Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Direitos Humanos e Cidadania

M.Officer pode ser primeira impedida em SP após caso de trabalho escravo

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Direitos Humanos e Cidadania

M.Officer pode ser primeira impedida em SP após caso de trabalho escravo

Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho, mas a aplicação da Lei Paulista de Combate à Escravidão poderá fazer a holding M5 Têxtil, dona das grifes M.Officer e Carlos Miele, perder por dez anos o direito de vender qualquer produto no Estado de São Paulo.
m.officerCrédito: Divulgação

Denunciada pelo Ministério Público do Trabalho em ação civil pública, após uma diligência ter flagrado oficinas com etiquetas da marca empregando operários em regime de trabalho análogo à escravidão, a empresa é a primeira do segmento de moda a sofrer esse tipo de punição desde que a lei, de autoria do deputado Carlos Bezerra Jr. (PSDB), foi regulamentada em 2013.

A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo acompanhou a sentença em primeira instância, que obriga a M5 a pagar R$ 4 milhões em indenização por dano moral coletivo, e acrescentou à pena outros R$ 2 milhões por dumping social, quando uma empresa obtém vantagens diante da concorrência ao reduzir custos de produção por meio da subtração de direitos trabalhistas.

Na ação movida pelo MPT, em 2014, que se seguiu a um pedido de bloqueio de R$ 1 milhão dos bens da empresa, em 2013, e que foi indeferido posteriormente pela Justiça do Trabalho, os procuradores calcularam indenização de R$ 10 milhões, sendo R$ 7 milhões por danos coletivos e R$ 3 milhões por dumping social.

Prevista na lei paulista, a perda do registro de ICMS solicitada na ação do MPT-SP tem efeito após decisão colegiada, que aconteceu na última terça-feira (8), no julgamento da segunda instância.

A pena não tem prazo definido para ser aplicada e depende dos recursos que a defesa pode solicitar ao TST, como análise da pena aplicada. As provas do caso, no entanto, não são revistas nessa fase.

"[O resultado da ação] é uma sinalização clara de que a prática de trabalho escravo urbano não é aceita e as consequências são duras. Acredito que marcas e confecções vão olhar com outros olhos a responsabilidade sobre sua produção. O entendimento que terceirizá-la e pulverizá-la blinda o contratante é ultrapassada", afirma o procurador Rodrigo Castilho, responsável pelo caso.

SUBCONTRATAÇÃO

A falta de responsabilidade sobre subcontratados é o argumento de várias empresas que tiveram peças de suas coleções flagradas em confecções diligenciadas pelo MPT. No caso da M5, a empresa alega que as peças da M.Officer foram vistas em uma oficina contratada por um dos fornecedores, e não pela empresa.

No entanto, planilhas e moldes de roupas anexados aos autos derrubaram a tese de que ainda que não houvesse contato direto entre a confecção e a M5, ela era responsável por parte do faturamento e respondia pelas jornadas exaustivas às quais os trabalhadores eram submetidos.

"Esse tipo de argumento, muito comum em casos de confecções flagradas, é frágil. No caso da M.Officer, havia pacotes de aviamentos e etiquetas, então entendemos que a linha de produção era da marca", explica Castilho.

Procurados pela reportagem, nem os advogados, nem a M5 Têxtil e seu dono, o estilista Carlos Miele, responderam aos pedidos de entrevista.

À ONG Repórter Brasil, a assessoria da empresa respondeu que irá recorrer da sentença e questionou, por meio de um arquivo em PDF, a apuração dos procuradores e as provas colhidas.

A nova decisão da Justiça foi vista por advogados como um apoio à liminar concedida no fim de outubro pela ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendendo os efeitos da portaria do governo Michel Temer que flexibiliza as regras para a fiscalização do trabalho escravo.

"O próprio desembargador cita isso no acórdão. Essa decisão se relaciona com o momento político que o Brasil vive, de debate sobre o trabalho escravo. Ela mostra a preocupação do Judiciário com a precarização das condições de trabalho", diz a advogada Mayra Palópoli, sócia do escritório Palópoli e Albrecht.

Em meados de outubro, o Ministério do Trabalho publicou uma portaria com regras que dificultam o acesso à chamada "lista suja" de empregadores flagrados por trabalho escravo no país. O texto também altera o modelo de fiscalização e abre brechas que podem dificultar a comprovação e punição desse tipo de crime. A medida está suspensa temporariamente por decisão liminar da ministra Rosa Weber.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou nesta quarta-feira (8), que ainda neste mês, será publicada nova portaria com mudanças nas regras para inspeção do trabalho escravo.

A decisão desfavorável à M.Officer vem às vésperas da entrada em vigor da reforma trabalhista, que acontece no próximo dia 11, e em um contexto de legislação mais flexível ao empregador, mas o cenário não muda para a empresa de moda.

Fernando Peluso, professor de Direito Trabalhista do Insper, afirma que as novas regras de terceirização no Brasil não interferem na responsabilização da empresa que contrata serviços terceirizados.

"O que está mudando com a regra de terceirização é que você passa a poder terceirizar a atividade fim. Mas a responsabilidade do tomador de serviços não se altera", diz o professor.

