Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

As instituições públicas no governo Bolsonaro

quarta-feira, 27 de março de 2019

Artigos

As instituições públicas no governo Bolsonaro

Por: Antônio Augusto de Queiroz

A lógica do governo Jair Bolsonaro em relação ao papel das instituições públicas na sociedade brasileira é motivo de profunda preocupação, tanto pelo despreparo do novo governo quanto pelo preconceito a tudo que tem o selo do Estado. As consequências disso poderão ser trágicas para quem depende do Estado para sobreviver, como os vulneráveis, e também para o próprio setor privado.

O pressuposto governamental é de que tudo que parte do Estado está associado a corrupção ou custará mais caro do que comprar do setor privado, além de supostamente se destinar a quem não merece. Ou seja, para o governo, todo ente público, além de corrupto, seria perdulário, por supostamente gastar muito e mal.

Assim, em nome do combate à corrupção e ao suposto desequilíbrio e descontrole das contas públicas, o governo tem se empenhado para desmontar o Estado brasileiro, seja prometendo vender todas as empresas estatais e promovendo a redução e sucateamento da máquina pública, seja propondo reformas que suprimem direitos, sem qualquer preocupação com a dignidade da pessoa humana e de quem depende de serviços e programas do Estado.

O desmonte do Estado se materializa, de um lado, pela omissão e ausência de condições materiais para o funcionamento da máquina pública, a partir do contingenciamento de recursos, e, de outro, pelo afrouxamento da legislação, da fiscalização e do controle estatal aplicáveis aos agentes privados no cumprimento de suas obrigações para com os direitos humanos e o meio ambiente, entre outras.

No primeiro caso, além da omissão dos governantes e do contingenciamento de recursos, a situação é agravada pela inexperiência e desorganização da nova equipe, que está mais preocupada em fazer julgamentos morais e condenar o passado do que ser propositiva ou projetar algo alternativo para o futuro. É o tipo de gente que prefere condenar à escuridão a acender uma vela e que, ao adotar postura policialesca, impede que haja qualquer debate no âmbito interno do governo que possa questionar decisões equivocadas e enviesadas politicamente no sentido de combater o “esquerdismo”.

No segundo caso, do afrouxamento das obrigações, além da servidão ao mercado, parte do pressuposto de que há excesso de rigor, tanto na legislação quanto na fiscalização feita pelos órgãos de controle, e isto estaria prejudicando a eficiência e a produtividade da economia, e, em consequência, dificultando a atração de investimentos. Confunde simplificação administrativa com total desregulação, repetindo os erros dos regimes neoliberais dos anos 1970 e 1980, que, sob o comando dos “psicopatas econômicos”, geraram aumento da pobreza e a captura do Estado pelos mercados, em todo o mundo.

Essa visão de mundo traz duas consequências graves. A primeira recai sobre os mais vulneráveis, que dependem de prestação do Estado. A segunda pode levar à negligência no cumprimento de obrigações por parte do setor privado.

A primeira consequência é que a pessoa que depende de serviços públicos, da saúde pública, da educação pública, da assistência social ou dos programas governamentais de distribuição de renda, ficará à mingua, se o Estado desativar ou perder a capacidade de bancar tais programas e serviços. Isso, certamente, colocaria em risco a paz social no País.

A segunda consequência é que o objetivo de maximizar o lucro das empresas pressiona os gestores para minimizar custos e despesas, o que poderá levar à contenção de investimento em prevenção e cumprimento de normas de segurança do trabalho e no respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos, como bem demonstram os recentes episódios envolvendo o setor de mineração.

Neste último aspecto, de afrouxamento dos marcos regulatórios e fiscalizatórios, aumenta, ainda mais, a responsabilidade social e os cuidados preventivos das empresas, porque a reparação de eventuais danos certamente custará muito mais, tanto em termos de imagem quanto financeiros.

O presidente e seus seguidores estão mais preocupados em destruir o sistema político e a chamada “velha política”, sem nenhuma clareza sobre o que colocar no lugar. Estão cegamente convencidos de que a destruição do Estado e da forma atual de fazer política leva, automaticamente, à solução de todos os problemas, porque supostamente teria atacado a raiz da corrupção, como se apenas isso já fosse um fim em si mesmo, suficientemente para justificar a guinada autoritária.

É um tipo de visão míope, na qual o presidente e seu governo está gastando todo seu capital político, com perda acelerada de legitimidade, sem apresentar resultados nem resolver os problemas reais do País. Vai gastar todo o “capital” na demolição e depois não terá “recursos” para reconstruir em novas bases. É uma lógica tosca, própria dos fundamentalistas, que acreditam cegamente na estratégia de negação.

Nesse cenário, ou o governo revê seus valores e visão de mundo, calibrando suas propostas na economia e na área social, ou a paz social e a estabilidade dos negócios estarão em risco. Esse é o preço que a sociedade pode pagar caso persista esse tipo de lógica governamental. A visão extremada, fundamentalista, o preconceito nem o ressentimento são bons conselheiros. O equilíbrio e o bom senso são dois requisitos fundamentais para bem governar.

