Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Contribuição sindical garante entidades fortes e conquistas coletivas

terça-feira, 18 de abril de 2017

Artigos

Contribuição sindical garante entidades fortes e conquistas coletivas

Por: João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Fonte: Poder 360
Clique aqui e veja também está matéria na página do site Poder 360

 

TRABALHADORES UNIDOS, SINDICATOS FORTES E CENTRAIS PLURAIS
O projeto em discussão da reforma trabalhista (PL 6787/16), que tramita no Congresso Nacional, levantou um complexo e polêmico debate sobre o fim da unicidade e da contribuição sindical. Neste debate a Força Sindical se posiciona historicamente contrária a essas propostas, por considerar que ambas têm um caráter liberal e socialmente nefasto, apontando para a destruição da representatividade dos trabalhadores no Brasil.

A história nos mostra que as grandes mobilizações de trabalhadores, que deram visibilidade ao movimento sindical, lançaram novas lideranças e resultaram em importantes conquistas, foram possíveis devido à sustentação dos sindicatos e à sua estruturação, com entidades únicas por categoria no município, é isso que possibilita unir os trabalhadores e torna o sindicato um poderoso instrumento da classe, seja frente ao patronato ou ao poder público.

A Greve “dos 300 mil”, iniciada em março de 1953, com uma assembleia geral dos tecelões, que em seguida tomou proporções de greve geral; a Greve de Contagem, desdobrada na primeira grande greve operária pós-1964, em abril de 1968, idem a Greve dos Metalúrgicos de Osasco, de julho de 1968, as greves por reposição salarial, que começaram no ABC paulista e deram visibilidade à ação sindical no País, em 1978, 1979 e 1980, são exemplos reais de como a estrutura sindical, sob o prisma da unicidade viabilizou a realização de grandes movimentos grevistas e grandes conquistas por categorias.

É verdade que a legislação, no passado, submetia os trabalhadores e suas organizações ao controle do Estado. Desde a década de 1930 os sindicatos, para serem reconhecidos, eram obrigados a obter as famigeradas “cartas sindicais”, emitidas pelo Ministério do Trabalho. Mas este quadro de subordinação mudou radicalmente com a Constituição Cidadã de 1988, que está em vigor e reconhece os sindicatos como representantes soberanos dos trabalhadores. Ao assegurar a unicidade e indicar as formas de custeio da atividade sindical, a Constituição proporcionou o fortalecimento da ação e os sindicatos consolidaram-se como elemento fundamental no arcabouço institucional do Brasil.

Outro passo importante foi dado em 2007, com o reconhecimento pelo governo federal, das centrais sindicais como legítimas representantes dos trabalhadores, o que assegurou o repasse de recursos para seu melhor funcionamento. As centrais sindicais, com suas orientações programáticas, aceitam a filiação de sindicatos simpáticos a uma ou outra forma de pensar –eis aí a pluralidade que se manifesta no âmbito das entidades gerais–, mas garantem sua ação comum, unitária e no nível mais elevado, em torno de programas decididos de comum acordo entre elas.

Da mesma forma, dentro de cada sindicato existem pessoas com as mais diversas visões políticas e religiosas. Mas todos se unem pelos interesses maiores da categoria e na luta por seus legítimos direitos.

Aqueles que defendem a pluralidade sindical, o fazem em nome de uma liberdade teórica, cara aos encantos do liberalismo, que permitiria ao trabalhador “escolher” seu sindicato de acordo com sua orientação político-ideológica. A ação sindical, vista assim, enfatiza a relação contratual e transforma-se numa simples prestação de serviços, no qual o trabalhador veste a fantasia do consumidor, eliminando a contradição de classe, que permeia a luta entre patrão e empregado.

A questão do financiamento sindical seguiria uma lógica semelhante e complementar. O trabalhador ficaria “livre” para pagar o sindicato, como é livre para pagar mensalidades de um clube ou uma associação de bairro, subordinando sua decisão à “qualidade dos serviços prestados”. Tal avaliação (de qualidade), analisada individualmente, é ilusória uma vez que, no direito coletivo, a negociação é coletiva, as conquistas são coletivas, a mobilização é coletiva. Ou seja, não cabe ao trabalhador escolher uma entre tantas entidades exógenas que competem entre si. Cabe a ele lutar para aprimorar e qualificar sempre melhor a sua entidade representativa.

Avaliações equivocadas, sob forte influência das visões liberais do empresariado e determinados setores acadêmicas, são sintomas do exacerbado individualismo que assola nosso tempo e ofusca o caráter comunitário, intrínseco à vida social. Os direitos maiores dos trabalhadores, conquistados ao longo da história, como férias, décimo terceiro, licença maternidade, piso salarial, etc, não são compreendidos em uma visão individualista. Essas foram conquistas coletivas. E, se o trabalhador tem estas conquistas, é porque ele teve também o compromisso de contribuir para manter as estruturas organizativas que as viabilizaram.

A defesa e manutenção dos sindicatos é uma tarefa da classe trabalhadora. Por outro lado, a fragmentação e o enfraquecimento, dos sindicatos é base para o acirramento da desigualdade social, da exploração insana dos trabalhadores, da proliferação dos vários tipos de assédios, da precarização das nossas conquistas, da progressão das doenças e mortes nos locais de trabalho.

