Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Não à desoneração da Previdência!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Artigos

Não à desoneração da Previdência!

Por: Paulo Kliass

Ao mesmo tempo em que inicia a reforma previdenciária por temas polêmicos e sensíveis de despesa, o governo altera profundamente o mesmo sistema pelo lado da arrecadação. Mais uma vez, oferece todo o tipo de bondades aos representantes do capital e deixa a conta das maldades para ser paga – no futuro – por trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Paulo Kliass

É impressionante a capacidade do governo em atender rápida e prontamente aos pleitos do grande capital nacional e estrangeiro. Vira e mexe, entra na pauta da negociação política algum item novo ou mesmo requentado, fruto da ação dos lobistas das associações patronais. O objetivo, como sempre, é aumentar os ganhos nas operações das empresas e ampliar o volume da acumulação privada.

Nada contra que cada setor da sociedade se articule e saia a campo para defender seus interesses específicos e corporativos. No entanto, deveria caber aos responsáveis da administração pública a capacidade de filtrar e analisar com mais cautela esse tipo manjado de demanda. Afinal, imagina-se que o prioritário deva ser o atendimento às necessidades da maioria da população e não apenas ficar se rendendo às chantagens ou aos cantos de sereia dos poderosos.

Liberalismo empresarial: crítica ao Estado e pedido de recursos públicos.
O raciocínio é bastante simples, nesse caso. A grande maioria dos empresários deseja a redução de seus custos e a maximização de suas receitas. E ponto final. Pedem todo tipo de ajuda pública para seus empreendimentos, mas fazem cara feia na hora de pagar os tributos devidos em suas atividades. Tanto que há estimativas de que os valores da sonegação fiscal sejam também elevadíssimos em nossas terras. Tudo é realizado sob o manto técnico-profissional do chamado “planejamento tributário” – mero eufemismo para designar os mecanismos para encontrar as brechas que permitam pagar menos impostos. Porém, os representantes do capital estão sempre na fila do BNDES para solicitar empréstimos a juros subsidiados, pressionam para obter benesses tributárias em seu ramo de atividade e gritam por todos os cantos seus lamentos a respeito do famoso “custo Brasil”.

Ora, não há dúvida de que a nossa formação social apresenta heranças históricas e outras características específicas que contribuem para torná-la menos eficiente do que poderia. Os exemplos são inúmeros: o verdadeiro cipoal de tributos existentes entre os 3 níveis da federação (União, Estados e Municípios), o grau excessivo de “cartorialismo” e “regulamentacionismo casuístico”, a tendência do poder público a apresentar empecilhos e dificuldades à ação dos indivíduos e das empresas, entre outros. No entanto, a solução passa por aperfeiçoar esses procedimentos institucionais, tornando-os cada vez mais justos e republicanos. É importante reduzir a regressividade de nossa estrutura tributária, onde os que têm menos renda e menos patrimônio pagam, proporcionalmente, muito mais impostos do que as camadas do alto da pirâmide social. É fundamental melhorar o gasto público e tornar a ação do Estado mais eficiente, de maneira que a gestão pública ofereça serviços de qualidade para a maioria da população. E não apenas ficar papagaiando o discurso pseudo-liberal a respeito da diminuição do tamanho do Estado e da tão propalada redução da carga tributária.

“Custo Brasil” e o salário mínimo: discurso e realidade
A antiga cantilena sobre o suposto elevado patamar dos encargos trabalhistas no Brasil é outro assunto que sobrevoa, de forma permanente, a agenda política. Apareceu uma brecha, alguma autoridade governamental abre o espaço e dá-lhe uma avalanche de artigos, reuniões e seminários sobre o tema. O discurso é monotônico: nosso País estaria a perder competitividade em função desses custos, associados à remuneração da força de trabalho. O curioso é que nas épocas em que a proposta de “flexibilização das regras trabalhistas” era hegemônica, felizmente pouco se conseguiu avançar. Houve muita resistência e as sugestões de acabar com salário mínimo, décimo terceiro salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), alterações estruturais na Previdência Social, remuneração de hora extra, semana de 40 horas e outros direitos não conseguiram avançar muito.

