Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

A compreensão do passado para a construção de um futuro melhor

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Artigos

A compreensão do passado para a construção de um futuro melhor

Por: José Luiz Ribeiro

A partir de 1750, na Inglaterra, com o surgimento das fábricas, o mundo passou por uma grande transformação em seu modo de produção. Sob esse novo sistema, os meios de produção foram migrando dos campos e oficinas, onde se realizam trabalhos de forma artesanal para grandes galpões.

Assim, homens, mulheres e crianças foram inseridos num sistema de produção onde teriam que respeitar horários, cumprir metas e seguir normas. Por isso essas alterações nas relações dos homens em sociedade foram tão profundas que denominamos esse processo histórico da humanidade como Revolução Industrial.

Principalmente os mais jovens devem estar se perguntando neste momento: mas o que tem a ver a minha vida, no Brasil, em pleno ano de 2013 com histórias sobre transformações que aconteceram há mais de 250 anos na Inglaterra?

Ainda que nos pareça distante, a verdade é que a história do homem em sociedade é uma sucessão de acontecimentos interligados entre si. Os elementos da Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, na Europa, ainda estão muito presentes em nossas vidas.

Fato que avançamos quanto aos direitos dos trabalhadores e os métodos de gerenciamento tenham evoluído no sentido de otimizar a produção, porém é preciso compreender que a estrutura, o conceito de fábricas, em essência, ainda são os mesmos das estabelecidas há mais de dois séculos.

Os operários, uma nova classe social – Com as fábricas também surgiram os operários.

No início da Revolução Industrial não existiam leis em defesa do trabalhador. Deste modo, homens, mulheres e crianças eram submetidos, dentro outros abusos, a jornadas de trabalhos que chegavam até a 16 horas diárias.

Não havendo legislação, os direitos dos operários só foram sendo conquistados a partir do momento em que os trabalhadores passaram ser organizar em grupos para lutar melhores condições.

Essa luta por trabalho decente e, consequentemente, de vida deu origem aos Sindicatos. As entidades de trabalhadores surgiram a partir do momento em que os operários compreenderam que somente unidos em torno de um ideal é que conseguiriam melhorias em suas vidas.

A luta e os operários no Brasil – Extensão da transformação ocorrida na Europa, o processo de industrialização no Brasil aconteceu, principalmente, entre o final do século XIX até meados de 1930.

É preciso considerar que o Brasil era constituído basicamente por mão de obra escrava (a abolição da escravatura só veio a acontecer 1888). A partir deste momento é que se iniciou, mais sistematicamente, o processo de alteração no modo de produção, partindo da mão de obra escrava para o trabalho assalariado.

Ainda que controverso o tema, a “industrialização” brasileira também provocou grandes transformações sociais. Em realidade, os trabalhadores estavam separados por continentes, no entanto, tanto europeus quanto brasileiros seguiam as mesmas lógicas de mercado.

A luta por direitos, no Brasil, é marcada profundamente pela imigração – mesmo com o registro de várias manifestações antes deste período. Com uma sociedade baseada na escravidão, as novas indústrias não encontravam mão de obra especializada para executar as funções exigidas. Deste modo, os empresários passaram a importar mão de obra estrangeira.

E foi assim que muitos italianos, portugueses, alemães, espanhóis, japoneses aportaram no Brasil em busca de trabalho.

Não precisamos ir muito longe para constatar esses fatos. Basta olharmos para a história de Piracicaba, para a nossa gente, que encontraremos milhares de descendentes na formação de nosso povo.

Mas os imigrantes não trouxeram consigo somente suas malas de roupas, trouxeram também na bagagem os ideais das lutas por melhores condições de trabalho. Afinal, a história da luta entre classes já era uma realidade, principalmente na Europa, desde 1750.

A chegada dos imigrantes ao Brasil trouxe o ideal de luta por melhores condições. Assim surgiram as associações e sindicatos de trabalhadores, que passaram também a reivindicar seus direitos.

A primeira formatação de legislação trabalhista brasileira surgiu, com força, em 1943 com a criação da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, que completa 70 anos em 2013. Do ponto de vista histórico, o Brasil ainda é um país em desenvolvimento quanto aos direitos trabalhistas.

Se hoje lutamos pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial; a essência é a mesma daqueles trabalhadores que lutavam pela redução da jornada de 16 horas diárias.

Se hoje avançamos em nossos direitos, como cidadãos e trabalhadores, por transporte decente, fim dos assédios moral e sexual, equiparação de salários entre homens e mulheres, contra o trabalho infantil, refeitórios, vale-alimentação, PLR – Participação nos Lucros e/ou Resultados, reajustes salariais, adicionais sobre riscos, Férias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), direito ao lazer, descanso remunerado aos sábados e domingos, aposentadoria, dentre tantos outros, não foram os empresários que deram esses benefícios. Eles foram conquistados pela luta e união dos trabalhadores.

Todos os direitos que os trabalhadores possuem hoje são consequências de muita luta, de organização dos operários em sindicatos. Uma luta em que muitos morreram para garantir melhores condições de trabalho e de vida, mas que ainda muitos jovens desconhecem a história e, por isso, não compreendem que só vamos construir um país melhor, uma sociedade mais igualitária, com distribuição de renda justa, cidadania plena se nos unirmos em nossas causas coletivas.

