Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Carta aos jovens sindicalistas

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Artigos

Carta aos jovens sindicalistas

Por: João Carlos Gonçalves, (Juruna)

*João Carlos Gonçalves, Juruna

Estou na atividade sindical há mais de 40 anos. Esta trajetória possibilitou-me uma base mais sólida para que eu me transformasse não apenas em um diretor formal, burocrático, mas em um dirigente sindical e de classe. Aprendi que um trabalhador não se torna um dirigente sindical de uma hora para outra. Um dirigente se forma com experiência, muito trabalho e dedicação. Como as águias, aprende mais rápido quem consegue enxergar longe, e para todos os lados, tanto na vida quanto na política e no movimento social.

Da mesma forma que as experiências de vida ensinam a importância da formação do sindicalista, acho importante transmitir esta ideia aos sindicalistas novos, recém-ingressos nas diretorias ou nas atividades dos sindicatos.

Para isto, buscarei resumir, em alguns itens, ações que considero fundamentais para a transformação de um diretor ou ativista em um autêntico e combativo dirigente de classe.

Pretendo, neste primeiro texto, focar em ações do campo da formação pessoal e da comunicação social. Portanto, além das atitudes normais de um dirigente, como ser sempre solidário, comprometido com os trabalhadores, participar dos movimentos junto com o seu sindicato, não ter medo de falar em público e ser um cidadão exemplar, sugiro:

1 – Manter-se sempre bem informado sobre a situação política, econômica, social e cultural do País
É importante ler diariamente os principais jornais e assistir aos grandes telejornais, a chamada grande imprensa, porque esses veículos possuem uma maior cobertura política e econômica do País e internacional. Por meio deles se pode ficar sabendo o que está acontecendo, e qual o principal debate naquele momento. Além disto, são os grandes jornais que pautam as notícias e conversas nos locais de trabalho.

Mas é fundamental desenvolver uma visão crítica da mídia, buscando detectar quais setores sociais suas notícias e seus pontos de vista representam.

Muitos comentaristas, articulistas e formadores de opinião escrevem ou participam desses jornais. Acompanhar estas colunas ajuda muito a termos uma visão ampla e aprofundada dos fatos. Existem muitas visões interessantes sobre, por exemplo, a PEC 241, a reforma da Previdência, a ocupação das escolas etc.

E, também, ler diariamente mídias alternativas através das redes sociais, que apresentam uma visão diferenciada da grande imprensa e têm crescido de importância diuturnamente em todo o mundo. Hoje, são também elas organizadoras de movimentos e formadoras de opinião, integram e incentivam multidões, o que, no passado, era feito exclusivamente pela grande imprensa.

É importante ser crítico, não ser sectário, ser sensato, aberto ao debate e não ter qualquer constrangimento em mudar de opinião quando estiver convencido.

2 – Conhecer seu sindicato
Geralmente o próprio sindicato guarda em seus arquivos, ou com seus diretores, documentos, jornais, livros e fotos sobre a história da entidade. É legal buscar isso tudo. Sabendo um pouco da história – a história da categoria, em que contexto o sindicato foi fundado, quais as diretorias que já passaram por ele, períodos históricos de maior acirramento, grandes greves e manifestações, qual sua tendência política majoritária etc –, nossa visão sobre o sindicato fica mais apurada, e isto nos oferece mais segurança para nos colocarmos como sindicalistas.

Existem instituições que guardam nossa história, como o Centro de Memória Sindical – que é uma entidade especializada na história dos sindicatos –, ou mesmo grandes arquivos, como o Arquivo Público do Estado de São Paulo. Estudar é condição obrigatória para a formação de um dirigente. Se não há tempo formal no seu dia a dia, organize-se melhor. Sempre é possível participar de debates, lançamentos de livros ou mesmo buscar informações na internet e visitar os sites dessas entidades.

Outra boa forma de conhecer a história é conversando com dirigentes sindicais. Muitos deles estão há muito tempo no movimento. Já passaram por várias situações, como o fim da ditadura militar, o Conclat e o embrião das centrais, a campanha pelas Diretas Já!, a fundação da CUT, da Força Sindical e das demais centrais hoje atuantes no País, além de muitas outras. Saber da história por quem a viveu é um privilégio, e sempre rende boas conversas.

3 – Conhecer a história geral e a história das lutas sociais do Brasil e de outros países
Para conhecer a história do sindicato é essencial saber em que contexto ela se desenvolveu. E esta é a deixa para que o sindicalista busque conhecer a história do seu País e de outras nações.

A forma mais eficaz de se conseguir isto é recorrer aos livros. Desta forma, permito-me aqui afirmar que ler é uma atividade obrigatória. Ler sobre a história é um dever daqueles que estão comprometidos com a luta dos trabalhadores, que, claro, estão fazendo a história com sua visão de classe.

Autores como Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Nelson Werneck Sodré, Edgar Carone, Jorge Ferreira e Elio Gaspari são as indicações prioritárias desta biblioteca básica.

Há também autores especializados no movimento sindical ou no mundo do trabalho, como José Albertino Rodrigues, John French, Paula Beiguelman, Celso Frederico, Leôncio Martins Rodrigues, Heloísa de Souza Martins, Iram Jacome e Ricardo Antunes, entre outros.

Mas também é legal ficar de olho nas entrevistas ou matérias especiais nos jornais. Em geral, os jornais apresentam pesquisas de muito boa qualidade e com formato e linguagem atuais.