O exemplo mais cristalino da falácia dessa forma viesada de analisar a dinâmica sócio-econômica é o caso do próprio salário mínimo. Está muito presente na memória coletiva a enorme resistência dos empresários e dos governantes em aceitar um pacto social que incorporasse a melhoria das condições de vida de nosso povo e da distribuição de renda via recuperação do valor real do salário mínimo. Não obstante os cálculos do DIEESE demonstrarem quão longe estamos do que valor correto dessa remuneração (em junho seria de R$ 2.383), uma antiga proposta do deputado federal e depois senador Paulo Paim (PT/RS) era alvo de chacota e de ataques políticos. Imaginem a ousadia! Propor que o salário mínimo em nosso País atingisse o equivalente a US$ 100. Que absurdo! Isso iria quebrar o Brasil! Uma verdadeira irresponsabilidade de sindicalista fora de órbita! E por aí seguiam as acusações iradas.

Pois os anos se passaram e aos poucos a política de revalorização do salário mínimo e a melhoria das condições macroeconômicas (auxiliada também pela valorização da taxa de câmbio) fizeram com que o salário mínimo de R$ 622 seja equivalente, hoje em dia, a mais de US$ 300. E nenhuma daquelas previsões catastrofistas se confirmaram. Muito pelo contrário, aliás. O salário mínimo aumentou bastante de valor. E o capital está belo e contente, faturando como há muito não fazia, em razão da ampliação do mercado interno consumidor. Mas se dependesse daquela abordagem liberalóide da flexibilização e da redução dos custos associados ao trabalho, hoje deveríamos estar com salários no patamar dos chineses. De acordo com esse raciocínio perverso e reducionista – aí, sim! – então seríamos uma sociedade economicamente eficiente e competitiva. Uma loucura!

Desoneração da folha: perigo para a Previdência
Pois agora, a bola da vez é a desoneração da folha de pagamento. Os empresários sempre resistiram a que o correspondente a 20% do total de salários fossem recolhidos como a cota patronal para o Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Na outra ponta, os trabalhadores recolhem 11%. Esse é o modelo que vigora há décadas e que sustenta, apesar de todos os problemas, nosso sistema previdenciário público e universal. É óbvio que são necessários ajustes, pois as dinâmicas econômica e demográfica provocam transformações em nossa estrutura social que devem ser objeto de adequação. Mas a proposta dos representantes patronais sempre foi mais radical: desvincular – de forma definitiva – a obrigatoriedade da contribuição do custo salarial. Há mesmo até quem defenda o caminho da trágica trapalhada em que se meteram o Chile e a Argentina, que chegaram a privatizar os respectivos sistemas de previdência, na toada da onda neoliberal. E depois se arrependeram da bobagem e tentam voltar ao modelo público de seguridade.

Por aqui, infelizmente o governo acabou cedendo a esse tipo de pressão e se submeteu a uma espécie de “experiência de laboratório”. Como se um modelo de elevada sensibilidade social e de efeitos a se fazerem sentir de geração em geração pudesse ser tratado dessa forma leviana e irresponsável, quase na base da tentativa e erro. O fato é que um conjunto expressivo de setores não está pagando mais a contribuição previdenciária da forma acima descrita. Passaram a recolher uma alíquota variável (entre 0,5% e 2%) sobre o faturamento das empresas e o próprio governo reconhecia, em abril passado, que tal medida iria implicar um custo anual extraordinário de R$ 7,2 bi ao Tesouro Nacional. Ou seja, apesar de não haver recursos para todas as demandas de natureza social, mais uma vez se evidencia que sempre sobram verbas para sair em socorro do grande capital.

A generalização da experiência setorial
Pouca gente se deu conta, mas já existem 15 ramos importantes de nossa indústria que estão operando com esse modelo, digamos, experimental. É o caso dos têxteis, móveis, plásticos, material elétrico, autopeças, ônibus, naval, aéreo, bens de capital mecânico, hotéis, fábricas de chips eletrônicos, confecções, couro e calçados, tecnologia de informação e “call center”. A mudança foi totalmente arbitrária e revelou-se um verdadeiro salto no escuro. Afinal, se não ocorrer perda para o regime da Previdência Social, isso significa que as empresas estariam recolhendo o mesmo montante que antes. Ou seja, trocam-se seis por meia dúzia. Mas o risco maior é que o valor total arrecadado sobre o faturamento não seja suficiente para cobrir as despesas do RGPS. E aí, quem vai cobrir esse buraco? Como sempre, os assalariados, os aposentados e o Tesouro Nacional.