Fonte: Folha de S. Paulo

Últimas de Direitos Humanos e Cidadania

Todas de Direitos Humanos e Cidadania
Miguel defende negociação e jornada de 40 horas no Senado
Força 1 JUL 2026

Miguel defende negociação e jornada de 40 horas no Senado

Alcolumbre reúne centrais sindicais antes de audiência sobre jornada
Força 1 JUL 2026

Alcolumbre reúne centrais sindicais antes de audiência sobre jornada

Ato em São Paulo reforça luta pela jornada de 40 horas
Força 1 JUL 2026

Ato em São Paulo reforça luta pela jornada de 40 horas

Porto Alegre une trabalhadores e servidores contra a escala 6×1
Força 1 JUL 2026

Porto Alegre une trabalhadores e servidores contra a escala 6×1

Escola DIEESE forma nova turma em Ciências do Trabalho
Força 1 JUL 2026

Escola DIEESE forma nova turma em Ciências do Trabalho

Laerte e Aurélio Peres recebem Troféu José Martinez
Força 1 JUL 2026

Laerte e Aurélio Peres recebem Troféu José Martinez

Comerciários do RS aprovam prestação de contas do Sindec-POA em assembleia
Força 1 JUL 2026

Comerciários do RS aprovam prestação de contas do Sindec-POA em assembleia

Força Sindical reforça campanha de solidariedade à Venezuela
Força 30 JUN 2026

Força Sindical reforça campanha de solidariedade à Venezuela

SISPESP reforça igualdade de gênero em formação nacional
Força 30 JUN 2026

SISPESP reforça igualdade de gênero em formação nacional

Miguel Torres vai ao Senado defender jornada menor
Força 30 JUN 2026

Miguel Torres vai ao Senado defender jornada menor

Mulheres fortalecem negociação sindical em Brasília
Força 29 JUN 2026

Mulheres fortalecem negociação sindical em Brasília

Centrais ampliam mobilização por jornada de 40 horas
Imprensa 29 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização por jornada de 40 horas

Campinas sedia Encontro dos Comitês Populares de Lutas
Força 29 JUN 2026

Campinas sedia Encontro dos Comitês Populares de Lutas

Sinthoresp faz trabalho de base nas regiões Oeste e Norte da capital
Força 29 JUN 2026

Sinthoresp faz trabalho de base nas regiões Oeste e Norte da capital

PSE encerra greve após aprovação de proposta
Força 29 JUN 2026

PSE encerra greve após aprovação de proposta

Centrais e movimentos sociais convocam atos no dia 30 por jornada menor e pelo fim da escala 6×1
Força 29 JUN 2026

Centrais e movimentos sociais convocam atos no dia 30 por jornada menor e pelo fim da escala 6×1

SOLIDARIEDADE À VENEZUELA
Força 28 JUN 2026

SOLIDARIEDADE À VENEZUELA

FEQUIMFAR recebe dirigentes do Metabase de Catalão
Força 26 JUN 2026

FEQUIMFAR recebe dirigentes do Metabase de Catalão

Pacto fortalece trabalho decente em grandes eventos
Força 26 JUN 2026

Pacto fortalece trabalho decente em grandes eventos

Campanha do etanol garante avanços em acordos coletivos
Força 26 JUN 2026

Campanha do etanol garante avanços em acordos coletivos

Sindicato reforça diálogo com trabalhadores da GM
Força 26 JUN 2026

Sindicato reforça diálogo com trabalhadores da GM

Mendonça suspende multas da NR-1 sobre riscos psicossociais
Imprensa 26 JUN 2026

Mendonça suspende multas da NR-1 sobre riscos psicossociais

Comissão julgará anistia ao Sindicato dos Metalúrgicos SP e Mogi
Força 25 JUN 2026

Comissão julgará anistia ao Sindicato dos Metalúrgicos SP e Mogi

GT tripartite encerra debates sobre trabalho em feriados no comércio
Força 25 JUN 2026

GT tripartite encerra debates sobre trabalho em feriados no comércio

Bridgestone aprova acordo com reajuste e PLR de até R$ 14 mil
Força 25 JUN 2026

Bridgestone aprova acordo com reajuste e PLR de até R$ 14 mil

Metalúrgicos SP promoveram ação Junho Vermelho e Violeta
Força 25 JUN 2026

Metalúrgicos SP promoveram ação Junho Vermelho e Violeta

Nova regra amplia acesso a laudos e protege frentistas
Força 25 JUN 2026

Nova regra amplia acesso a laudos e protege frentistas

CODEFAT aprova orçamento de 2027 e lança livro do FAT
Força 25 JUN 2026

CODEFAT aprova orçamento de 2027 e lança livro do FAT

Greve no setor elétrico força avanços nas negociações
Força 25 JUN 2026

Greve no setor elétrico força avanços nas negociações

SIMECAT celebra 22 anos de lutas e conquistas
Força 24 JUN 2026

SIMECAT celebra 22 anos de lutas e conquistas

Aguarde! Carregando mais artigos...