Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
11 AGO 2026

Imagem do dia

  https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335103224/

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Força

São Paulo (SP): Força Sindical, CUT e Fiesp iniciam pacto para indústria voltar a crescer

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Força

São Paulo (SP): Força Sindical, CUT e Fiesp iniciam pacto para indústria voltar a crescer

Trabalhadores, empresários, economistas e ministros debateram durante nove horas ontem (dia 26) a crise que a indústria de transformação  enfrenta e as alternativas para que o setor volte a crescer.  As medidas  fazem parte do documento “Acordo pela Produção e Emprego”, entregue ao vice-presidente da República, Michel Temer, que prometeu ser “um advogado desta causa, que ele chamou de o início de um pacto”.

O debate ocorreu no Seminário “Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego”, realizado no Moinho Santo Antonio, em São Paulo. Ao ouvir as reivindicações feitas pelos organizadores do encontro Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical; Artur Henrique, presidente da CUT e Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que intercedesse junto à presidente Dilma Rousseff para  se reunir com eles e ouvir suas reivindicações, o vice-presidente Temer se comprometeu a solicitar uma reunião para a próxima semana.

A crise vivida ela indústria de transformação, que enfrenta a concorrência de produtos importados no mercado interno e no exterior foi amplamente debatidas pelos palestrantes, que exibiram vários números para demonstrar a gravidade da situação.  Em 1985, a participação do setor no PIB (Produto Interno Bruto) era de 27% e no ano passado caiu para 16%. “A indústria teve déficit de US$ 100 bilhões”, disse Paulinho, preocupado com os empregos do setor.

“O grande fato desse encontro”, disse Paulinho, “é a unidade dos sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo e São Bernardo, da Força Sindical e CUT e a Fiesp”. “Por quê nos unimos? Além do déficit, ‘8 estados brasileiros subsidiam as importações. E os bons empregos estão fora. Não queremos ser apertadores de parafusos. Mas, os trabalhadores não vão apenas carregar o piano.

 Queremos representação no local de trabalho e que não mexam nos salários senão vão comprar uma briga feia conosco. É preciso que o governo analise as cadeias produtivas e adote rapidamente as medidas necessárias para a indústria voltar a crescer. As câmara setoriais que reivindicamos são um passo a mais para a modernidade das relações entre trabalhadores, empresários e governo”, observou.

Estudos feitos pelo Dieese mostram que é na indústria que se concentram o maior número de empregos com carteiras assinadas.  Dados da Fiesp mostram que o setor emprega 10 milhões de trabalhadores no Brasil, dos quais 3 milhões no Estado de São Paulo.  Segundo o empresário Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, “não existe projeto de país sem o revigoramento da indústria de transformação. O futuro do País não existem sem ela.  Não existe indústria rica com trabalhadores bem pagos em países pobres”.

Importados

Os números mostram a invasão dos importados. De acordo com Mario Marconi,diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, devido a sobrevalorização do real,  em 2003, as importações brasileiras chegavam a 12,5% e neste ano atinge 22%, dos quais 7% da China. Já José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, com  o aumento das importações o País deixou de gerar 3, 5 milhões de empregos.

Os palestrantes criticaram a taxa de câmbio e os juros altos. O ex-ministro da Fazenda, Bresser Pereira, afirmou que o câmbio sempre foi administrado e que o real está totalmente fora de lugar, jogando contra uma estratégia de desenvolvimento nacional”. Mas o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, declarou que “o problema do câmbio valorizado, que afeta de maneira aguda a economia, especialmente a indústria não tem solução. Particularmente preferia que a taxa  estivesse mais desvalorizada, mas não adianta. Não há nada que possa ser feito.

 O empresário precisa conviver com isso e se modernizar”, destacou o ministro ao enfatizar que “nossa indústria é do século XX. Se os empresários não forem rápidos, perderemos a competição com a Ásia, que já está muito à frente”.  Segundo o ministro Pimentel até o final de junho, o governo lançará a nova política industrial porque até agora “estávamos concentrados em debelar a inflação”.

Tecnologia

O ministro Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, expôs os planos de sua pasta para a modernização da indústria, como mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento e inovação tecnológica. Para o ministro é preciso organizar a demanda da indústria, articular as instituições de pesquisa, garantir recursos, com o do pré-sal para investimentos no setor, ou seja preparar o ambiente  para o País dar um salto na agenda. “Não podemos nos acomodar e importar automóveis prontos”.

Depois de ouvir a fala do ministro Mercadante, Monica Veloso, presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica), afirmou que, além da tecnologia, o governo também deve olhar para a educação porque “é impossível olhar para isso sem observar que o filho do trabalhador está longe de aprender sobre todo este avanço tecnológico já que grande parte sai da escola semianalfabeto”, ressaltou.  João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp, lembrou que “muitas vezes nossos trabalhadores lêem mas não sabem interpretar o texto”.

 
Durante o seminário, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Sergio Nobre, mostrou exemplos de peças importadas para montar os carros no país e como esta decisão das montadoras prejudica a geração de empregos no Brasil.

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, observou que uma montadora traz os carros prontos que custam menos de R$ 10 mil e vende o produto no Brasil por R$ 100 mil. “Precisamos de medidas rápidas e contundentes. Não queremos ser apertadores de parafusos. A mão de obra é o nosso futuro”, declarou.

Pacto

O ex-ministro da Fazenda,  Bresser Pereira, que se manifestou favorável ao pacto, lembrou que ele (pacto) também implica em perdas. Na sua visão, uma das conseqüências para administrar o câmbio   seria a depreciação de 30% sobre o salário real.