O debate sobre a reforma trabalhista deve ser esmiuçado visando democratizar sempre as entidades, para que o pluralismo político da sociedade possa se manifestar dentro de cada sindicato, mas sempre, em primeiro lugar, assegurando o bem-estar e a valorização do trabalhador. Um trabalhador valorizado é fundamental para o avanço social, em seus aspectos econômicos, políticas e culturais.

João Carlos Gonçalves, Juruna
secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme
João Guilherme Vargas Netto

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme

1º de Maio: unidade, valorização do trabalho e luta por direitos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

1º de Maio: unidade, valorização do trabalho e luta por direitos

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora
Eusébio Pinto Neto

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

Sem memória não há democracia
André Gato

Sem memória não há democracia

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Sintrabor rejeita proposta da Titan sobre escala 6×1
Força 15 MAI 2026

Sintrabor rejeita proposta da Titan sobre escala 6×1

Sintepav-BA intensifica mobilizações salariais
Força 15 MAI 2026

Sintepav-BA intensifica mobilizações salariais

Força Sindical recebe debate nacional sobre jornada
Força 14 MAI 2026

Força Sindical recebe debate nacional sobre jornada

Debate sobre jornada menor mobiliza trabalhadores em SP
Força 14 MAI 2026

Debate sobre jornada menor mobiliza trabalhadores em SP

Regional Alto Tietê da Força Sindical debate eleições de 2026
Força 14 MAI 2026

Regional Alto Tietê da Força Sindical debate eleições de 2026

Sinthoresp amplia instalação de totens informativos
Força 14 MAI 2026

Sinthoresp amplia instalação de totens informativos

Heróis da Saúde 2026 celebra profissionais em SP
Força 14 MAI 2026

Heróis da Saúde 2026 celebra profissionais em SP

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme
Artigos 14 MAI 2026

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme

Campanha reforça combate ao feminicídio
Força 13 MAI 2026

Campanha reforça combate ao feminicídio

Conselhão debate mudanças e segurança pública
Força 13 MAI 2026

Conselhão debate mudanças e segurança pública

FEQUIMFAR debate desafios sindicais com suecos
Força 13 MAI 2026

FEQUIMFAR debate desafios sindicais com suecos

Audiência sobre redução da jornada terá Hugo Motta e Marinho
Força 13 MAI 2026

Audiência sobre redução da jornada terá Hugo Motta e Marinho

Metalúrgicos da Bonfanti aprovam renovação da PLR, em Leme
Força 13 MAI 2026

Metalúrgicos da Bonfanti aprovam renovação da PLR, em Leme

Metalúrgicos de Guarulhos homenageiam mães com confraternização
Força 13 MAI 2026

Metalúrgicos de Guarulhos homenageiam mães com confraternização

Semana do Trabalhador amplia cidadania na Esplanada
Imprensa 12 MAI 2026

Semana do Trabalhador amplia cidadania na Esplanada

Sindnapi promove oficina financeira para aposentados no RS
Força 12 MAI 2026

Sindnapi promove oficina financeira para aposentados no RS

Sindec-POA desmente acordo com Zaffari e comenta condições de trabalho
Força 12 MAI 2026

Sindec-POA desmente acordo com Zaffari e comenta condições de trabalho

Especialistas debatem redução da jornada na Unicamp
Imprensa 12 MAI 2026

Especialistas debatem redução da jornada na Unicamp

Metalúrgicos da Dex aprovam PLR com mínimo de R$ 24 mil
Força 12 MAI 2026

Metalúrgicos da Dex aprovam PLR com mínimo de R$ 24 mil

Sintrabor alerta sobre renúncia ilegal de direitos
Força 11 MAI 2026

Sintrabor alerta sobre renúncia ilegal de direitos

Campanha salarial mobiliza construção civil em São Paulo
Força 11 MAI 2026

Campanha salarial mobiliza construção civil em São Paulo

Metalúrgicos SP debatem jornada menor e saúde mental
Força 11 MAI 2026

Metalúrgicos SP debatem jornada menor e saúde mental

Homenagem celebra mães metalúrgicas em São Paulo
Força 11 MAI 2026

Homenagem celebra mães metalúrgicas em São Paulo

Diretoria dos Químicos de Lorena toma posse para novo mandato
Força 11 MAI 2026

Diretoria dos Químicos de Lorena toma posse para novo mandato

Comissão amplia debates sobre fim da escala 6×1
Força 11 MAI 2026

Comissão amplia debates sobre fim da escala 6×1

CNS destaca 48 anos da luta antimanicomial
Força 8 MAI 2026

CNS destaca 48 anos da luta antimanicomial

Eletricitários SP sorteiam prêmios e reforçam recadastramento
Força 8 MAI 2026

Eletricitários SP sorteiam prêmios e reforçam recadastramento

Sintepav-BA defende jornada menor e valorização
Força 8 MAI 2026

Sintepav-BA defende jornada menor e valorização

Sinthoresp amplia diálogo e debate valorização feminina
Força 8 MAI 2026

Sinthoresp amplia diálogo e debate valorização feminina

Serginho critica uso do FGTS no Desenrola
Força 8 MAI 2026

Serginho critica uso do FGTS no Desenrola

Aguarde! Carregando mais artigos...