4 – Buscar uma cultura geral
A cultura não deve ser vista apenas como lazer e entretenimento. Músicas, filmes, teatros, textos e artes plásticas, entre outras formas de cultura, transmitem informações e ideias com uma linguagem própria. Consumir cultura enriquece o ser humano, aprimora a inteligência, melhora o discurso, ajuda a nos livrarmos de preconceitos, como racismo, machismo, homofobia. Estas manifestações são fundamentais para formar nosso pensamento, nossa subjetividade, e isto é fundamental para que o sindicalista possa compreender a diversidade étnica, cultural, política, sexual, social entre os trabalhadores e nossas famílias.

5 – Redes sociais
Atualmente ninguém, muito menos um dirigente sindical, pode ficar alheio às redes sociais como importante instrumento de diálogo entre os trabalhadores e a sociedade como um todo. Participar do Facebook, do Twitter, do Whatsapp, e consultar a melhor forma de usá-los, pode se transformar em um instrumento poderoso, rápido e eficiente para que você se comunique com sua base e, principalmente, para que você ouça as demandas.

Talvez nem seja necessário dizer tudo isto aos jovens sindicalistas, que já dominam as redes sociais. Mas é importante enfatizar que estes novos instrumentos devam ser usados com seriedade e compromisso com a luta sindical e política. Mesmo em suas contas pessoais o dirigente é visto como alguém que representa o sindicato. Por isto deve-se tomar cuidado para, mesmo mostrando sua personalidade, não ser vulgar ou demonstrar qualquer descompromisso para com a sociedade, seja por meio de preconceitos ou maus exemplos de conduta social. Muitas vezes é ali que um companheiro ou companheira vai buscar sua opinião sobre determinado assunto.

Enfim: muitos de nossos dirigentes não tiveram a chance de prosseguir em suas formações escolares, pois a vida lhes encaminhou ao trabalho. Mas a prática, a análise da prática, o tentar de novo, a leitura complementar à sua ação é o que fará de você um bom e respeitado dirigente, um grande representante do sindicato, da federação, da confederação e da central sindical, um conselheiro do seu município, do Estado, do País, e até, por que não, um parlamentar ou um administrador público, como muitos exemplos positivos que tivemos e continuaremos a ter.

Diretor, seja um dirigente! Os brasileiros precisam conhecer o Brasil!

João Carlos Gonçalves, Juruna
Secretário-geral da Força Sindical

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho
Eduardo Annunciato, Chicão

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas
Nilton Souza da Silva, o Neco

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas

Quando as ditaduras atacam os sindicatos
César Augusto de Mello

Quando as ditaduras atacam os sindicatos

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições
Eusébio Pinto Neto

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições

O assédio eleitoral nas relações de trabalho
José Roberto da Cunha

O assédio eleitoral nas relações de trabalho

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas
Maria Auxiliadora

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Carolina Maria Ruy

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório
Força 16 OUT 2026

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos
Força 16 OUT 2026

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio
Força 16 OUT 2026

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico
Força 16 OUT 2026

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas
Força 16 OUT 2026

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1
Força 16 OUT 2026

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana
Força 15 OUT 2026

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel
Força 15 OUT 2026

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA
Força 15 OUT 2026

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos
Força 15 OUT 2026

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil
Força 15 OUT 2026

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores
Força 15 OUT 2026

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!
Força 14 OUT 2026

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto
Força 14 OUT 2026

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto

Centrais sindicais acompanham votação do fim da 6×1
Força 14 OUT 2026

Centrais sindicais acompanham votação do fim da 6×1

Miguel Torres destaca votação histórica no Senado
Força 14 OUT 2026

Miguel Torres destaca votação histórica no Senado

Congresso da UGT Portugal debate futuro do trabalho
Força 14 OUT 2026

Congresso da UGT Portugal debate futuro do trabalho

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1
Força 13 OUT 2026

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1

Médicos de UTIs no RN podem restringir atendimentos
Força 13 OUT 2026

Médicos de UTIs no RN podem restringir atendimentos

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora
Palavra do Presidente 13 OUT 2026

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora

Sinpospetro-RJ garante registro de oito frentistas
Força 13 OUT 2026

Sinpospetro-RJ garante registro de oito frentistas

SinSaúdeSP conquista reajuste e benefícios na saúde
Força 13 OUT 2026

SinSaúdeSP conquista reajuste e benefícios na saúde

SinSaúdeSP garante direitos aos trabalhadores do AC Camargo
Força 13 OUT 2026

SinSaúdeSP garante direitos aos trabalhadores do AC Camargo

Centrais ampliam mobilização no Senado pelo fim da 6×1
Força 13 OUT 2026

Centrais ampliam mobilização no Senado pelo fim da 6×1

Sindnapi defende aposentados e declara apoio a Lula
Força 13 OUT 2026

Sindnapi defende aposentados e declara apoio a Lula

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho
Artigos 13 OUT 2026

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho

Senado inicia semana decisiva pelo fim da escala 6×1
Força 13 OUT 2026

Senado inicia semana decisiva pelo fim da escala 6×1

Sindicalistas intensificam mobilização pela vitória de Lula
Força 9 OUT 2026

Sindicalistas intensificam mobilização pela vitória de Lula

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas
Força 8 OUT 2026

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel
Força 8 OUT 2026

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel

Aguarde! Carregando mais artigos...