Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

O que está em jogo na Reforma da Previdência?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Artigos

O que está em jogo na Reforma da Previdência?

Por: Carlos Ortiz e João Inocentini

O governo mobilizou toda sua estrutura para realizar, mesmo que à força, a Reforma da Previdência. Sob a falsa premissa de que se não alteradas as regras das aposentadorias, nas próximas décadas, o país terá de lidar com um imenso rombo orçamentário, seguem os governistas em busca de negociar a reforma como meio para atrair investidores em uma economia estagnada e, ao mesmo tempo, serve para costurar a aprovação da CPMF no Congresso, que seria outra fonte de dinheiro para injetar na economia.

O governo esconde outros interesses que estão muito além da necessidade de manter a sustentabilidade do sistema previdenciário que, ao contrário do que é divulgado, é superavitário. Cortes de gastos determinados pelo ajuste fiscal são para tentar manter o superávit primário e a reforma da previdência, iniciada com supressões no final de 2014, refere-se é moeda de troca para aprovação da CPMF e demonstração para o mercado financeiro para atrair investimentos. Não se busca salvar a Previdência, busca-se, sim, salvar um mandato político às custas de transferências dos erros de gestão para o povo.

Mesmo com a ampliação do número de cidadãos com cobertura da Previdência Social, entre 2003 e 2014, os impactos dos benefícios no PIB (Produto Interno Bruto) subiram de 6% para 7,4%, o que desmonta a tese governamental de que em algumas décadas a Previdência Social comprometerá e consumirá o orçamento do país. Analisada de forma isolada, é evidente que há a necessidade de ajustar o sistema previdenciário, considerando o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. Os brasileiros estão vivendo mais e a taxa de natalidade diminuindo, o que significa a ampliação do tempo de cobertura da Previdência e a diminuição do número de trabalhadores para manter o sistema equilibrado. Essa equação precisa ser debatida com a sociedade, no sentido de assegurar a renda dos trabalhadores ao final do seu ciclo laboral e proporcionar benefícios dignos para que os aposentados vivam com dignidade. Mas, não é uma sangria, como propagam os governistas, até mesmo porque os impactos de uma reforma previdenciária só seriam sentidos nas finanças nas próximas décadas. Como dito, tenta-se salvar um mandato e não a sustentabilidade do sistema de benefícios.

Fato é que reformar não necessariamente é sinônimo de retirar ou suprimir, no entanto, a reforma em curso que o governo tenta empurrar à sociedade brasileira escamoteia interesses que mais estão atrelados à salvação do governo, trata-se muito mais de uma questão de equilíbrio fiscal que de fato o bem-estar do cidadão e a sustentabilidade do sistema previdenciário.

Com a economia estagnada, explosão dos índices de desemprego, taxas de juros altíssimas, o crescimento geométrico das dívidas públicas e a necessidade premente de fazer o país voltar a crescer, o governo busca dinheiro para injetar na economia. Diante da escassez de recursos, o governo busca uma possível fonte de investimento por meio do dinheiro que seria arrecadado com a recriação da  CPMF –  Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF).

Para driblar os desajustes das contas públicas, a falta de dinheiro para investimentos e evitar o desgaste político com a recriação de impostos, o governo criou um sofisma, argumentando que a recriação da CMPF é imprescindível para a manutenção da Previdência.

A recriação da CPMF foi enviada ao Congresso em setembro de 2015 (PEC 140/15) e precisa ser aprovada até maio, situação que acelera as decisões do governo durante o Fórum da Previdência. A urgência é explícita, tanto que durante a última reunião o governo apresentou sete propostas para a reforma: 1) criação de idade mínima para as aposentadorias; 2) Diferença de regras para homens e mulheres; 3) Pensão por morte; 4) Fontes de financiamento para a Previdência; 5) Previdência Rural; 6) Regras idênticas para os regimes de previdência e, 7) Previdência do Setor Público.

O jogo político do governo esconde a realidade de que nunca houve um debate consistente e participativo com a sociedade e os movimentos sindicais. Com a Reforma em andamento, o Fórum tornou-se mero instrumento para amenizar as possíveis críticas por uma decisão arbitrária.

TABULEIRO POLÍTICO – A Reforma da Previdência agrada industriais, que podem ampliar os lucros e diminuir os encargos; o mercado financeiro, com o fortalecimento das adesões aos planos de previdências privadas e setores neoliberais, que defendem o Estado Mínimo.

