Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Memória Sindical

Petrobras 55 anos. O ouro negro do Brasil

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Memória Sindical

Petrobras 55 anos. O ouro negro do Brasil

Uma empresa forte é essencial para alavancar a posição de um país no atual mundo capitalista. No Brasil, a Petrobras cumpre este papel. O petróleo é um bem de alto valor estratégico para a economia e para o desenvolvimento das nações. E, por envolver a movimentação de um grande volume de capital, muito além da função de fornecer energia fóssil, o debate sobre a Petrobras envolve também projetos de cunho cultural e social. O nome ‘Petrobras’ está na boca tanto de trabalhadores e especialistas da área de energia, quanto de museólogos, cineastas, editores etc, passando por políticos e economistas. Tantos atributos fazem com que a petrolífera seja alvo de interesses, discussões e jogos políticos.

Exemplo disso foi o destaque, nos assuntos nacionais, dado à descoberta de petróleo, na camada de pré-sal da bacia de Santos. A quantidade descoberta foi tão grande que poderia mudar a história de nosso País. A riqueza mexeu também com interesses internacionais. Os Estados Unidos, por exemplo, que não possuem grandes reservas de petróleo e precisa deste combustível para fazer funcionar sua ‘locomotiva’, cresceu o olho sobre o pré-sal, reativando, numa afronta à soberania nacional, a 4ª Frota Naval no Atlântico Sul (ativada na década de 1940, durante a II Grande Guerra, a fim de conter o avanço dos navios alemães sobre o Atlântico em águas americanas). A descoberta do pré-sal retomou um dilema histórico: deliberar sobre a forma regulatória de exploração e produção de óleo e gás, de modo que favoreça a sociedade brasileira.

Os argumentos apresentados ilustram o papel estratégico da Petrobras e justificam a revisão de seus 55 anos de história, decorrentes de uma apaixonada campanha pela sua criação.

LIBERAIS E NACIONALISTAS
Nos idos da década de 1940, o debate sobre os rumos do desenvolvimento brasileiro estava no centro das discussões e o movimento pela nacionalização do petróleo sacudiu o País. Entre 1947 e 1953 era clara a distinção entre os que achavam que o petróleo deveria ser explorado exclusivamente por uma empresa estatal e os que defendiam que a prospecção, refino e distribuição deveriam ser feitas por empresas privadas, estrangeiras ou brasileiras.

Ao fim da 2a Guerra Mundial (1945) a ideo-logia do liberalismo, que pregava o Estado mínimo, disseminou-se pelo mundo. No Brasil os mais adeptos desta corrente, com forte representação na grande imprensa e nas organizações patronais, defendiam a abertura total do País, inclusive das reservas de petróleo, ao capital estrangeiro. Por outro lado, os nacionalistas, propugnavam pela criação de uma petrolífera estatal, com monopólio brasileiro, a fim de evitar o risco de aquele produto estratégico ser oligopolizado por corporações internacionais como Standard Oil, Shell, Texaco, Mobil Oil, Esso etc.

Neste contexto, a Constituição Brasileira de 1946, embora fosse a mais progressista até então, dispôs de forma ambígua sobre a apropriação do petróleo. Ela admitia a participação de capitais privados estrangeiros na exploração mineral e do petróleo, desde que estes capitais fossem integrados à empresas constituídas no Brasil.

Os vários planos sobre o gerenciamento do petróleo passaram pelo governo Dutra que, em 1947, criou o Estatuto do Petróleo. O Estatuto apontou que era impossível a completa nacionalização, por falta de verbas e de técnicos especializados. Esta notícia desagradou desde os nacionalistas, que defendiam o monopólio estatal integral, até os grandes trustes, interessados na exploração do petróleo brasileiro à maneira do venezuelano.

A PETROBRAS É NOSSA
Ainda em 1947, das conferências de caráter nacionalista, realizadas no Clube Militar, surgiu uma forte reação à não nacionalização total do petróleo. O estopim foi a Campanha do Petróleo que defendia o monopólio estatal em todas as fases da exploração. Famosa por seu slogan ‘O petróleo é nosso’, esta campanha passou a ser articulada em 1948, pelo recém-criado Centro de Estudos e Defesa do Petróleo. O Partido Comunista Brasileiro, na ilegalidade, ao lado dos estudantes da UNE, liderou uma série de manifestações, a favor do monopólio estatal, enquanto a grande imprensa (O Estado de São Paulo, Diário de Notícias, O Globo etc) defendia interesses privatistas. A Campanha do Petróleo também foi abraçada por pequenos grupos de militares nacionalistas e por muitos jornalistas.

Ainda em 1948, a equipe do governo Dutra, sob pressão, abriu mão do Estatuto do Petróleo. Este impasse se desenrolou até 1951, quando Getúlio Vargas, de volta à presidência da República, enviou ao Congresso um projeto propondo a criação da ‘Petróleo Brasileiro S.A.’ (Petrobras). Seu projeto previa que esta fosse uma empresa de economia mista com controle majoritário da União.

Nas ruas, a campanha ‘O petróleo é nosso’ continuava a pressionar o governo pela estatização. Vargas optou finalmente pelo monopólio estatal, autorizando a abertura das negociações no Congresso. Depois de uma batalha parlamentar de 23 meses, o Senado terminou por aprovar a criação da Petrobras, sancionada por Vargas – lei 2.004 – em 03 de outubro de 1953. Este foi o resultado da vitória dos nacionalistas e do triunfo da campanha ‘O petróleo é nosso’.