  Paulinho reagiu e disse que “ainda bem que o Bresser não é ministro. Não mexam nos salários se não vão comprar briga conosco”, disse.
Para o economista Amir Khair, ex-secretário de Finanças da prefeitura de São Paulo, o Brasil desperdiça dinheiro, “causa que nos amarra há mais de 15 anos. Jogamos 7,5% do PIB no pagamento de juros, enquanto os países ricos gastam 1,7% e a América Latina também”.

Ao ser indagado pelo moderador jornalista Willian Wack sobre que pacto seria esse da indústria, trabalhadores e governo, Danilo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical São Paulo, observou que a aproximação com o governo Lula não foi só de ganhos. “Sabemos que no pacto precisamos também ver nossas diferenças”.

No período da manhã, João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical, também lembrou que capital e trabalho tem diferenças que são negociadas, mas também têm convergências, como a redução da taxa de juros, qualificação profissional e acabar com a rotatividade.

Confira a íntegra do acordo firmado entre trabalhadores e empresários pelo futuro da produção e emprego
 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Força Sindical

Últimas de Força

Todas de Força
Atos do dia 10 de agosto pelos estados!
Força 11 AGO 2026

Atos do dia 10 de agosto pelos estados!

Metalúrgicos de SP recebem o candidato Fernando Haddad
Força 11 AGO 2026

Metalúrgicos de SP recebem o candidato Fernando Haddad

Sinpospetro RJ amplia pressão por ganho real
Força 11 AGO 2026

Sinpospetro RJ amplia pressão por ganho real

Plano Verão registra 1,4 mil horas de medição
Força 11 AGO 2026

Plano Verão registra 1,4 mil horas de medição

CONTER-SP debate saúde mental, tecnologia e emprego
Força 11 AGO 2026

CONTER-SP debate saúde mental, tecnologia e emprego

Sindec-POA cria espaço de acolhimento para comerciárias
Força 10 AGO 2026

Sindec-POA cria espaço de acolhimento para comerciárias

11º Congresso da FEQUIMFAR debate desafios do trabalho
Força 10 AGO 2026

11º Congresso da FEQUIMFAR debate desafios do trabalho

A luta agora é no Senado!
Palavra do Presidente 10 AGO 2026

A luta agora é no Senado!

Centrais fazem manifestação no Brás pelo fim da escala 6×1
Força 10 AGO 2026

Centrais fazem manifestação no Brás pelo fim da escala 6×1

SinSaúdeSP lança nova edição de boletim com conquistas, ações sindicais e atuação internacional
Força 10 AGO 2026

SinSaúdeSP lança nova edição de boletim com conquistas, ações sindicais e atuação internacional

10 de Agosto – Dia de mobilização para pressionar o Senado
Força 10 AGO 2026

10 de Agosto – Dia de mobilização para pressionar o Senado

Reunião com Boulos fortalece luta pela redução da jornada
Força 7 AGO 2026

Reunião com Boulos fortalece luta pela redução da jornada

Plano Verão reforça proteção contra calor no trabalho
Força 7 AGO 2026

Plano Verão reforça proteção contra calor no trabalho

SISPESP debate futuro do serviço público no SUBRAC 2026
Força 7 AGO 2026

SISPESP debate futuro do serviço público no SUBRAC 2026

Fiscalização do Sindec-POA garante direitos após denúncias
Força 7 AGO 2026

Fiscalização do Sindec-POA garante direitos após denúncias

Sintepav-BA conquista serviço de telemedicina para trabalhadores da construção pesada
Força 7 AGO 2026

Sintepav-BA conquista serviço de telemedicina para trabalhadores da construção pesada

Aposentados da Pirelli contestam alta no convênio médico
Força 7 AGO 2026

Aposentados da Pirelli contestam alta no convênio médico

Ato do dia 10 reforça luta pelo fim da escala 6×1
Força 7 AGO 2026

Ato do dia 10 reforça luta pelo fim da escala 6×1

FEESSEMG reforça mobilização após assembleia sobre ACT
Força 6 AGO 2026

FEESSEMG reforça mobilização após assembleia sobre ACT

Projeto certifica refugiados para atuar na hospitalidade
Força 6 AGO 2026

Projeto certifica refugiados para atuar na hospitalidade

Força Sindical SP organiza mobilização para ato de 10 de agosto
Força 6 AGO 2026

Força Sindical SP organiza mobilização para ato de 10 de agosto

Dia 10 terá mobilização nacional pela jornada de 40 horas
Força 6 AGO 2026

Dia 10 terá mobilização nacional pela jornada de 40 horas

NOTA SOBRE A TAXA SELIC
Força 5 AGO 2026

NOTA SOBRE A TAXA SELIC

Sindicalistas apresentam pautas a Simone Tebet em São Paulo
Força 5 AGO 2026

Sindicalistas apresentam pautas a Simone Tebet em São Paulo

Eletricitários reforçam mobilização pelo fim da escala 6×1
Força 5 AGO 2026

Eletricitários reforçam mobilização pelo fim da escala 6×1

Sinpospetro RJ reforça saúde mental com curso sobre NR-1
Força 5 AGO 2026

Sinpospetro RJ reforça saúde mental com curso sobre NR-1

CNTM celebra 38 anos e reforça mobilização nacional
Força 5 AGO 2026

CNTM celebra 38 anos e reforça mobilização nacional

Frentistas do RJ intensificam mobilização por ganho real
Força 4 AGO 2026

Frentistas do RJ intensificam mobilização por ganho real

Sintepav-BA divulga tabela salarial atualizada da categoria
Força 4 AGO 2026

Sintepav-BA divulga tabela salarial atualizada da categoria

Força Sindical MG promove seminário sobre Direito do Trabalho
Força 4 AGO 2026

Força Sindical MG promove seminário sobre Direito do Trabalho

Aguarde! Carregando mais artigos...