Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

O necessário diálogo coletivo de trabalho

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Artigos

O necessário diálogo coletivo de trabalho

Por: César Augusto de Mello

Por uma série de fatores o Brasil passa por sua maior crise econômica e, neste momento, de dificuldades para toda a sociedade, é preciso encontrar saídas que possam conduzir a Nação por outros caminhos menos penosos. A mudança de rota depende de uma construção bem projetada, com alicerces que possam suportar o peso que as necessárias mudanças ocasionam.

A reforma trabalhista promovida pela Lei nº 13.467/2017 trouxe profundas e nefastas alterações nas relações individuais de trabalho, no processo do trabalho e nas relações coletivas de trabalho (negociações coletivas e de custeio sindical). A negociação coletiva de trabalho é a principal das funções das entidades sindicais, que assumem um poder legiferante destinado à formação consensual de normas que irão regular condições de trabalho e serão aplicadas a determinado grupo de trabalhadores e empregadores. Trata-se da denominada autonomia coletiva dos particulares, que podem livremente dispor sobre o que lhes é mais adequado no mundo do trabalho, sendo que, nesta concepção pluralista, o Estado não detém o monopólio da criação do direito, nos termos que autorizam a Constituição Federal, as Convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil e a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.

A expressão “negociação coletiva de trabalho” abrange todas as negociações entre empregador(es) e grupos de trabalhadores representados por sua entidade sindical ou entre sindicato patronal e sindicato de trabalhadores das correspondentes categorias econômica e profissional. A autocomposição tem funcionado bem até aqui, é o que mostra levantamento do Dieese – Departamento intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos com base nos reajustes salariais em comparação com o INPC-IBGE de 2013 a 2017, ou seja, no ano de 2013, 93,7% das negociações alcançaram reajustes iguais ou superiores ao INPC-IBGE; em 2014, 97,7%; em 2015, 81,2%; em 2016, 62,7% e em 2017, 91,5%. Isto significa que a liberdade negocial, sem a interferência estatal, tem sido exitosa, pois representa a vontade das partes num determinado momento.

A reforma trabalhista, acertadamente, ampliou a função negocial das entidades sindicais, trazendo maior segurança jurídica aos envolvidos. No art. 611-A da CLT foram expandidos de modo exemplificativo os temas que podem ser objetos de negociação coletiva. É preciso ressaltar que a necessidade de comum acordo (autorização expressa da parte contrária) para suscitar dissídio coletivo e o cancelamento pelo STF dos efeitos da Súmula que previa a ultratividade da norma coletiva ocasionou séria descompensação nas relações coletivas de trabalho, ocasionando uma redução de 34% dos acordos coletivos e 45,2% das convenções coletivas do 1º semestre de 2017 para o 1º semestre de 2018

(fonte:www.tst.jus.br/web/estatística e www.salariometro.org)

O fato é que, nesta nova plataforma legal criada pela Lei nº 13.467/2017, a negociação coletiva é protagonista e pode ser instrumento de adequação setorial por meio de concessões mútuas e eventual renúncia de algum direito disponível com o propósito de conquistar outros ou manter empregos. Este é o caminho a ser trilhado. Passamos pela 4ª revolução industrial – fase tecnológica –, inteligência artificial, onde robôs e outras máquinas estão substituindo o ser humano na cidade e no campo. A globalização impôs uma concorrência econômica com países superpopulosos como a China e a Índia, fazendo com que produtos fabricados a custo mais baixo venham competir com produtos fabricados no Brasil. Tudo isto leva a um necessário reposicionamento nas relações de trabalho, e a equação a ser solucionada é tornar o País competitivo preservando direitos sociais conquistados com a Constituição Federal de 1988.

A negociação coletiva deverá ser fruto de um diálogo ampliado e bem mais sólido, fundamentado em projetos de médio e longo prazo. O movimento sindical precisa sair de dentro do carro parado onde ele está sentado olhando pelo espelho retrovisor. O diálogo coletivo envolverá conhecimento de história, sociologia, economia e direito, além de uma boa dose de pragmatismo. Nosso país tem dimensão continental e uma crise econômica no exterior pode nos atingir setorialmente gerando sérios problemas. Não podemos ser reféns de regras engessadas para reger as relações de trabalho de empregados metalúrgicos, químicos, cozinheiros, motoristas, serviços e muitos outros, nesses milhares de municípios (exceto o DF, (regiões administrativas) espalhados pelas vinte e sete unidades federativas nas cinco regiões do País. O Brasil tem capital humano suficiente, mas falta capital físico modernizado, faltam ainda efetividade tecnológica, investimentos em pesquisa e educação de qualidade. São muitos os desafios.