Antônio Augusto de Queiroz
Jornalista, analista político e diretor do Diap

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Carolina Maria Ruy

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

A fortaleza do sindicato
Eusébio Pinto Neto

A fortaleza do sindicato

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Campanha do etanol amplia acordos e garante avanços salariais
Força 24 JUL 2026

Campanha do etanol amplia acordos e garante avanços salariais

Encontro fortalece diálogo entre sindicatos e Ministério
Força 24 JUL 2026

Encontro fortalece diálogo entre sindicatos e Ministério

Metalúrgicos aprovam PLR na Nipra e rejeitam proposta na Aratell
Força 24 JUL 2026

Metalúrgicos aprovam PLR na Nipra e rejeitam proposta na Aratell

Convenção Coletiva é destaque em assembleias do Sindbrinq
Força 24 JUL 2026

Convenção Coletiva é destaque em assembleias do Sindbrinq

FEQUIMFAR debate medidas para preservar empregos na Mosaic
Força 24 JUL 2026

FEQUIMFAR debate medidas para preservar empregos na Mosaic

Metalúrgicos de Osasco celebram 63 anos com série histórica
Força 24 JUL 2026

Metalúrgicos de Osasco celebram 63 anos com série histórica

SinSaúdeSP fortalece diálogo com Amil e FecomercioSP
Força 24 JUL 2026

SinSaúdeSP fortalece diálogo com Amil e FecomercioSP

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Artigos 23 JUL 2026

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Centrais intensificam mobilização pela aprovação da PEC no Senado
Força 22 JUL 2026

Centrais intensificam mobilização pela aprovação da PEC no Senado

Sindbrinq realiza assembleia na Puff Toys em Laranjal Paulista
Força 22 JUL 2026

Sindbrinq realiza assembleia na Puff Toys em Laranjal Paulista

FEQUIMFAR inicia organização do 11º Congresso
Força 22 JUL 2026

FEQUIMFAR inicia organização do 11º Congresso

Químicos da Força debate desenvolvimento regional em Cubatão
Força 22 JUL 2026

Químicos da Força debate desenvolvimento regional em Cubatão

Sindicato entrega Cesta Cegonha e apoia famílias eletricitárias
Força 22 JUL 2026

Sindicato entrega Cesta Cegonha e apoia famílias eletricitárias

Varal Solidário entrega agasalhos a famílias em Guarulhos, dia 7
Força 22 JUL 2026

Varal Solidário entrega agasalhos a famílias em Guarulhos, dia 7

Portaria reforça negociação coletiva no comércio
Força 22 JUL 2026

Portaria reforça negociação coletiva no comércio

Nota – Diálogo e democracia sim, imposição arbitrária não!
Força 21 JUL 2026

Nota – Diálogo e democracia sim, imposição arbitrária não!

Metalúrgicos SP ampliam mobilização e conquistam avanços
Força 21 JUL 2026

Metalúrgicos SP ampliam mobilização e conquistam avanços

A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump; por Clemente Ganz Lúcio
Artigos 21 JUL 2026

A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump; por Clemente Ganz Lúcio

Curso da FEQUIMFAR fortalece novas lideranças sindicais
Força 21 JUL 2026

Curso da FEQUIMFAR fortalece novas lideranças sindicais

Sindnapi rejeita nova reforma que retira direitos
Força 21 JUL 2026

Sindnapi rejeita nova reforma que retira direitos

EPIs salvam vidas e reforçam segurança dos eletricitários
Força 21 JUL 2026

EPIs salvam vidas e reforçam segurança dos eletricitários

FEQUIMFAR celebra o Dia do trabalhador da Indústria Química
Força 21 JUL 2026

FEQUIMFAR celebra o Dia do trabalhador da Indústria Química

Sintepav-BA, 34 anos: mobilização, conquistas e defesa dos trabalhadores
Força 21 JUL 2026

Sintepav-BA, 34 anos: mobilização, conquistas e defesa dos trabalhadores

Adriana Marcolino destaca impacto do salário mínimo na economia
Imprensa 21 JUL 2026

Adriana Marcolino destaca impacto do salário mínimo na economia

Metalúrgicos SP reforçam mobilização por jornada menor
Força 20 JUL 2026

Metalúrgicos SP reforçam mobilização por jornada menor

Sindicato amplia diálogo e mobiliza eletricitários nas bases
Força 20 JUL 2026

Sindicato amplia diálogo e mobiliza eletricitários nas bases

Sintracon-SP conquista reajuste de 5,15% para categoria
Força 20 JUL 2026

Sintracon-SP conquista reajuste de 5,15% para categoria

Sinthoresp garante aumento real, direitos e benefícios
Força 20 JUL 2026

Sinthoresp garante aumento real, direitos e benefícios

Centrais sindicais do RS protestam em frente à Fiergs pelo fim da escala 6×1
Força 20 JUL 2026

Centrais sindicais do RS protestam em frente à Fiergs pelo fim da escala 6×1

Fórum Sindical dos BRICS aprova declaração unânime
Força 17 JUL 2026

Fórum Sindical dos BRICS aprova declaração unânime

Aguarde! Carregando mais artigos...