Em mensagem ao povo brasileiro, Getúlio destacou a importância da medida: ‘Constituída com capital, técnica e trabalho exclusivamente brasileiros, a Petrobras (…) constitui novo marco da nossa independência econômica’.

Carolina Maria Ruy
Jornalista e pesquisadora

Últimas de Memória Sindical

Todas de Memória Sindical
Força Mulher convoca mobilização pelo PL da Misoginia
Força 13 JUL 2026

Força Mulher convoca mobilização pelo PL da Misoginia

Dia da Luta Operária: com música e casa cheia, sindicalismo homenageia seus lutadores
Força 13 JUL 2026

Dia da Luta Operária: com música e casa cheia, sindicalismo homenageia seus lutadores

Sinpospetro RJ inicia ciclo sobre saúde mental e NR-1
Força 13 JUL 2026

Sinpospetro RJ inicia ciclo sobre saúde mental e NR-1

Sinpospetro RJ amplia parceria com o MTE por mais segurança
Força 13 JUL 2026

Sinpospetro RJ amplia parceria com o MTE por mais segurança

Sinthoresp, 93 anos de história
Força 13 JUL 2026

Sinthoresp, 93 anos de história

SinSaúdeSP garante acordo com a Prevent Sênior e amplia direitos dos trabalhadores
Força 13 JUL 2026

SinSaúdeSP garante acordo com a Prevent Sênior e amplia direitos dos trabalhadores

Sindnapi RS ensina idosos a evitar golpes virtuais
Força 13 JUL 2026

Sindnapi RS ensina idosos a evitar golpes virtuais

Sindec: 94 anos de união e lutas
Artigos 13 JUL 2026

Sindec: 94 anos de união e lutas

A fortaleza do sindicato
Artigos 13 JUL 2026

A fortaleza do sindicato

Saúde mental: responsabilidade de todos
Artigos 8 JUL 2026

Saúde mental: responsabilidade de todos

Você conhece seus direitos? Confira 5 benefícios garantidos às pessoas idosas no Brasil
Força 8 JUL 2026

Você conhece seus direitos? Confira 5 benefícios garantidos às pessoas idosas no Brasil

Dia da Luta Operária: acompanhe a transmissão ao vivo
Força 8 JUL 2026

Dia da Luta Operária: acompanhe a transmissão ao vivo

Trabalhadores do Biocor/Rede D’OR lutam por reajuste e benefícios
Força 7 JUL 2026

Trabalhadores do Biocor/Rede D’OR lutam por reajuste e benefícios

Força Sindical reúne Regional Recôncavo em Mutuípe
Força 7 JUL 2026

Força Sindical reúne Regional Recôncavo em Mutuípe

Sintrabor amplia cooperação sindical durante Congresso da UIL
Força 7 JUL 2026

Sintrabor amplia cooperação sindical durante Congresso da UIL

Enel apresenta proposta final e assembleia decide acordo
Força 6 JUL 2026

Enel apresenta proposta final e assembleia decide acordo

Sindnapi debate violência e direitos da pessoa idosa
Força 6 JUL 2026

Sindnapi debate violência e direitos da pessoa idosa

Jornada menor pauta entrevista de Serginho na Jovem Pan News
Força 6 JUL 2026

Jornada menor pauta entrevista de Serginho na Jovem Pan News

Diretoras metalúrgicas participam de seminário pela paz
Força 6 JUL 2026

Diretoras metalúrgicas participam de seminário pela paz

Dia da Luta Operária homenageia Nair Goulart fundadora da Força
Força 6 JUL 2026

Dia da Luta Operária homenageia Nair Goulart fundadora da Força

Festa Julina do Sinthoresp reúne trabalhadores e famílias em dia de alegria e confraternização
Força 6 JUL 2026

Festa Julina do Sinthoresp reúne trabalhadores e famílias em dia de alegria e confraternização

Sintrabor reforça solidariedade internacional em congresso na Itália
Força 6 JUL 2026

Sintrabor reforça solidariedade internacional em congresso na Itália

Laerte e Aurélio Peres receberão Troféu José Martinez no Dia da Luta Operária
Força 6 JUL 2026

Laerte e Aurélio Peres receberão Troféu José Martinez no Dia da Luta Operária

“É preciso intensificar mobilização por jornada menor”, disse Miguel
Força 3 JUL 2026

“É preciso intensificar mobilização por jornada menor”, disse Miguel

Mulheres fortalecem negociação sindical em Brasília
Força 3 JUL 2026

Mulheres fortalecem negociação sindical em Brasília

Diretoria dos Químicos de Jaguariúna é reeleita
Força 3 JUL 2026

Diretoria dos Químicos de Jaguariúna é reeleita

Sindicalistas se encontram com Lula no Palácio do Planalto
Força 3 JUL 2026

Sindicalistas se encontram com Lula no Palácio do Planalto

STTI Brinquedos empossa diretoria para gestão 2026–2030
Força 2 JUL 2026

STTI Brinquedos empossa diretoria para gestão 2026–2030

Comissão de Anistia reconhece perseguição ao Sindicato dos Metalúrgicos SP
Força 2 JUL 2026

Comissão de Anistia reconhece perseguição ao Sindicato dos Metalúrgicos SP

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia
Imagem do dia 2 JUL 2026

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Aguarde! Carregando mais artigos...