real
Força 5 NOV 2026

Comerciários de Porto Alegre conquistam escala 5×2 e ganho real

Trabalhadores da Deltamar aprovam PLR 2026 em assembleia
Força 5 NOV 2026

Trabalhadores da Deltamar aprovam PLR 2026 em assembleia

Sindbrinq realiza assembleia com trabalhadores em Guarulhos
Força 5 NOV 2026

Sindbrinq realiza assembleia com trabalhadores em Guarulhos

“Temos que continuar a mobilização”, alerta Miguel Torres
Força 5 NOV 2026

“Temos que continuar a mobilização”, alerta Miguel Torres

Nota sobre Taxa Básica de Juros
Força 4 NOV 2026

Nota sobre Taxa Básica de Juros

I Simpósio Sinthoresp; assista!
Força 4 NOV 2026

I Simpósio Sinthoresp; assista!

Sindec-POA recebe plenária sobre saúde dos trabalhadores
Força 4 NOV 2026

Sindec-POA recebe plenária sobre saúde dos trabalhadores

Eletricitários de SP ampliam sindicalização com 110 adesões
Força 4 NOV 2026

Eletricitários de SP ampliam sindicalização com 110 adesões

Novembro Azul mobiliza sindicatos pela saúde dos trabalhadores
Força 4 NOV 2026

Novembro Azul mobiliza sindicatos pela saúde dos trabalhadores

FEQUIMFAR debate redução da jornada e fim da escala 6×1
Força 4 NOV 2026

FEQUIMFAR debate redução da jornada e fim da escala 6×1

Baile de Halloween do Sindnapi reúne aposentados em SP
Força 4 NOV 2026

Baile de Halloween do Sindnapi reúne aposentados em SP

FEQUIMFAR recebe dirigentes da Força Sindical do Amazonas
Força 4 NOV 2026

FEQUIMFAR recebe dirigentes da Força Sindical do Amazonas

Miguel Torres debate regulamentação das 40 horas em Brasília
Força 4 NOV 2026

Miguel Torres debate regulamentação das 40 horas em Brasília

Antonio Baylos Grau debate o papel dos sindicatos em SP
Força 3 NOV 2026

Antonio Baylos Grau debate o papel dos sindicatos em SP

Químicos recebem proposta patronal com aumento real
Força 3 NOV 2026

Químicos recebem proposta patronal com aumento real

Presidente do Sinmed RN critica terceirizações na saúde
Força 3 NOV 2026

Presidente do Sinmed RN critica terceirizações na saúde

Lei 9.956/2000 garante empregos e exige mobilização permanente
Força 3 NOV 2026

Lei 9.956/2000 garante empregos e exige mobilização permanente

Dossiê orienta sindicatos sobre fim da escala 6×1 e 40 horas
Força 3 NOV 2026

Dossiê orienta sindicatos sobre fim da escala 6×1 e 40 horas

Miguel Torres alerta contra exceções à jornada de 40 horas
Força 3 NOV 2026

Miguel Torres alerta contra exceções à jornada de 40 horas

NOTA DE REPÚDIO – Servidor público tem voz, direitos e liberdade de expressão!
Força 3 NOV 2026

NOTA DE REPÚDIO – Servidor público tem voz, direitos e liberdade de expressão!

Aguarde! Carregando mais artigos...