As contas do governo continuam completamente obscuras nesse quesito e ninguém sabe ao certo se esse novo modelo de base arrecadadora se sustentará no médio e no longo prazos. E o problema é que o processo de extensão foi acelerado. Aquilo que inicialmente foi lançado apenas como uma experiência, agora – apenas 3 meses depois! – já se apresenta como uma solução supostamente definitiva. No começo de julho, em reunião com a nata do capital na sede da FIESP e com o Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), o Ministro Mantega não poderia ter sido mais claro: “Qualquer setor que estiver interessado na desoneração da folha, representado por sua entidade, deve entrar em contato conosco.” E ainda saiu-se com a pérola: “Temos de reduzir o custo da mão-de-obra”.

Previdência equilibrada e os riscos para o futuro
Ocorre que os próprios dados do Ministério da Previdência demonstram que o RGPS está razoavelmente equilibrado. Em 12 meses, o sistema arrecada R$ 257 bi, entre trabalhadores urbanos (R$ 251 bi) e rurais (R$ 6 bi). Pelo lado das despesas, a estrutura contabiliza um gasto total de R$ 292 bi. Tal fato decorre da decisão da Assembléia Constituinte de 1988 de reconhecer a enorme injustiça para com os trabalhadores do campo, até então excluídos do regime. Assim, essa importante parcela da população passou a ser integrante do RGPS e com direito a usufruir de seus benefícios. Com isso, há uma geração que recebe aposentadorias e pensões de apenas 1 salário mínimo, mas sem nunca ter contribuído ao longo de sua vida de trabalho. São quase 9 milhões de pessoas espalhados por todo o País, incorporados minimamente à condição básica de cidadania. Contribuem para o mercado interno e não podem ser responsabilizados pelo discurso demagógico de “excessos de gastos da União”.

Assim, vê-se que isso não tem nada a ver com problemas de ineficiência da Previdência Social. Foi uma decisão importante do País adotada à época e os recursos devem ser contabilizados à conta do Tesouro Nacional. Na verdade, as manchetes garrafais estampando o falso “déficit da previdência social” servem apenas para desacreditar de forma criminosa o modelo. Caso sejam incorporados ainda os valores não pagos por segmentos beneficiados e instituições filantrópicas – além das dívidas judiciais não pagas – o sistema vai muito bem, obrigado. Tanto que o subgrupo dos trabalhadores urbanos é superavitário: arrecada mais do que gasta com benefícios.

O risco da via adotada pelo governo na desoneração da folha é o da política do fato consumado. Se os empresários estiverem satisfeitos com o novo modelo, será difícil realizar uma volta atrás, caso o novo modelo de contribuição se revele incapaz de dar conta de suas destinações para o RGPS. Ao mesmo tempo em que inicia a reforma previdenciária por temas polêmicos e sensíveis de despesa (fator previdenciário, tempo de contribuição, idade mínima, etc), o governo altera profundamente o mesmo sistema pelo lado da arrecadação – as receitas. Mais uma vez, oferece todo o tipo de bondades aos representantes do capital e deixa a conta das maldades para ser paga – no futuro – por trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Carolina Maria Ruy

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

A fortaleza do sindicato
Eusébio Pinto Neto

A fortaleza do sindicato

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Centrais sindicais debatem tarifaço com ministro da Indústria
Força 31 JUL 2026

