Imagem do dia
Mobilizações em vários estados cobram do Senado redução da jornada sem redução salarial e aprovação imediata do fim da escala de trabalho 6x1
Trabalhadores participaram, nesta segunda-feira (10), de mobilizações em diferentes estados para defender a redução da jornada, sem redução salarial, e acabar com escala 6x1.
Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais organizaram atos, panfletagens e atividades públicas para ampliar a pressão sobre senadores e fortalecer essa reivindicação nacional.
As mobilizações ocorreram justamente durante a retomada das atividades do Congresso Nacional, estratégia adotada pelas entidades para cobrar avanço da proposta dentro do Senado Federal.
Durante as atividades, dirigentes dialogaram diretamente com trabalhadores, distribuíram materiais informativos e defenderam mais qualidade de vida, saúde, convivência familiar, lazer e formação profissional.
No Pará, registros divulgados pela Força Sindical mostram trabalhadores e dirigentes participando das ações estaduais, reforçando nacionalmente a mobilização construída pelas centrais sindicais brasileiras.
Da mesma forma, Pernambuco registrou participação na jornada nacional, com imagens reunidas pela Força Sindical mostrando a presença da mobilização no estado durante segunda-feira.
Em Recife, lideranças sindicais, parlamentares e movimentos sociais participaram do ato público, fortalecendo a cobrança pela redução da jornada e pelo encerramento da escala 6x1.
Já em Brasília, trabalhadores realizaram manifestação no Setor Bancário Norte, enquanto dirigentes defenderam que senadores avancem rapidamente na análise da reivindicação apresentada pelas centrais.
Em Porto Alegre, participantes iniciaram a mobilização na Rodoviária e caminharam até o Palácio do Comércio, levando reivindicações trabalhistas diretamente às ruas da capital gaúcha.
Enquanto isso, Teresina recebeu ato público diante da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, reunindo sindicalistas na defesa da mudança da jornada semanal brasileira.
São Paulo também recebeu atividades no Largo da Concórdia, no Brás, enquanto outras mobilizações aconteceram em Mauá e Diadema, ampliando a participação dos trabalhadores paulistas.
Consequentemente, a jornada nacional fortaleceu a pressão sobre o Senado, responsável pela continuidade da tramitação após avanços obtidos anteriormente na Câmara dos Deputados pelos trabalhadores.
Além das manifestações presenciais, entidades estimularam mobilizações digitais e mensagens aos parlamentares, buscando ampliar nacionalmente a cobrança para que senadores coloquem a proposta em votação.
Os atos realizados em diferentes regiões demonstraram unidade sindical e mantiveram nas ruas uma reivindicação histórica por melhores condições de trabalho para milhões de brasileiros. https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335103224/ Leia também: Centrais fazem manifestação no Brás pelo fim da escala 6×1 https://fsindical.org.br/forca/centrais-fazem-manifestacao-no-bras-pelo-fim-da-escala-6x1/
Enviar link da notícia por e-mail
Artigos
Hoje e amanhã
segunda-feira, 28 de março de 2016
Artigos
Acumulam-se as evidências da severa e prolongada recessão na economia brasileira com seus efeitos nefastos na renda dos trabalhadores e no emprego, embora não homogênea em seus desdobramentos.
Este é o fundamento das dificuldades a serem enfrentadas pelo movimento sindical, agravadas pelo clima de desconstrução política provocada pelos defensores do impeachment presidencial e pelos episódios da Lava Jato.
A mídia, excitada ao extremo, noticia com insistência a deterioração do quadro econômico, mas seu partido editorial não é o da superação da crise e sim o da defesa do impeachment como condição necessária e suficiente para isso; quer o “reboot”.
A opinião pública (ou, melhor dizendo, a opinião publicada) vai ao delírio e não percebe o fundo do quadro; grita “Barrabás”!
Assim como os protagonistas políticos precisam de excitação para conduzirem suas campanhas, o movimento sindical – que representa parcela majoritária e apreensiva da opinião pública – precisa de bom senso e reflexão.
Suponha-se, por exemplo, que a presidente seja destituída e que o setor politicamente dominante seja modificado, mesmo que não radicalmente. Pelos vários programas já apresentados (e nenhum deles depende do voto popular) deverá se seguir uma fase de duro arrocho econômico e social com medidas que agridem os direitos dos trabalhadores, suas conquistas e provocam o desmanche da distribuição de renda com a abolição da política de ganhos reais do salário mínimo e diminuem a participação do Estado nas áreas de saúde, educação e previdência.
Esta alternativa não combate a recessão; apoia-se nela e na desconstrução política para modificar a correlação de forças no Estado e diminuir o seu papel social, nacional e soberano, abaixar salários e fortalecer os rentistas.
Neste hipotético quadro futuro, o movimento sindical será desafiado a lutar em condições mais desvantajosas do que as que experimenta hoje.
Portanto, na conjuntura atual, convulsionada, é essencial que o movimento se agrupe desde já em torno da plataforma produtivista do Compromisso pelo Desenvolvimento que oferece uma base unitária e exequível de superação da crise econômica e poderá ser amanhã uma plataforma de resistência a qualquer programa de arrocho, desmanche social e desindustrialização.
João Guilherme, consultor sindical





