As divergências concentram-se dentro do partido governista. Líderes do Partido dos Trabalhadores rechaçam a ideia da Reforma. Também no sentido contrário está o movimento sindical, que não aceita a Reforma proposta pelo governo da forma como está sendo configurada, como moeda de troca para recriação da CPMF no sentido de buscar um ajuste das contas públicas e, ao mesmo tempo, melhorar a posição do Brasil no ranking de investidores, assim como representantes do governo visitaram a China para atrair investimentos mediante a apresentação das reformas fiscal e previdenciária.

Representantes sindicais defendem o amplo debate, que analise o tema Previdência como parte da Seguridade Social, regulamentada na Constituição Federal de 1988. Outro ponto que o movimento sindical discute são as isenções tributárias concedidos a diversos setores da economia, que fizeram com a Previdência deixasse de arrecadar cerca de R$ 40 bilhões.

As desonerações, que visavam estimular o crescimento econômico, não deram efeito. O país continua em estado de inanição. Pior, onerou os cofres da Previdência e, ao final da desoneração, as empresas demitiram em massa, ficando mais uma vez a conta para os trabalhadores e para os beneficiários do sistema previdenciário.

A Reforma da Previdência Social no Brasil é uma questão que envolve diretamente o futuro dos trabalhadores que estão em atividade. No entanto, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical, constituído por cidadãos que já encerraram seu ciclo laboral, ainda assim não foge à luta e participa deste enfrentamento em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros e pela manutenção de um dos maiores patrimônios de amparo social.

Carlos Ortiz é presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical

João Inocentini é presidente licenciado do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical
 

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho
Eduardo Annunciato, Chicão

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas
Nilton Souza da Silva, o Neco

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas

Quando as ditaduras atacam os sindicatos
César Augusto de Mello

Quando as ditaduras atacam os sindicatos

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições
Eusébio Pinto Neto

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições

O assédio eleitoral nas relações de trabalho
José Roberto da Cunha

O assédio eleitoral nas relações de trabalho

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas
Maria Auxiliadora

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Carolina Maria Ruy

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora
Miguel Torres 22 OUT 2026

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS
Força 22 OUT 2026

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições
Força 22 OUT 2026

MPT reafirma direito dos sindicatos de se posicionar nas eleições

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas
Força 21 OUT 2026

Metalúrgicos SP divulgam conquista da escala 5×2 e das 40 horas

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29
Força 21 OUT 2026

MPT marca nova negociação salarial dos frentistas para dia 29

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos
Força 21 OUT 2026

Sinmed RN debate direitos dos médicos do Mais Médicos

Entidades sindicais divulgam nota conjunta em defesa dos direitos
Força 21 OUT 2026

Entidades sindicais divulgam nota conjunta em defesa dos direitos

Seminário da IndustriALL debate democracia e direitos
Força 21 OUT 2026

Seminário da IndustriALL debate democracia e direitos

Sinmed-RN celebra Dia do Médico e reforça defesa da categoria
Força 21 OUT 2026

Sinmed-RN celebra Dia do Médico e reforça defesa da categoria

Sintepav Bahia convoca ato em defesa dos empregos em Salvador
Imprensa 20 OUT 2026

Sintepav Bahia convoca ato em defesa dos empregos em Salvador

Nova diretoria dos Químicos de São João da Boa Vista toma posse
Força 20 OUT 2026

Nova diretoria dos Químicos de São João da Boa Vista toma posse

Sindicato dos Eletricitários amplia apoio social aos associados
Força 20 OUT 2026

Sindicato dos Eletricitários amplia apoio social aos associados

OIT: Desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste
Imprensa 20 OUT 2026

OIT: Desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste

Sinmed-RN e OIT debatem valorização do trabalho médico
Força 20 OUT 2026

Sinmed-RN e OIT debatem valorização do trabalho médico

FETIASP rejeita proposta patronal na negociação do setor de óleo
Força 19 OUT 2026

FETIASP rejeita proposta patronal na negociação do setor de óleo

Sindicalistas destacam conquista do fim da escala 6×1
Força 19 OUT 2026

Sindicalistas destacam conquista do fim da escala 6×1

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório
Força 16 OUT 2026

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos
Força 16 OUT 2026

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio
Força 16 OUT 2026

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico
Força 16 OUT 2026

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas
Força 16 OUT 2026

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1
Força 16 OUT 2026

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana
Força 15 OUT 2026

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel
Força 15 OUT 2026

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA
Força 15 OUT 2026

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos
Força 15 OUT 2026

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil
Força 15 OUT 2026

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores
Força 15 OUT 2026

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!
Força 14 OUT 2026

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto
Força 14 OUT 2026

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto

Aguarde! Carregando mais artigos...