Centrais sindicais debatem tarifaço com ministro da Indústria

Apostar online? A conta pode ser mais cara do que você imagina
Força 31 JUL 2026

Apostar online? A conta pode ser mais cara do que você imagina

SISPESP e CCM-IAMSPE fortalecem parceria pelos servidores
Força 31 JUL 2026

SISPESP e CCM-IAMSPE fortalecem parceria pelos servidores

Miguel e Serginho debatem fortalecimento do movimento sindical
Força 31 JUL 2026

Miguel e Serginho debatem fortalecimento do movimento sindical

Força Sindical Bahia promove encontro de integração sindical
Força 31 JUL 2026

Força Sindical Bahia promove encontro de integração sindical

FEQUIMFAR reforça luta por segurança em ato em Itatiba
Força 31 JUL 2026

FEQUIMFAR reforça luta por segurança em ato em Itatiba

Encontro dos Metalúrgicos SP reforça prevenção e saúde bucal
Força 30 JUL 2026

Encontro dos Metalúrgicos SP reforça prevenção e saúde bucal

Papeleiros fortalecem mobilização em encontro nacional
Força 30 JUL 2026

Papeleiros fortalecem mobilização em encontro nacional

Encontro fortalece atuação das Cipas pela segurança no trabalho
Força 30 JUL 2026

Encontro fortalece atuação das Cipas pela segurança no trabalho

Encontro nacional promove debate sobre calor e saúde do trabalhador
Força 30 JUL 2026

Encontro nacional promove debate sobre calor e saúde do trabalhador

Sintrabor destaca 35 anos da Lei de Cotas
Força 30 JUL 2026

Sintrabor destaca 35 anos da Lei de Cotas

SinSaúdeSP e Coren-SP celebram conquista histórica
Força 30 JUL 2026

SinSaúdeSP e Coren-SP celebram conquista histórica

FGTS distribuirá R$ 13 bilhões em lucros aos trabalhadores
Força 30 JUL 2026

FGTS distribuirá R$ 13 bilhões em lucros aos trabalhadores

Metalúrgicos SP ampliam mobilização pela redução da jornada
Força 29 JUL 2026

Metalúrgicos SP ampliam mobilização pela redução da jornada

Sindicato dos Químicos de Rio Claro celebra 63 anos
Força 29 JUL 2026

Sindicato dos Químicos de Rio Claro celebra 63 anos

Metalúrgicos de Osasco debatem jornada e Previdência em ciclo de debates
Força 29 JUL 2026

Metalúrgicos de Osasco debatem jornada e Previdência em ciclo de debates

Sindicatos debatem futuro das concessões da Enel
Força 29 JUL 2026

Sindicatos debatem futuro das concessões da Enel

SESC e Sindnapi fortalecem parceria no Espírito Santo
Força 29 JUL 2026

SESC e Sindnapi fortalecem parceria no Espírito Santo

Associados participam do tradicional bingo do Sindnapi
Força 29 JUL 2026

Associados participam do tradicional bingo do Sindnapi

Frentistas do RJ rejeitam proposta patronal sem ganho real
Força 29 JUL 2026

Frentistas do RJ rejeitam proposta patronal sem ganho real

Frentistas reforçam mobilização antes de nova rodada de negociação
Força 28 JUL 2026

Frentistas reforçam mobilização antes de nova rodada de negociação

Sinttrar promove corrida contra pedágio na BR-364
Força 28 JUL 2026

Sinttrar promove corrida contra pedágio na BR-364

Sindicato reforça atuação nas bases dos eletricitários
Força 28 JUL 2026

Sindicato reforça atuação nas bases dos eletricitários

Diretoria dos metalúrgicos SP planeja mobilizações e campanha salarial
Força 28 JUL 2026

Diretoria dos metalúrgicos SP planeja mobilizações e campanha salarial

Metalúrgicos SP promovem evento do Julho Verde na quinta-feira
Força 28 JUL 2026

Metalúrgicos SP promovem evento do Julho Verde na quinta-feira

Indústria impulsiona geração de empregos em Guarulhos
Força 27 JUL 2026

Indústria impulsiona geração de empregos em Guarulhos

Força Sindical RJ reforça luta pelo fim da escala 6×1
Força 27 JUL 2026

Força Sindical RJ reforça luta pelo fim da escala 6×1

Sintracon-SP promove Campeonato de Dominó com premiação
Força 27 JUL 2026

Sintracon-SP promove Campeonato de Dominó com premiação

Campanha do etanol amplia acordos e garante avanços salariais
Força 24 JUL 2026

Campanha do etanol amplia acordos e garante avanços salariais

Encontro fortalece diálogo entre sindicatos e Ministério
Força 24 JUL 2026

Encontro fortalece diálogo entre sindicatos e Ministério

Aguarde! Carregando mais artigos...