Retomar o trilho do crescimento requer, entre outras providências, parcerias sem subserviência por partes dos trabalhadores e empregadores no sentido de encontrar caminhos duradouros para a relação capital/trabalho, onde cada passo possa levar ao fortalecimento do empreendedorismo e da classe trabalhadora. O fim da contribuição sindical compulsória trouxe um maior desatrelamento das organizações sindicais ao Estado. A valorização das assembleias participativas deverá ocorrer naturalmente e a relação dos dirigentes sindicais com a categoria deverá ser mais enfática buscando, de forma objetiva, prover suas necessidades num contexto fidedigno, inclusive formas de custeio sindical democráticas.

É tempo de convergências, frutos de diálogo coletivo amplo, fundamentado, realista e duradouro, no sentido de que a negociação coletiva assuma um dos papéis relevantes e necessários para que o País avance de forma alicerçada numa direção diferente da que estamos tomando.

Cesar Augusto de Mello – Presidente da Comissão Especial de Direito Sindical da OABSP, consultor jurídico trabalhista

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho
Eduardo Annunciato, Chicão

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas
Nilton Souza da Silva, o Neco

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas

Quando as ditaduras atacam os sindicatos
César Augusto de Mello

Quando as ditaduras atacam os sindicatos

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições
Eusébio Pinto Neto

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições

O assédio eleitoral nas relações de trabalho
José Roberto da Cunha

O assédio eleitoral nas relações de trabalho

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas
Maria Auxiliadora

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Carolina Maria Ruy

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora
Miguel Torres 22 OUT 2026

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS
Força 22 OUT 2026

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições
Força 22 OUT 2026

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas
Força 21 OUT 2026

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29
Força 21 OUT 2026

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos
Força 21 OUT 2026

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos

Entidades sindicais divulgam nota conjunta em defesa dos direitos
Força 21 OUT 2026

Entidades sindicais divulgam nota conjunta em defesa dos direitos

Seminário da IndustriALL debate democracia e direitos
Força 21 OUT 2026

Seminário da IndustriALL debate democracia e direitos

Sinmed-RN celebra Dia do Médico e reforça defesa da categoria
Força 21 OUT 2026

Sinmed-RN celebra Dia do Médico e reforça defesa da categoria

Sintepav Bahia convoca ato em defesa dos empregos em Salvador
Imprensa 20 OUT 2026

Sintepav Bahia convoca ato em defesa dos empregos em Salvador

Nova diretoria dos Químicos de São João da Boa Vista toma posse
Força 20 OUT 2026

Nova diretoria dos Químicos de São João da Boa Vista toma posse

Sindicato dos Eletricitários amplia apoio social aos associados
Força 20 OUT 2026

Sindicato dos Eletricitários amplia apoio social aos associados

OIT: Desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste
Imprensa 20 OUT 2026

OIT: Desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste

Sinmed-RN e OIT debatem valorização do trabalho médico
Força 20 OUT 2026

Sinmed-RN e OIT debatem valorização do trabalho médico

FETIASP rejeita proposta patronal na negociação do setor de óleo
Força 19 OUT 2026

FETIASP rejeita proposta patronal na negociação do setor de óleo

Sindicalistas destacam conquista do fim da escala 6×1
Força 19 OUT 2026

Sindicalistas destacam conquista do fim da escala 6×1

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório
Força 16 OUT 2026

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos
Força 16 OUT 2026

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio
Força 16 OUT 2026

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico
Força 16 OUT 2026

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas
Força 16 OUT 2026

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1
Força 16 OUT 2026

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana
Força 15 OUT 2026

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel
Força 15 OUT 2026

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA
Força 15 OUT 2026

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos
Força 15 OUT 2026

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil
Força 15 OUT 2026

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores
Força 15 OUT 2026

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!
Força 14 OUT 2026

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto
Força 14 OUT 2026

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto

Aguarde! Carregando mais artigos...