José Luiz Ribeiro é Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e Vereador em Piracicaba-SP. E-mail: presid@stmp.org.br

PEC 12/2026 não reduz jornada, reduz direitos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

PEC 12/2026 não reduz jornada, reduz direitos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Alerta de confirmação
João Guilherme Vargas Netto

Alerta de confirmação

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora
Eusébio Pinto Neto

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Mulheres fortalecem negociação sindical em Brasília
Força 29 JUN 2026

Mulheres fortalecem negociação sindical em Brasília

Centrais ampliam mobilização por jornada de 40 horas
Imprensa 29 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização por jornada de 40 horas

Campinas sedia Encontro dos Comitês Populares de Lutas
Força 29 JUN 2026

Campinas sedia Encontro dos Comitês Populares de Lutas

Sinthoresp faz trabalho de base nas regiões Oeste e Norte da capital
Força 29 JUN 2026

Sinthoresp faz trabalho de base nas regiões Oeste e Norte da capital

PSE encerra greve após aprovação de proposta
Força 29 JUN 2026

PSE encerra greve após aprovação de proposta

SOLIDARIEDADE À VENEZUELA
Força 28 JUN 2026

SOLIDARIEDADE À VENEZUELA

Centrais e movimentos sociais convocam atos no dia 30 por jornada menor e pelo fim da escala 6×1
Força 26 JUN 2026

Centrais e movimentos sociais convocam atos no dia 30 por jornada menor e pelo fim da escala 6×1

FEQUIMFAR recebe dirigentes do Metabase de Catalão
Força 26 JUN 2026

FEQUIMFAR recebe dirigentes do Metabase de Catalão

Pacto fortalece trabalho decente em grandes eventos
Força 26 JUN 2026

Pacto fortalece trabalho decente em grandes eventos

Campanha do etanol garante avanços em acordos coletivos
Força 26 JUN 2026

Campanha do etanol garante avanços em acordos coletivos

Sindicato reforça diálogo com trabalhadores da GM
Força 26 JUN 2026

Sindicato reforça diálogo com trabalhadores da GM

Mendonça suspende multas da NR-1 sobre riscos psicossociais
Imprensa 26 JUN 2026

Mendonça suspende multas da NR-1 sobre riscos psicossociais

Comissão julgará anistia ao Sindicato dos Metalúrgicos SP e Mogi
Força 25 JUN 2026

Comissão julgará anistia ao Sindicato dos Metalúrgicos SP e Mogi

GT tripartite encerra debates sobre trabalho em feriados no comércio
Força 25 JUN 2026

GT tripartite encerra debates sobre trabalho em feriados no comércio

Bridgestone aprova acordo com reajuste e PLR de até R$ 14 mil
Força 25 JUN 2026

Bridgestone aprova acordo com reajuste e PLR de até R$ 14 mil

Metalúrgicos SP promoveram ação Junho Vermelho e Violeta
Força 25 JUN 2026

Metalúrgicos SP promoveram ação Junho Vermelho e Violeta

Nova regra amplia acesso a laudos e protege frentistas
Força 25 JUN 2026

Nova regra amplia acesso a laudos e protege frentistas

CODEFAT aprova orçamento de 2027 e lança livro do FAT
Força 25 JUN 2026

CODEFAT aprova orçamento de 2027 e lança livro do FAT

Greve no setor elétrico força avanços nas negociações
Força 25 JUN 2026

Greve no setor elétrico força avanços nas negociações

SIMECAT celebra 22 anos de lutas e conquistas
Força 24 JUN 2026

SIMECAT celebra 22 anos de lutas e conquistas

Sintrabor convoca assembleia decisiva na Bridgestone
Força 24 JUN 2026

Sintrabor convoca assembleia decisiva na Bridgestone

Federação dos Metalúrgicos SP intensifica luta por jornada menor
Força 24 JUN 2026

Federação dos Metalúrgicos SP intensifica luta por jornada menor

FEQUIMFAR conhece ações de inclusão na Modular
Força 24 JUN 2026

FEQUIMFAR conhece ações de inclusão na Modular

Centrais convocam atos nacionais para 30/6
Imprensa 23 JUN 2026

Centrais convocam atos nacionais para 30/6

Metalúrgicos avançam em debates sobre direitos e organização
Força 23 JUN 2026

Metalúrgicos avançam em debates sobre direitos e organização

Sinpospetro-Osasco promove educação financeira para frentistas
Força 23 JUN 2026

Sinpospetro-Osasco promove educação financeira para frentistas

Posse da diretoria reforça unidade dos Químicos de Santa Rosa
Força 22 JUN 2026

Posse da diretoria reforça unidade dos Químicos de Santa Rosa

Metalúrgicos SP reforçam luta por jornada justa e direitos
Força 22 JUN 2026

Metalúrgicos SP reforçam luta por jornada justa e direitos

OIT celebra 15 anos de direitos no trabalho doméstico
Imprensa 22 JUN 2026

OIT celebra 15 anos de direitos no trabalho doméstico

FEQUIMFAR debate inclusão e empregabilidade na Unicamp
Força 22 JUN 2026

FEQUIMFAR debate inclusão e empregabilidade na Unicamp

Aguarde! Carregando mais artigos...