Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

O necessário diálogo coletivo de trabalho

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Artigos

O necessário diálogo coletivo de trabalho

Por: César Augusto de Mello

Por uma série de fatores o Brasil passa por sua maior crise econômica e, neste momento, de dificuldades para toda a sociedade, é preciso encontrar saídas que possam conduzir a Nação por outros caminhos menos penosos. A mudança de rota depende de uma construção bem projetada, com alicerces que possam suportar o peso que as necessárias mudanças ocasionam.

A reforma trabalhista promovida pela Lei nº 13.467/2017 trouxe profundas e nefastas alterações nas relações individuais de trabalho, no processo do trabalho e nas relações coletivas de trabalho (negociações coletivas e de custeio sindical). A negociação coletiva de trabalho é a principal das funções das entidades sindicais, que assumem um poder legiferante destinado à formação consensual de normas que irão regular condições de trabalho e serão aplicadas a determinado grupo de trabalhadores e empregadores. Trata-se da denominada autonomia coletiva dos particulares, que podem livremente dispor sobre o que lhes é mais adequado no mundo do trabalho, sendo que, nesta concepção pluralista, o Estado não detém o monopólio da criação do direito, nos termos que autorizam a Constituição Federal, as Convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil e a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.

A expressão “negociação coletiva de trabalho” abrange todas as negociações entre empregador(es) e grupos de trabalhadores representados por sua entidade sindical ou entre sindicato patronal e sindicato de trabalhadores das correspondentes categorias econômica e profissional. A autocomposição tem funcionado bem até aqui, é o que mostra levantamento do Dieese – Departamento intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos com base nos reajustes salariais em comparação com o INPC-IBGE de 2013 a 2017, ou seja, no ano de 2013, 93,7% das negociações alcançaram reajustes iguais ou superiores ao INPC-IBGE; em 2014, 97,7%; em 2015, 81,2%; em 2016, 62,7% e em 2017, 91,5%. Isto significa que a liberdade negocial, sem a interferência estatal, tem sido exitosa, pois representa a vontade das partes num determinado momento.

A reforma trabalhista, acertadamente, ampliou a função negocial das entidades sindicais, trazendo maior segurança jurídica aos envolvidos. No art. 611-A da CLT foram expandidos de modo exemplificativo os temas que podem ser objetos de negociação coletiva. É preciso ressaltar que a necessidade de comum acordo (autorização expressa da parte contrária) para suscitar dissídio coletivo e o cancelamento pelo STF dos efeitos da Súmula que previa a ultratividade da norma coletiva ocasionou séria descompensação nas relações coletivas de trabalho, ocasionando uma redução de 34% dos acordos coletivos e 45,2% das convenções coletivas do 1º semestre de 2017 para o 1º semestre de 2018

(fonte:www.tst.jus.br/web/estatística e www.salariometro.org)

O fato é que, nesta nova plataforma legal criada pela Lei nº 13.467/2017, a negociação coletiva é protagonista e pode ser instrumento de adequação setorial por meio de concessões mútuas e eventual renúncia de algum direito disponível com o propósito de conquistar outros ou manter empregos. Este é o caminho a ser trilhado. Passamos pela 4ª revolução industrial – fase tecnológica –, inteligência artificial, onde robôs e outras máquinas estão substituindo o ser humano na cidade e no campo. A globalização impôs uma concorrência econômica com países superpopulosos como a China e a Índia, fazendo com que produtos fabricados a custo mais baixo venham competir com produtos fabricados no Brasil. Tudo isto leva a um necessário reposicionamento nas relações de trabalho, e a equação a ser solucionada é tornar o País competitivo preservando direitos sociais conquistados com a Constituição Federal de 1988.

A negociação coletiva deverá ser fruto de um diálogo ampliado e bem mais sólido, fundamentado em projetos de médio e longo prazo. O movimento sindical precisa sair de dentro do carro parado onde ele está sentado olhando pelo espelho retrovisor. O diálogo coletivo envolverá conhecimento de história, sociologia, economia e direito, além de uma boa dose de pragmatismo. Nosso país tem dimensão continental e uma crise econômica no exterior pode nos atingir setorialmente gerando sérios problemas. Não podemos ser reféns de regras engessadas para reger as relações de trabalho de empregados metalúrgicos, químicos, cozinheiros, motoristas, serviços e muitos outros, nesses milhares de municípios (exceto o DF, (regiões administrativas) espalhados pelas vinte e sete unidades federativas nas cinco regiões do País. O Brasil tem capital humano suficiente, mas falta capital físico modernizado, faltam ainda efetividade tecnológica, investimentos em pesquisa e educação de qualidade. São muitos os desafios.

Retomar o trilho do crescimento requer, entre outras providências, parcerias sem subserviência por partes dos trabalhadores e empregadores no sentido de encontrar caminhos duradouros para a relação capital/trabalho, onde cada passo possa levar ao fortalecimento do empreendedorismo e da classe trabalhadora. O fim da contribuição sindical compulsória trouxe um maior desatrelamento das organizações sindicais ao Estado. A valorização das assembleias participativas deverá ocorrer naturalmente e a relação dos dirigentes sindicais com a categoria deverá ser mais enfática buscando, de forma objetiva, prover suas necessidades num contexto fidedigno, inclusive formas de custeio sindical democráticas.

É tempo de convergências, frutos de diálogo coletivo amplo, fundamentado, realista e duradouro, no sentido de que a negociação coletiva assuma um dos papéis relevantes e necessários para que o País avance de forma alicerçada numa direção diferente da que estamos tomando.

Cesar Augusto de Mello – Presidente da Comissão Especial de Direito Sindical da OABSP, consultor jurídico trabalhista

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Alerta de confirmação
João Guilherme Vargas Netto

Alerta de confirmação

1º de Maio: unidade, valorização do trabalho e luta por direitos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

1º de Maio: unidade, valorização do trabalho e luta por direitos

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora
Eusébio Pinto Neto

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Força 3 JUN 2026

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param
Força 3 JUN 2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer
Força 3 JUN 2026

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer

IndustriALL Brasil debate transição energética justa
Força 3 JUN 2026

IndustriALL Brasil debate transição energética justa

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve
Força 3 JUN 2026

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo
Força 3 JUN 2026

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Artigos 2 JUN 2026

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Nota de pesar: Magrão, Presente!
Força 2 JUN 2026

Nota de pesar: Magrão, Presente!

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas
Imprensa 2 JUN 2026

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026
Força 2 JUN 2026

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas
Força 1 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1
Força 1 JUN 2026

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida
Força 1 JUN 2026

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso
Força 1 JUN 2026

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos
Força 1 JUN 2026

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado
Força 29 MAI 2026

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização
Força 29 MAI 2026

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville
Força 29 MAI 2026

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho
Força 29 MAI 2026

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical
Força 29 MAI 2026

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas
Força 28 MAI 2026

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara
Força 28 MAI 2026

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1
Força 27 MAI 2026

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool
Força 27 MAI 2026

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas
Força 27 MAI 2026

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana
Força 26 MAI 2026

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana

Aguarde! Carregando mais artigos...